Pedro Magalhães

Margens de Erro

ACORN

Posted October 15th, 2008 at 11:05 am4 Comments

Comício em Columbus

Posted October 15th, 2008 at 10:56 am4 Comments




by Pedro Magalhães

Maldade

Posted October 15th, 2008 at 10:48 am4 Comments


Afinal, sempre apareceram. Numa secção de voto em Columbus, Ohio, voluntário Republicano produz uma convincente imitação do candidato do partido à presidência dos Estados Unidos.

by Pedro Magalhães

The Ohio State Buckeyes

Posted October 14th, 2008 at 11:42 pm4 Comments





Apesar da separação entre Estado e Igreja, há uma religião oficial no Ohio. O estádio está cheio para todos os jogos. São 105.000 pessoas. Começam por beber uns copos numa zona chamada Heiny Gate. Esta zona está vedada e ninguém pode levar bebidas alcoólicas para fora dela. Contudo, para muitos undergrduates, os copos começam 6ª feira à noite e só acabam na noite do dia seguinte. Depois seguem, os que cabem, para a St. John Arena, onde toca a TBDBITL: The Best Damn Band in the Land. Depois a banda segue em passo de corrida para o estádio, onde há uma cerimónia adicional à entrada do túnel. No estádio, todos de pé, primeiro para ouvir a Carmen Ohio e depois para o hino dos Estados Unidos. O Script Ohio consiste em escrever o nome do estádio com os elementos da banda. Depois há o "dotting the i", ou seja, um dos músicos serve de "ponto no i". Depois disto tudo ainda há o jogo, e pelo meio cheerleaders, os gestos que fazem O-H-I-O com os braços em cada um dos quatro lados do estádio, o half-time show, festejos se Michigan está a perder, o Hang On Sloopy no último quarter e, se ganham os Buckeyes, tocam os sinos no estádio. Ganhámos a Purdue, não me lembro por quantos. O jogo foi chato, toda a gente achou. Há um livro do Eric Hobsbwam que se chama The Invention of Tradition de que gostei muito quando li, há muito muito tempo.

by Pedro Magalhães

Está tudo decidido?

Posted October 14th, 2008 at 11:56 am4 Comments

Larry Bartels e Robert Erikson


Já agora, lembro-me de há uns anos anunciar neste blogue a chegada à blogosfera de vários cientistas políticos. Mas com Bartels e Erikson, chegámos finalmente ao topo da cadeia alimentar.

by Pedro Magalhães

Sign of The Times

Posted October 13th, 2008 at 2:10 pm4 Comments

Votar em Columbus, Ohio

Posted October 13th, 2008 at 12:37 am4 Comments

Já se pode. E já se podia a 35 dias das eleições. De há dois anos para cá, o chamado absentee voting passou a ser aberto a todas as pessoas. Na baixa de Columbus existe um centro aberto. Basta levar a carta de condução ou dar o número da Segurança Social. Ate há dias, era ainda possível, no mesmo local, o recenseamento e o voto. Durante esses dias, havia filas com centenas de pessoas. Mas agora só se aceitam votos.


O boletim de voto é impresso no momento. Isto sucede porque neste centro podem votar pessoas que residem em diferentes círculos eleitorais e em cada círculo eleitoral há eleições com candidatos diferentes para cargos diferentes. Vota-se em muita coisa ao mesmo tempo. Abaixo está um sample ballot, um boletim de voto fictício distribuido pelo Partido Democrata, onde se explica em quem se deve votar para cada cargo.

Tenho assim um palpite sobre o partido em que a maior parte das pessoas abaixo estão a votar.

A distribuição dos sample ballots faz-se à porta, por voluntários dos partidos e até alguns candidatos. Têm de estar a uma distância minima do edifício, 50 metros, creio. Hoje, e em todos os dias anteriores desde que isto abriu, dizem-me, só estiveram aqui voluntários e candidatos do Partido Democrata. Nao sei como interpretar isto. Sentimento de derrota antecipada? Early voters are all Democrats anyway?


A candidata a Coroner pelo Partido Democrata, Jan Gorniak.

by Pedro Magalhães

Cell only

Posted October 12th, 2008 at 3:27 pm4 Comments

Há três grandes dúvidas sobre todas as sondagens que vamos conhecendo sobre as eleições americanas: o "Bradley" effect; os modelos de "votantes prováveis"; e as sondagens telefónicas.

Sobre o primeiro, já falei aqui: a opinião generalizada é a de que este efeito - que leva a uma subestimação dos votos contra candidatos negros - se existir, deverá ser muito menor que no passado. Mas quanto menor? E será que as conclusões de estudos anteriores sobre outro tipo de eleição se aplicam a uma eleição como esta?

Sobre o segundo, o que importa dizer é que várias sondagens usam modelos de votantes prováveis, de forma a eliminar os efeitos de uma "sobredeclaração" de voto. Os modelos baseiam-se em resultados anteriores e, por isso, podem estar completamente errados. Mas por outro lado, não se detectam diferenças significativas entre as sondagens que usam estes modelos e sondagens que não o fazem, pelo que o problema talvez não seja de grande importância.

