Pedro Magalhães

Margens de Erro

Sondagens

Posted May 18th, 2007 at 9:27 am4 Comments

Esta, da Marktest, mas sem candidato para o CDS-PP, sem Manuel Monteiro e presumindo candidatura da Carmona. Não serve para termos uma ideia do que pode acontecer no dia 1 de Julho, mas serve como indicador da notoriedade e do poder de atracção de Fernando Negrão: 4º lugar nas intenções de voto, com 9,5%, atrás de Costa, Carmona e Roseta.

Um exercício absurdo, mas só para o PSD não ficar muito desanimado: as intenções de voto de Carmona e Negrão somadas são exactamente 25,2%, o mesmo que Costa. E outro exercício absurdo, mas para animar as hostes: as primeiras sondagens nas presidenciais davam Alegre com 17%; acabou com 20%. Roseta aparece agora com 13,5%.

E outra sondagem, da Católica, sobre intenções de voto em legislativas e avaliações do governo e dos líderes políticos. Duas peças no JN que, parece-me, fazem uma boa interpretação dos resultados.

by Pedro Magalhães

Game theory

Posted May 17th, 2007 at 12:14 pm4 Comments

Há para aí uma grande vontade de fazer sondagens em Lisboa, mas uma dúvida sobre quando isso começa a fazer sentido. Uma percentagem muito grande dos eleitores diz, nas sondagens a propósito das autárquicas, que a identidade do cabeça de lista é o mais importante para si. Isso pode não ser exactamente verdade - os eleitores costumam ser os piores analistas dos seus próprios comportamentos - mas não há dúvida que, pelo menos em comparação com as legislativas (onde o peso das lideranças é, mesmo assim, muito grande nas considerações dos eleitores), saber que menu concreto de candidatos existe é fulcral para que as pessoas cheguem a uma decisão qualquer.

Acresce a isto que as "pistas" habituais a que os eleitores recorrem para tomar decisões vão estar muito baralhadas nestas eleições. Julgar o trabalho do "incumbent"? Mas o "incumbent" é o PSD ou o candidato independente Carmona Rodrigues? O líder da oposição camarária passou a ser o ex-vice-líder do governo. O ex-candidato do BE quer apoiar um candidato independente, uma coligação ou correr sozinho, como independente ou com apoio do BE? Uma confusão. Vão-se fazer sondagens, e em breve. Até ao dia 1 de Julho haverá muita confusão a resolver nas cabeças dos eleitores (incluindo na minha).

Dito isto, e não sendo muito dado a estas "análises políticas" - pelo menos quando não tenho "dados" - confesso a minha total perplexidade com a actuação de Marques Mendes neste processo. Até ao dia 2 de Maio, apesar de pressionado pelas circunstâncias, Marques Mendes tinha a faca e o queijo na mão para decidir se e - mais importante - quando provocava a queda de Carmona. Decide fazê-lo no dia 2. Mas fá-lo, constata-se agora, desperdiçando completamente esse poder de iniciativa. Fá-lo sem ter assegurado um candidato forte que pudesse constranger as estratégias do PS e de Carmona. Com a bola nos pés, em vez de chutar à baliza, passa para o adversário a ver o que acontece.

Segue-se o inevitável: percebendo que o PSD andava aos papeis, o PS responde apresentando o candidato mais forte que poderia apresentar- o nº 2 do governo, caramba - diminuindo a probabilidade de que Marques Mendes conseguisse de seguida recrutar alguém de jeito disposto a arriscar o pêlo numa derrota em Lisboa. Sobra Fernando Negrão, pessoa porventura estimável - não faço ideia - mas com peso político e reconhecimento na opinião pública próximos do zero. E assim se abriu caminho para que Carmona sinta que vale a pena arriscar também. A primeira ronda do jogo - e há eleições, como, por exemplo, as legislativas de 2005, onde a primeira ronda é a última - estava perdida para o PSD.

Das duas uma: ou alguém tirou o tapete a Marques Mendes; ou Marques Mendes decidiu fazer cair a Câmara sem ter a mínima ideia do que tencionava fazer de seguida. O resultado, contudo, é o mesmo: a não ser que haja uma surpresa monumental nas eleições de Lisboa, Marques Mendes pode começar a pensar em arrumar os papeis no gabinete da S. Caetano à Lapa.

