Pedro Magalhães

Margens de Erro

E antes de ir…

Posted July 17th, 2008 at 10:00 pm4 Comments

Também pequenos milagres em Lisboa.

by Pedro Magalhães

Férias

Posted July 15th, 2008 at 4:04 pm4 Comments

Este blogue entra em pausa estival, na esperança de que, em Setembro, alguém ainda se lembre que esta coisa existe. Nessa altura, as eleições americanas estarão ao rubro, após as convenções. Até lá.

by Pedro Magalhães

Sondagem Católica para RTP/RDP/JN

Posted July 15th, 2008 at 8:12 am4 Comments

O segundo barómetro político CESOP-UCP do ano (haverá quatro no total) foi realizado entre os dias 5 e 9 de Julho. Foi divulgado ontem e hoje pela RTP, RDP e o JN. Podem descarregar o relatório-síntese aqui.

Com esta sondagem, é possível fazer um ponto de situação em relação ao imediato "pós-Ferreira Leite":

Não é muito fácil comparar estas sondagens entre si, especialmente porque a Aximage não divulga - pelo menos no site do Correio da Manhã - dados sobre indecisos, outros partidos, brancos ou nulos. Logo, não é possível apresentar os dados de forma comparável com resultados eleitorais ou com as estimativas dos outros institutos. Por outro lado, pelo menos na notícia aqui, a soma das percentagens da Eurosondagem dá 102,1%, devendo haver um lapso qualquer (arredondamentos não será, porque os resultados são apresentados com uma casa decimal).

Contudo, numas contas muito simplistas, se os OBN para a Aximage fossem 5% (como nas legislativas de 2005), e se redistribuirmos indecisos proporcionalmente (eu sei que eles não gostam muito, mas vou fazer na mesma), os resultados ficariam assim:


Logo:

1. PS continua a ser o partido com mais intenções de voto;

2. Mas há grandes discrepâncias na vantagem sobre o PSD: entre 1 e 11 pontos;

3. PCP+BE entre 17 e 24%.

by Pedro Magalhães

Popularidade

Posted July 4th, 2008 at 10:01 am4 Comments

O mesmo gráfico que aqui, só que desta vez com os dados da Eurosondagem, divulgados hoje.

by Pedro Magalhães

Lisboa SOS

Posted July 2nd, 2008 at 2:37 pm4 Comments

Um blogue novo que publica fotografias enviadas por leitores que ilustram a degradação dos espaços públicos de Lisboa. "Contra a distracção". Infelizmente, vou ter muitas fotografias para mandar.

by Pedro Magalhães

Projectos

Posted July 2nd, 2008 at 11:39 am4 Comments

Estou a trabalhar nisso. A sério. Não nas "chaves", nas no resto...

by Pedro Magalhães

Previsões para as presidenciais americanas

Posted June 30th, 2008 at 11:49 am4 Comments

O último número do International Journal of Forecasting é uma delícia para viciados nas eleições americanas. Vários artigos discutem o desempenho passado de modelos de previsão dos resultados das eleições, das sondagens e dos mercados electrónicos.


Em 2004, o primeiro modelo a ser divulgado, logo em Janeiro, foi o de Helmut Norpoth. Foi o primeiro modelo porque se baseia em variáveis que podem ser medidas relativamente cedo: os resultados das primárias em New Hampshire, os resultados das duas últimas eleições presidenciais e uma variável medindo identificação partidária (baseada nos resultados das eleições para o Congresso). Aplicado a todas as eleições desde 1912, o modelo prevê correctamente o vencedor em todas as eleições menos uma (1960). Para 2004, previa que Bush iria derrotar Kerry por 54,7% contra 45,3%. Na verdade, o resultado foi 50,7% contra 48,3%. Mas o modelo bateu, de longe, como instrumento de previsão, quer as sondagens quer as cotações dos mercados electrónicos da mesma altura, ou seja, Janeiro de 2004. E o que diz o modelo desta vez para Obama-McCain em 2008? 50,1% contra 49,9%. Um dos problemas disto, claro, está aqui:


O modelo de Douglas Hibbs tem duas variáveis principais:

(1) weighted-average growth of per capita real personal disposable income over the term, and (2) cumulative US military fatalities owing to unprovoked, hostile deployments of American armed forces in foreign conflicts.

Em 2004, previu correctamente a vitória de Bush, errando por apenas 1,8%. A previsão para 2008:

Those political-economic fundamentals imply an expected Republican two-party vote share centered on 48.2%. Barring unforeseen political shocks favoring the Republican candidate (presumptively John McCain), the Democratic standard bearer (presumptively Barack Obama) ought to win the 2008 presidential election by a margin in the neighborhood of 3.6 percentage points.

