Pedro Magalhães

Margens de Erro

Outlier: navigating in the dark

Posted May 8th, 2007 at 3:56 pm4 Comments

A propósito deste post do Abrupto, vale a pena instalar isto ou isto no computador. Devo ter sido um dos últimos palermas a descobrir que estas coisas existiam. Não passava tanto tempo à frente de um computador sem ser para trabalhar desde o ZX Spectrum. E no meu caso, tenho a desculpa bestial de o fazer com o meu filho.

by Pedro Magalhães

Sócrates, licenciatura e popularidade

Posted May 8th, 2007 at 12:01 pm4 Comments

No eixo y, a diferença entre a percentagem de inquiridos que fazem uma avaliação positiva e a percentagem dos que fazem uma avaliação negativa da actuação de José Sócrates (o "saldo" de opiniões positivas). No eixo x, último dia do trabalho de campo da sondagem. A azul, Eurosondagem. A verde, Marktest. A linha de referência vertical é o dia 22 de Março, data da publicação do primeiro artigo no Público sobre o dossier "Universidade Independente". Falta uma das sondagens Marktest, o Barómetro de Março (trabalho de campo terminado no dia 21 de Março), cujos dados exactos não consegui obter.



by Pedro Magalhães

Senso comum

Posted May 7th, 2007 at 11:51 pm4 Comments

Haverá muitos estudos científicos e muitas teorias sobre as razões históricas, sociológicas e políticas da vitória de Sarkozy, sem contar com colunas e comentários em tom vagamente místico - para os Sarkozistas - ou ressabiado - para os Royalistas. Mas antes de ter de ler todas essas coisas e fazer cara séria enquanto as leio, permitam-me uma resposta simples: quem, entre os que acompanharam a campanha e assistiram aos discursos e aos debates, acha que Ségolène merecia ganhar? Mãozinhas no ar. Alguém? Não? Obrigado.

by Pedro Magalhães

França

Posted May 7th, 2007 at 1:13 pm4 Comments

Sobre as sondagens francesas, por preguiça mas também por manifesta inutilidade, não vou mostrar os quadros do costume. Todas fizeram amostragem por quotas, tudo telefónico, e todas estiveram muito perto. Sarkozy teve 53,1% dos votos. No dia 3, a TNS dava-lhe 54,5%, a IPSOS 54% e a CSA e o IFOP 53%.

Mais interessantes são os resultados das sondagens à boca das urnas ou as telefónicas pós eleitorais, que mostram o que não podia deixar de ser: Ségo foi buscar bastante bem o voto da extrema-esquerda; Sarko bem também com o anterior voto Le Pen. O problema foi que o eleitorado Bayrou se dividiu, e segundo a IPSOS (.pdf) e a CSA, únicas que vi com atenção, com ligeira vantagem para Sarkozy. De notar também um dado interessante: segundo o estudo da IPSOS, 14% dos votantes em Sarkozy dizem ter votado nele para impedir a vitória de Royal, enquanto 42% dos votantes Royal dizem ter votado nela para impedir a vitória de Sarkozy. Talvez por isso 98% por cento dos votantes simpatizantes da UMP tenham votado Sarko, enquanto o valor baixa para 90% entre os simpatizantes PS que votaram Ségo (10%, portanto, votaram Sarko). É assim, bocadinho a bocadinho se faz uma vitória numa eleição como esta.

Pelos vistos, os franceses (mesmo os que votaram Royal) queriam agora Jean-Louis Borloo como PM, mas Sarkozy deverá nomear François Fillon. E as legislativas já mexem: o Movimento Democrata de Bayrou já vai nos 15% e a UMP parte com vantagem (escassa, contudo) sobre o PS. A vida não está fácil para a Internacional Socialista.

by Pedro Magalhães

Madeira: rescaldo boca das urnas

Posted May 6th, 2007 at 11:07 pm4 Comments



E amanhã fala-se de França, apesar de já todos terem percebido que quase não há história para contar.

by Pedro Magalhães

Madeira: rescaldo, 1

Posted May 6th, 2007 at 10:23 pm4 Comments


A metodologia é a do costume: confrontar as últimas estimativas de cada instituto com os resultados, calcular o desvio absoluto entre umas e outros, e calcular a média desses desvios. Não há teorias que se possam testar com três casos, mas face-a-face e proximidade em relação à data parecem ajudar à precisão. As plausíveis razões para a superioridade do face-a-face, e especialmente da simulação de voto em urna, intuem-se facilmente do que foi dito aqui.

by Pedro Magalhães

Madeira, 4

Posted May 6th, 2007 at 4:50 pm4 Comments

Quando recebem os resultados de sondagens, os jornalistas obtêm declarações dos responsáveis políticos reagindo a esses resultados, de forma a divulgar essas declarações em conjunto com os resultados. Este é o meio mais comum de disseminação "privada" dos resultados de uma sondagem antes da sua divulgação oficial: seja porque estão outros jornalistas presentes no momento da recolha dessas reacções seja porque os responsáveis políticos passam essa informação a outros jornalistas de outros órgãos de comunicação.