P.S.- Isto foi escrito há umas horas no pressuposto de que Carmona seria candidato. Agora, pelas 16:30, a coisa está em dúvida. Mas a perplexidade com a táctica do PSD é a mesma.

by Pedro Magalhães

Legislativas, França, 17 Maio

Posted May 17th, 2007 at 12:11 pm4 Comments


Entretanto, a mesma sondagem da IPSOS pergunta "Parmi les personnalités suivantes, quelle est celle que vous souhaiteriez voir conduire la campagne du Parti socialiste pour les élections législatives?". Das suivantes, a maioria dos simpatizantes do PS (53%) escolhem Ségo. Da generalidade da amostra, uma maioria relativa (33%) escolhe Strauss-Khan.

by Pedro Magalhães

França, legislativas, 16 de Maio

Posted May 16th, 2007 at 9:37 am4 Comments


by Pedro Magalhães

Presidenciais americanas

Posted May 15th, 2007 at 10:22 am4 Comments

O melhor lugar para acompanhar o que se passa nas sondagens sobre as presidenciais americanas é, como sempre, o Political Arithmetik.

Aqui, as primárias nos partidos Republicano e Democrata. Giuliani destaca-se entre os republicanos, enquanto Hillary permanece no topo entre os democratas, apesar de a subida dos restantes (especialmente Obama) sugerir que aqueles que se vão decidindo o vão fazendo não por ela, mas por outros.

Aqui, os potenciais confrontos. É curioso verificar que, enquanto Obama parece capaz de bater todos os Republicanos, Clinton bate apenas Romney. Até Edwards parece um candidato mais viável, neste momento, para bater os candidatos republicanos do que Clinton.

Mas o melhor mesmo é ir lá, ler e aprender com o melhor blogue que existe sobre sondagens.

by Pedro Magalhães

You’re making a mistake

Posted May 10th, 2007 at 10:22 pm4 Comments



"Helplessly, the Perownes watched them all approach. In a sudden press of bodies they were introduced to the Prime Minister. He took Rosalind's hand first, then Henry's. The grip was firm and manly, and to Perowne's surprise, Blair was looking at him with recognition and interest. The gaze was intelligent and intense, and unexpectedly youthful. So much had yet to happen.
He said, 'I really admire the work you're doing.'
Perowne said automatically, 'Thank you.' But he was impressed. It was just conceivable, he supposed, that Blair with his good memory and reputation for absorbing the details of his ministers' briefs would have heard of the hospital's excellent report last month - all targets met - and even of the special mention of the neurosurgery department's exceptional results. Procedures twenty-three per cent up on last year. Later Henry realized what an absurd notion it was.
The Prime Minister, who still had hold of his hand, added, 'In fact, we've got two of your paintings hanging in Downing Street. Cherie and I adore them.'
'No, no,' Perowne said.
'Yes, yes,' the Prime Minister insisted, pumping his hand. He was in no mood for artistic modesty.
'No, I think you-'
'Honestly. They're in the dining room.'
'You're making a mistake,' Perowne said, and on that word there passed through the Prime Minister's features for the briefest instant a look of sudden alarm, of fleeting self-doubt. No one else saw his expression freeze and his eyes bulge minimally. A hairline fracture appeared in the assurance of power."

Ian McEwan, Saturday, pp. 143-144.

A true story.

by Pedro Magalhães

Mais legislativas, França

Posted May 10th, 2007 at 12:30 pm4 Comments


by Pedro Magalhães

França, legislativas

Posted May 9th, 2007 at 12:36 pm4 Comments



É possível que ainda tenha de fazer uns ajustamentos a este quadro, dependendo da maneira como os resultados vão ser divulgados nas próximas sondagens, mas para já serve para dar uma ideia...

P.S. - Vítor Dias tem razão na nota que faz (e não é por ser tão amável) e já agora, no resto do post também.

by Pedro Magalhães

Outlier: navigating in the dark

Posted May 8th, 2007 at 3:56 pm4 Comments

A propósito deste post do Abrupto, vale a pena instalar isto ou isto no computador. Devo ter sido um dos últimos palermas a descobrir que estas coisas existiam. Não passava tanto tempo à frente de um computador sem ser para trabalhar desde o ZX Spectrum. E no meu caso, tenho a desculpa bestial de o fazer com o meu filho.

by Pedro Magalhães

Sócrates, licenciatura e popularidade

Posted May 8th, 2007 at 12:01 pm4 Comments

No eixo y, a diferença entre a percentagem de inquiridos que fazem uma avaliação positiva e a percentagem dos que fazem uma avaliação negativa da actuação de José Sócrates (o "saldo" de opiniões positivas). No eixo x, último dia do trabalho de campo da sondagem. A azul, Eurosondagem. A verde, Marktest. A linha de referência vertical é o dia 22 de Março, data da publicação do primeiro artigo no Público sobre o dossier "Universidade Independente". Falta uma das sondagens Marktest, o Barómetro de Março (trabalho de campo terminado no dia 21 de Março), cujos dados exactos não consegui obter.



by Pedro Magalhães