Pedro Magalhães

Margens de Erro

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Posted January 28th, 2008 at 2:02 pm4 Comments

Gosto do bacalhau.

by Pedro Magalhães

Getting rough

Posted January 24th, 2008 at 3:58 pm4 Comments

No debate de ontem na Carolina do Sul, Clinton e Obama atiraram-se a sério um ao outro. Até agora, os ataques a Obama tinham sido delegados em Bill Clinton, mas ontem Hillary esmerou-se:


"When it comes to a lot of issues that are important in this race, it is difficult to understand what Senator Obama said because when confronted on it he says that's not what he meant,"

by Pedro Magalhães

Sampaio/Cavaco: as consequências da coabitação para a função de popularidade do PR (a olhómetro, para já)

Posted January 24th, 2008 at 2:31 pm4 Comments

Um gráfico muito simples, mostrando os saldos entre opiniões positivas e negativas para Sampaio e Cavaco nos barómetros Marktest e Eurosondagem, o primeiro entre Março de 2005 e Março de 2006 e o segundo deste então. Ambos mostram o declínio de Sampaio durante o primeiro ano de mandato do actual governo e uma recuperação final. Deste ponto de vista, é um espelho do que se passou com a popularidade do Primeiro Ministro no mesmo período.




Mas com Cavaco, a história é algo diferente. Para além de mostrar a velocidade alucinante com que Cavaco deixou de ser o "Presidente da direita" e chegou aos níveis "base" de alta popularidade de um Presidente da República, o gráfico mostra também como Cavaco é menos vulnerável ao declínio da popularidade do Primeiro Ministro desde o início de 2007. Na Marktest - onde a descida de Sócrates é mais visível - Cavaco está trendless. Na Eurosondagem, há declínio, mas ligeiro. A coabitação - ou falta dela - tem consequências.

by Pedro Magalhães

Thompson out

Posted January 23rd, 2008 at 11:10 am4 Comments

Rescaldo Nevada e SC e o que se segue

Posted January 21st, 2008 at 3:47 pm4 Comments

Como se pode ver por aqui, aqui e aqui, as sondagens não se portaram mal nestes dois estados. O que segue, dia 26, é a Carolina do Sul para os Democratas, onde tudo sugere uma vitória de Obama: 10 pontos de vantagem na média das últimas quatro sondagens e favoritismo claro nos mercados electrónicos. Segue-se depois a Florida para os dois partidos, no dia 29, última etapa antes da Super Tuesday no dia 5 de Fevereiro (os Republicanos ainda têm o Maine antes disso no dia 1).

Curiosamente, segundo parece (e confesso-me algo perdido nos meandros do caos eleitoral americano), nenhum mandato será atribuído nas primárias do partido Democrata na Florida, e apenas metade nas do partido Republicano, pelo facto de terem sido antecipadas contra a vontade dos órgãos nacionais dos partidos. Mas isso retira pouco à importância deste estado. Será crucial para Giuliani, cuja vantagem inicial parece, à luz das sondagens, ter-se evaporado. McCain começa a parecer - relutantemente - o frontrunner, mas evitar um GOP dividido após a Super Tuesday pode em grande medida depender do que suceder na Florida. E depois da presumível vitória de Obama em SC, era importante para ele que conseguisse evitar ou mitigar a vitória que se antevê para Clinton na Florida, para que seja o showdown no dia 5 a resolver o assunto a favor de um ou de outro.

by Pedro Magalhães

A blogosfera e a política

Posted January 18th, 2008 at 4:19 pm4 Comments

A blogosfera chegou às ciências sociais "sérias" (a Economia e a Ciência Política, portanto*): o último número (duplo) da Public Choice (no less) é dedicado ao tema Blogs, Politics and Power. Ainda não li uma linha, a não ser a Introdução:

"Blogs are not only more than a passing fad; they are a major topic for research both because they affect politics in their own right, and as a means of approaching important questions for the social sciences more generally."

A ler urgentemente.


*Os psicólogos (sociais) são sérios quando trabalham em articulação com uma delas. Hate mail de sociólogos, antropólogos e historiadores pode ser enviado para o endereço acima. Economistas que acham que a Ciência Política não é seria não precisam de escrever, que eu já sei. Cientistas que acham que "ciência social" é um oxímoro não lêem este blogue. :-)

by Pedro Magalhães

Florida or bust

Posted January 18th, 2008 at 11:34 am4 Comments

Giuliani apostou tudo na ideia de que nenhum momentum claro iria emergir das primárias nos pequenos estados - "early chaos" - e que, logo, o melhor era fazer o mais racional à luz do sistema eleitoral: apostar tudo nos grandes estados. O primeiro é a Florida, no dia 29.

Mas, há um pequeno problema:

1. Milagrosamente, McCain voltou ao mundo dos vivos. Mais: está a subir em todos os próximos estados e nas sondagens nacionais. O early chaos é menos caótico do que parece.

2. Florida está cada vez menos segura para Giuliani. As últimas cinco sondagens colocam-no atrás de McCain e Giuliani já não é o favorito nos mercados electrónicos. Se perde Florida, não é apenas Florida: é toda uma estratégia eleitoral que vai parecer, à luz dos analistas e dos eleitores, ter ido pelos ares.

by Pedro Magalhães

Nevada, dia 19

Posted January 16th, 2008 at 6:52 pm4 Comments

Nas sondagens, e entre os Democratas, Obama aproxima-se de Clinton (a sondagem mais recente tem Obama com 2 pontos de avanço). Entre os Republicanos, entre estimativas pontuais e tendencias, é a confusão total. Neste momento, os mercados apostam em Obama e Romney.

by Pedro Magalhães

Hirschman

Posted January 16th, 2008 at 5:55 pm4 Comments

"With this argument, the reactionary takes on once again the progressive’s clothes and argues as though both the new and the old progress were desirable, and then shows typically how a new reform, if carried out, would mortally endanger an older, highly prized one that has only recently been put into place. The older, hard-won conquests or accomplishments, so it is argued, are still fragile, still need to be consolidated and would be placed in jeopardy by the new program. I therefore call this argument the jeopardy thesis."

"Once again, then, a group of social analysts found itself irresistibly attracted to deriding those who aspire to change the world for the better. And it is not enough to show that these naive Weltverbesserer (world improvers) fall flat on their face: it must be proven that they are actually, if I may coin the corresponding German term, Weltverschlechterer (world worseners) , that they leave the world in a worse shape than prevailed before any 'reform' had been instituted."

"I hope that I will have convinced the reader that it is worthwhile to trace these theses through the debates of the last two hundred years, if only to marvel at certain invariants in argument and rhetoric, just as Flaubert liked to marvel at the invariant bêtise of his contemporaries. To show how the participants in these debates are caught by compelling reflexes and lumber predictably through certain set motions and maneuvers (...) My account and critique of the lines of argument most commonly used on behalf of reactive/reactionary causes could serve to make advocates of such causes a bit reluctant to trot out these same arguments over again and inclined to plead their case with greater originality, sophistication, and restraint. Second, my exercise could have an even more useful impact on reformers and sundry progressives. They are given notice here of the kinds of arguments and objections that are most likely to be raised against their programs. Hence, they may be impelled to take extra care in guarding against conceivable perverse effects and other problematic consequences."

Albert O. Hirschman, "Two Hundred Years of Reactionary Rhetoric: The Case of the Perverse Effect", Tanner Lectures on Human Values, 1988 (obrigado à Mónica pela lembrança)

by Pedro Magalhães

Eu também gosto de fazer citações

Posted January 16th, 2008 at 5:33 pm4 Comments



by Pedro Magalhães