Um jornalista do Diário de Notícias da Madeira escreveu para este blogger comentando este meu post:

"Eu acho que o assunto merece reflexão. Pelas declarações inqualificáveis do Pedro usando termos como 'usurpar' e pelas insinuações graves '0s resultados chegaram às mãos do jornal por via privada, provavelmente através dos partidos'. E também no capítulo das estratégias de comunicação. Toda a gente sabe que há meios que encomendam sondagens e que fornecem dados a terceiros para estes ajudem a amplificar a notícia. Terá sido o caso?".

E no blogue acrescenta-se:

"O que eu penso é que mesmo que tenha havido fuga de informação, seria a primeira vez que isso aocntecia. E mais. Confirmo que na tarde desse mesmo dia - quando o site online do DN local deu notícias - vários quadrantes políticos regionais já tinham conhecimento dos resultados provavelmente porque os autores da sondagem também não terão guardado grande segredo sobre os mesmos..."

Bem, três coisas. Em primeiro lugar, o que quis dizer com 'os resultados chegaram às mãos do jornal por via privada, provavelmente através dos partidos' é o que escrevi na abertura deste post, e lamento se isso não ficou claro.

Segundo, no fundamental, "o Pedro" ficou na mesma. Continuo sem saber por que razão um órgão de comunicação social divulga os resultados de uma sondagem encomendada por outro órgão de comunicação social antes daquele que encomendou ter tido a oportunidade de a divulgar publicamente. Disseram-me hoje que não foi apenas o DN-Madeira a fazer isso, e que a TSF daqui também o terá feito. Continuo sem encontrar justificação para isso, e o autor do e-mail não a dá.

Terceiro, "os autores da sondagem" limitaram-se a enviar os resultados e respectiva ficha técnica às direcções de informação da RTP e da RDP e à Entidade Reguladora para a Comunicação Social. Quanto a "estratégias de comunicação", não sei, mas sei que as direcções de informação da RTP e da RDP não estão contentes com o sucedido, e com toda a razão.

De resto, o DN-Madeira e a TSF, por terem divulgado resultados de uma sondagem sem facultarem a respectiva ficha técnica completa arriscam-se a uma sanção pesada da ERC. E para quê? Por duas meras horas...

by Pedro Magalhães

França, 4 de Maio

Posted May 4th, 2007 at 10:13 pm4 Comments

Todas as sondagens sobre o grande debate Ségo-Sarko mostram que a maioria dos eleitores achou o segundo mais convincente, em proporções não muito distintas das próprias intenções de voto. Por outras palavras, o debate pode não ter mudado nada, mas pelo menos não afectou o equilíbrio que já existia, favorável a Sarkozy (com a possibilidade, que terá de ser confirmada na sondagem à boca da urnas, de Sarko ter acabado por ficar com a maioria do eleitorado Bayrou).

Com as sondagens divulgadas hoje, ficamos assim para Sarko, que até dá um sinalzinho de subida:

Tudo isto, de resto, é muito parecido com o que se passou na segunda volta de 1995. Chirac contra Jospin, com 53/54 nas sondagens, acabando com pouco menos (52,6%).

by Pedro Magalhães

Madeira, 3

Posted May 4th, 2007 at 2:28 pm4 Comments

Parece que ficamos assim de sondagens. Até Domingo, então.

by Pedro Magalhães

Madeira, 2

Posted May 4th, 2007 at 2:20 pm4 Comments

Ontem, o Diário de Notícias da Madeira achou que era uma boa ideia divulgar no seu site os resultados da sondagem da Católica em primeira mão, por volta das 16.00h. O único problema, claro, é que a sondagem não foi feita para o Diário de Notícias da Madeira, e sim para a RTP e a RDP, que a encomendaram e pagaram. Os resultados chegaram às mãos do jornal por via privada, provavelmente através dos partidos, que as recebem para que preparem os comentários aos resultados à RDP e à RTP.

Logo, o DN da Madeira decidiu usurpar o trabalho de outros para benefício próprio. É certo que há coisas mais graves. Mas é estranho que órgãos de comunicação social se comportem assim com outros órgãos de comunicação social. É um pouco como um jornalista de um semanário publicado aos sábados preparar uma peça de investigação mas, na semana em que a peça vai sair, um jornal diário apanhá-la na tipografia publicá-la na 6ª feira anterior. Não passa pela cabeça de ninguém, pois não? Mas nas sondagens parece que não há problema.

E vale a pena comparar este comportamento com o comportamento dos blogues...

by Pedro Magalhães