Pedro Magalhães

Margens de Erro

Dois genes

Posted January 14th, 2008 at 3:45 pm4 Comments

Um paper com uma explicação genética para a participação eleitoral. Vou começar a preencher os papéis do subsídio de desemprego.

by Pedro Magalhães

Michigan

Posted January 14th, 2008 at 12:27 pm4 Comments

Para os Democratas, é simples: Clinton será a candidata mais votada. Obama e Edwards não aparecem nos boletins. Mas a coisa é complicada. Tudo explicado aqui.

Para os Republicanos, Romney e McCain taco-a-taco nas sondagens (fonte: Pollster) e nos mercados electrónicos. As primeiras dão ligeira vantagem a Romney, os segundos a McCain (à hora a que escrevo isto) mas ambos sinalizam subida na fase final para Romney,






Entretanto, os recentes ataques mútuos de Obama e Clinton revelam a enorme delicadeza das circunstâncias desta eleição e os riscos que as campanhas negativas comportam para estas candidaturas (mais para Clinton do que para Obama, parece-me).

by Pedro Magalhães

Popularidade

Posted January 14th, 2008 at 12:04 pm4 Comments

Com os novos dados da Eurosondagem de Janeiro de 2008, o saldo entre opiniões positivas e negativas para Sócrates, Cavaco e Menezes (sendo que, para este último, há ainda poucas observações). A discrepância entre os resultados da Marktest e da Eurosondagem para Sócrates permanece.






by Pedro Magalhães

Sarko em descida

Posted January 14th, 2008 at 11:46 am4 Comments





by Pedro Magalhães

O tratamento das sondagens na imprensa

Posted January 14th, 2008 at 11:17 am4 Comments

Vale a pena ler o artigo de ontem (para assinantes) do Provedor do Leitor do Público.

by Pedro Magalhães

Dois e-mails

Posted January 11th, 2008 at 11:21 am4 Comments

"Os seus posts sobre o falhanço das sondagens sobre as últimas primárias levantou-me uma dúvida. Não poderemos estar perante um caso em que as sondagens anunciadas possam ter tido uma influência sobre o comportamento dos eleitores, quer em termos de escolha como de abstenção?"

Num post antigo, escrevi sobre os efeitos das sondagens no comportamento, mencionando o estudo mais exaustivo sobre a matéria que conheço. Os resultados são inconclusivos. Creio que este caso ilustra novamente as dificuldades associadas a estimar o efeito das sondagens. Parece mais ou menos evidente que, para entre os eleitores que se decidiram mais tarde, Clinton teve vantagem. Mas como isolar os efeitos da imensidão de factores se escondem por detrás desse "mais tarde"? As sondagens que davam um bounce para Obama, produzindo uma reacção de mobilização dos eleitores de Clinton e/ou desmobilização dos eleitores de Obama? Talvez. Mas as lágrimas de Hillary? Talvez também. O último debate? Por que não? Os estudos que recorrem ao método experimental, que se dão num contexto de randomização de grupos (permitindo portanto isolar de forma clara o efeito das sondagens de outros efeitos) sugerem que elas produzem efeitos significativos. O problema, claro, é a validade externa desses estudos. Não creio que consigamos ter tão cedo uma resposta para estas questões.


"Gostaria de deixar duas notas, que podem ser relevantes sobre este tema: 1) O poder predictivo dos information markets, não é avaliado em função de resultados absolutos. A avaliação do interesse deste tipo de mecanismo, deve ser efectuada por comparação com outros métodos A questão relevante é determinar se, em cada momento do tempo, existe outra fonte de informação com maior poder predictivo.

A comparação entre os information markets e as sondagens tradicionais, foi objecto de estudos extensos e detalhados, em que as conclusões tendem a favorecer os Information Markets. Será ainda mais assim, se incorporarmos os custos de obtenção de informação e o seu atraso.

2) A audiência: em nenhum destes textos se refere que os Mercados apresentados são de âmbito nacional, enquanto estas "eleições" (podemos chamar isto?) são locais. Sendo assim, a ausência de informação adicional de uma larga maioria de participantes e o Teorema do Júri de Condorcet, são bons principios de explicação para as, supostas, más previsões."



Dois comentários:

1. Não creio que seja verdade que as conclusões dos estudos existentes tendam a favorecer invariavelmente uma maior capacidade preditiva dos prediction markets. Num post anterior encontra já um que chega à conclusão contrária. Ou melhor: à conclusão de que uma visão realista da forma como uma sondagem pode servir como elemento de previsão revela a ausência de superioridade dos prediction markets (eles próprios altamente influenciados, como se sabe e se viu, pelas sondagens). E mesmo os defensores dos prediction markets detectam vários enviesamentos e avançam dúvidas. Ver aqui, por exemplo.