O terceiro problema é simples: as sondagens telefónicas são feitas para telefones fixos. Mas estima-se que 17% dos adultos só tenham telefones celulares. São desproporcionalmente jovens, desproporcionalmente mais abstencionistas - o que mitiga os efeitos da sua não representação nas sondagens - mas também - guess what - desproporcionalmente pró-Obama. E parece que a utilização de ponderadores amostrais, reequlibrando as amostras em termos de idade, não chegam para lidar com este efeito.

Isto tudo para dizer o quê? A vantagem de Obama nas sondagens - de momento quase em 9 pontos a nível nacional -pode estar a ser sobrestimada devido ao Bradley effect. Mas pode estar a ser subestimada devido à exclusão de eleitores cell-only.

P.S.- Via O Valor das Ideias, mais um artigo sobre o Bradley effect.

by Pedro Magalhães

Xanax, precisa-se

Posted October 11th, 2008 at 3:15 pm4 Comments

McCain Draws Line on Attacks as Crowds Cry ‘Fight Back’
By ELISABETH BUMILLER
Published: October 10, 2008
LAKEVILLE, Minn. — After a week of trying to portray Senator Barack Obama as a friend of terrorists who would drive the country into bankruptcy, Senator John McCain abruptly changed his tone on Friday and told voters at a town-hall-style meeting that Mr. Obama was “a decent person” and a “family man” and suggested that he would be an acceptable president should he win the White House. But moments later, Mr. McCain, the Republican nominee, renewed his attacks on Mr. Obama for his association with the 1960s radical William Ayers and told the crowd, “Mr. Obama’s political career was launched in Mr. Ayers’ living room.”
(...)
When a man told him he was “scared” of an Obama presidency, Mr. McCain replied, “I want to be president of the United States and obviously I do not want Senator Obama to be, but I have to tell you — I have to tell you — he is a decent person and a person that you do not have to be scared" of "as president of the United States.” The crowd booed loudly at Mr. McCain’s response. Later, a woman stood up at the meeting, held at Lakeville South High School in a far suburb of Minneapolis, and told Mr. McCain that she could not trust Mr. Obama because he was an “Arab.” Mr. McCain replied: “No, ma’am, he’s a decent family man, citizen who I just happen to have disagreements with on fundamental issues. And that’s what this campaign is all about.” At that, the crowd applauded.
(continua)

Ontem à noite, no programa de Larry King, Jonah Goldberg parecia próximo da apoplexia, especialmente quando comentava a frase de McCain num comício: "no reason to be scared of him [Obama]being the President of the United States". O establishment republicano, de resto, pelo que ouço nos talk-shows na rádio, prepara-se para culpar McCain pela derrota, nomedamente pelas afirmações de ontem sobre Obama e por não ter votado contra o bailout.

Como vêem, a proximidade aos acontecimentos aumenta exponencialmente a minha imparcialidade...

by Pedro Magalhães

Sobre a Appalachia (em resposta a um comentário)

Posted October 10th, 2008 at 2:36 pm4 Comments

Obama zeros in on Ohio
Strickland helps nominee court Appalachian vote
Friday, October 10, 2008 3:04 AM
By Joe Hallett

PORTSMOUTH, Ohio -- With Appalachian Ohio's favorite son in tow, Democratic presidential nominee Barack Obama last night appealed to voters in the state's most economically distressed and politically fickle region, one which could decide the outcome of the Ohio election. A month to the day from his last visit to Ohio, Obama began a strategic swing to an area that was unfriendly to him in the March primary election, stressing that his economic plan offers more to voters than "John McCain's George Bush policies."
Obama zeroed in on another dismal day on Wall Street following yesterday's 679-point Dow Jones loss.
"Now is not the time for fear or panic; now is the time for resolve and leadership so we can steer out of this crisis," Obama told a huge outdoor gathering at Shawnee State University.
Obama was joined at every stop yesterday, including Dayton and Cincinnati, by Gov. Ted Strickland. But nowhere does he need Strickland's help more than in Ohio's 29-county Appalachian region, which Strickland won with 70 percent of the vote in 2006 and Obama lost by an average of 44 points per county to Sen. Hillary Clinton in the March primary.
Greeted like a hometown hero, Strickland beseeched the crowd "to put aside the angry rhetoric and smear tactics" of the McCain campaign and vote for Obama in their own economic self-interests.
On the same day that the National Rifle Association endorsed McCain, Strickland reassured voters in a gun-loving region that "if you are a hunter or a gun owner ... you have nothing to fear from Barack Obama. You spread the word -- Ted Strickland said so."
Appalachia Ohio is a traditional swing area in presidential elections -- Republican President George W. Bush won it twice and Democratic President Bill Clinton won it twice before him -- because voters often are in a throw-the-bums-out mood because of chronically high unemployment.
(continua)

by Pedro Magalhães