Ray Fair, com um modelo que inclui crescimento, inflação e nº de períodos trimestrais com crescimento económico elevado prevê 47,8% para os Republicanos. A página deixa-nos brincar com os valores das variáveis independentes e obter novas previsões.

Estes modelos costumam ter versões finais em Julho/Agosto, dado que utilizam dados da economia ou da popularidade do incumbent que só nesta altura estão disponíveis. Mas neste último número do IJF - com artigos escritos entre Julho e Novembro de 2007 - há já outras "previsões condicionais", baseadas em valores hipotéticos dos dados da popularidade e do crescimento. Alan Abramovitz prevê que uma vitória do Partido Republicano é impossível com os actuais valores da popularidade de Bush. Ela só começaria a tornar-se possível com um saldo de popularidade acima dos 10% em Junho de 2008. Neste momento, existe um saldo negativo com valores entre os -30 e os -50%. Michael Lewis-Beck e Charles Tien prevêm, condicionalmente, uma votação para o Partido Republicano entre 41.4 e 48.5%, dependendo de utilização de crescimento económico ou criação de empregos como variáveis independentes.

E depois há, claro, algo completamente diferente: The Keys to the White House, por Alan Lichtman, um historiador da American University. O método de Lichtman é um índice, de natureza qualitativa, que usa simplesmente respostas "sim"/"não" a 13 perguntas básicas. Quanto mais respostas "sim", maior a probabilidade de que o partido no poder renove a vitória. O método prevê correctamente o resultado de todas as eleições desde 1860 (mas ver aqui como a frase anterior não faz muito sentido). Eis as "chaves":


Destas perguntas, Lichtman respondia negativamente, em Novembro de 2007, a oito delas (e com Obama talvez tenha de responder a nove, ou seja, à última). Resposta: Democratas ganham. E como isto é convertível num modelo de previsão de percentagem de voto - nº de keys como variável independente do voto no incumbent - Lichtman prevê 46% para os Republicanos.

A última coisa a tomar em consideração, neste momento, é que, em 2004, a partir de Maio, os valores do Iowa Prediction Market estabilizou numa percentagem para Bush que, comparada com o que se veio a verificar em Novembro, exibia um desvio sempre igual ou inferior a um ponto percentual. E qual tem sido o valor para vote shares?


Em suma: ninguém, com excepção de Norpoth em Janeiro passado, prevê outra coisa que não uma vitória dos Democratas nesta eleição. Vou actualizando isto com as novas previsões à medida que forem saindo.

by Pedro Magalhães

Delator

Posted June 29th, 2008 at 8:10 am4 Comments

Não era isto que tínhamos combinado. E eu ainda não disse nada sobre o Obama!

by Pedro Magalhães

Boa sorte para logo

Posted June 29th, 2008 at 7:52 am4 Comments

by Pedro Magalhães

Novo ciclo

Posted June 27th, 2008 at 3:05 pm4 Comments

Com a última sondagem da Marktest, ficamos com uma primeira aproximação à avaliação que os portugueses fazem da actuação de Manuela Ferreira Leite. 43% não acham coisa alguma, o que não lhes fica mal, tendo em conta que, sensu stricto, não há nada para avaliar. Mas outros recorrem às suas predisposições ideológicas e partidárias, à imagem que dela formaram no passado recente ou distante ou até, quem sabe, à comparação com Sócrates, para chegar a uma conclusão. A conclusão a que a maioria desses chega é negativa, mas menos negativa que em relação a Menezes no período anterior ou Sócrates no momento actual. Mas tudo pode mudar à medida que mais opiniões se forem cristalizando. Para a Menezes, a mudança posterior foi para pior. Em relação a MFL, quem sabe?*

O gráfico que se segue (cliquem nele que verão melhor) é apenas para os dados da Marktest. Usa-se um saldo de % de avaliações positivas - % avaliações negativas, ponderado pelas não respostas. As linhas verticais marcam as últimas sondagens realizadas antes de momentos relevantes: eleição de Cavaco Silva; caso Independente; eleição de Menezes; eleição de Ferreira Leite.



*Ou para usar a terminologia de uma abordagem que aprendi há pouco tempo (olá LA-C): trará a eleição de MFL uma mudança de estrutura à serie de popularidade do líder do PSD, tal como aquela que, aparentemente, ocorre no caso de Sócrates após o caso Independente?

by Pedro Magalhães