2. Concordo com o problema que resulta da assimetria de informação entre a minoria dos participantes com informação "local" e a maioria dos participantes sem ela, sem dúvida.

Finalmente: não intepretem o meu post anterior sobre o tema como uma condenação geral dos prediction markets. Por forças ou fraquezas que tenham, alguma informação útil hão-de dar. E não é um caso isolado, como NH, que serve para chegar a veredictos. Agora que NH serviu para evidenciar fraquezas, lá isso serviu.

by Pedro Magalhães

Outlier: as palavras e os actos

Posted January 11th, 2008 at 10:58 am4 Comments

Os políticos portugueses gostam muito de aludir aos resultados dos estudos de sociológos e politólogos como eu e muitos outros a propósito do cepticismo e da descrença dos eleitores em relação à política, aos políticos e aos partidos. Gostam de dizer que isso os preocupa e que gostavam de contribuir para a resolução do problema, como se se tratasse de uma espécie de catástrofe natural sem intervenção humana. E maneira como se propõem resolver o problema é sugerindo mil e uma "reformas institucionais". Eu gostava de acreditar neles. Mas os actos falam mais alto que as palavras. Não há "reforma institucional" que valha para compensar as consequências daquilo que o governo fez nos últimos dois dias.

by Pedro Magalhães

Help or hindrance?

Posted January 10th, 2008 at 5:51 pm4 Comments

Kerry apoia Obama.

by Pedro Magalhães

Teorias sobre o fiasco das sondagens em NH

Posted January 10th, 2008 at 10:48 am4 Comments

Para todos os gostos, mas alguma convergência naquelas que têm já algum apoio empírico:

1. What was going on with the New Hampshire polls? Excessiva filtragem dos votantes menos prováveis, ponderações amostrais e o "Bradley effect" (eleitores dizem que votam em candidato negro e depois não o fazem)..

2. Why presidential polls are wrong? Recuperação de última hora de Hillary.

3. Pollsters Review Tactics After Forecast `Fiasco' . Recuperação de última hora de Hillary.

4. Pollsters flummoxed by New Hampshire primary. The New Hampshire contrarians.

5. Ballot Changes Cited in Vote's Discrepancy With Polls. A ordem dos candidatos nos boletins. isto é para levar a sério: Krosnick é uma das pessoas na academia que mais sabe sobre sondagens.

6. New Hampshire: So What Happened? Recuperação de última hora de Hillary e "Bradley effect".

7. Why were the polls wrong in New Hampshire? Mostly all of the above, excelente síntese por Anthony Wells.

E outras aqui, aqui e até uma conspiração aqui. Uma síntese (irónica): How the world will explain Clinton’s win despite final polling showing her way behind Obama

"Didn’t factor in the 24 hours of tears? The fact that New Hampshirites like to make news? That independents turned out for McCain and Clinton as well as for Obama? That without Huckabee as a factor, the McCain-Romney fight was taken more seriously in the end? That all those comments that she was bussing in people from New York and Massachusetts to pad the crowds were the nonsense some always suspected them to be? That Bill Clinton acting out and saying crazy things reminded people that they were once sympathetic to his wife? That her debate performance was mocked by the pundits but loved by the voters? The lingering impression of Billy Shaheen’s pre-Iowa words? The shadowy hand of Michael Whouley? That negative attacks — through the mail on issues such as abortion — work? The appeal of Clinton to 20 somethings? The 'doer versus talker' message? All those prominent women supporters in a state that has a lot of women elected leaders? The Chris Matthews hug? That Obama has limited appeal to blue-collar Democrats in places like Epping? That she took questions in town meetings at the end, which New Hampshire voters really like? That Obama had a Tom Bradley-Doug Wilder problem? More coming…."

by Pedro Magalhães

Mudando de assunto (ou, num certo sentido, não)…

Posted January 9th, 2008 at 4:11 pm4 Comments



Fonte:Ellen Nolte e C. Martin McKee (2008), "Measuring the Health of Nations: Updating an Earlier Analysis", Health Affairs 27: 58-71. Resumo aqui.

Citações:
"The concept of amenable mortality - that is, deaths from certain causes before age 75 that are potentially preventable with timely and ef-fective health care - was developed in the 1970s to assess the quality and performance of health systems and to track changes over time. (...) In a Commonwealth Fund-supported study comparing preventable deaths in 19 industrialized countries, researchers found that the United States placed last. While the other nations improved dramatically between the two study periods—1997–98 and 2002–03—the U.S. improved only slightly on the measure."

"The largest reductions in amenable mortality were seen in countries with the highest initial levels, including Portugal, Finland, Ireland, and the U.K, but also in some higher-performing countries, like Australia and Italy. In contrast, the U.S. started from a relatively high level of amenable mortality but experienced smaller reductions. "

E a cobertura noticiosa do estudo, aqui.

by Pedro Magalhães