Pedro Magalhães

Margens de Erro

Ségo: revisão em baixa

Posted March 1st, 2007 at 7:00 pm4 Comments

A tracking poll da IPSOS apresenta os seus primeiros resultados hoje. Ségo não se sai tão bem como nas sondagens anteriores. Ainda não é suficiente para matar a já detectada tendência de recuperação, mas..

by Pedro Magalhães

Mais tesourinhos perplexizantes da história eleitoral portuguesa

Posted March 1st, 2007 at 10:33 am4 Comments

Resultados oficiais do referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, 1998, arquivo de resultados eleitorais do STAPE:

Sim: 1.308.607
Não: 1.357.698
Nulos: 16.102
Brancos:29.063
Votantes: 2.711.470
Abstenções: 5.776.956
Inscritos:8.488.426

Resultados oficiais do referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, 1998, arquivo de resultados eleitorais da CNE:

Sim: 1.308.130
Não: 1.356.754
Nulos: 15.562
Brancos: 29.057
Votantes: 2.709.503
Abstenções: 5.786.586
Inscritos: 8.496.089

by Pedro Magalhães

Tesourinhos perplexizantes da história eleitoral portuguesa

Posted February 28th, 2007 at 5:45 pm4 Comments

Já agora que começamos a falar na Madeira, e após ter sido chamado a atenção para isto numa conversa hoje com pessoa amiga, haverá alguma alma caridosa que me possa explicar isto?

Eleições para a Assembleia Legislativa Regional da Madeira:

Eleitores inscritos:
1980: 153.439
1984: 80.349
1988: 185.340

Fonte: CNE.

by Pedro Magalhães

França: tracking poll

Posted February 28th, 2007 at 5:15 pm4 Comments

Os gauleses cedem finalmente aos encantos das tracking polls - mais tarde que os portugueses, note-se - chamando-lhes, como não podia deixar de ser, outra coisa: baromètre électoral en continu. É na IPSOS, e começa hoje.

Entretanto, também no site da IPSOS, um óptimo texto do director, Pierre Giacometti, sobre sondagens de intenções de voto. Já aprendi umas coisas hoje.

by Pedro Magalhães

Madeira

Posted February 28th, 2007 at 11:03 am4 Comments

Começam as sondagens na Madeira. Esta foi divulgada ontem:

Eurosondagem, 23 de Fevereiro, N=525
PSD: 59,1%
PS: 25%
CDS: 5,9%
PCP: 4,8%
BE: 3,4%
OBN: 1,8%

Recebi mensagens de leitores que me pedem comentários. Conheço muito mal a vida política na Madeira, mas dá para perceber que a coisa é divertida. Um dos e-mails aponta o facto de, no comunicado do PSD-Madeira em reacção aos resultados, se desvalorizar a sondagem por estar a "inflacionar" os resultados do PSD com vista a desmobilizar os seus eleitores, ao mesmo mesmo tempo se manifesta descrença nos resultados do PS ("o PSD não acredita na subserviência a Lisboa por parte de um quarto dos madeirenses"). Logo, pelos vistos, aquilo em que o PSD Madeira acredita mesmo é que o CDS, o PCP e o BE vão ter melhores resultados do que a sondagem sugere...

Outro e-mail aponta algo que não consegui descortinar das notícias a que tive acesso: que cerca de 100 dos 525 inquiridos não respondeu à pergunta sobre intenção de voto. As implicações disto são simples: por um lado, significa que a dimensão da amostra na base da qual se fizerem inferências sobre os resultados é menor do o total de inquiridos, o que, alías, sucede em todas as sondagens (há sempre pessoas que recusam responder a esta pergunta); por outro lado, lança a questão de saber se haverá um determinado perfil de votante que tende a rejeitar mais responder a este tipo de perguntas pelo telefone. Suponho que é este raciocínio que está subjacente àquilo que o leitor me diz no final do e-mail:

"Dois dias antes das eleições regionais de 2004, foi publicada outra sondagem que previa que o PSD teria 63% e PS 22 % das intenções de voto, e o que se verificou foi que o PSD obteve apenas 53% e o PS 27%."´

Pois, é muito possível que eleitores que não sejam do PSD tenham maior relutância em admitir as suas opções numa sondagem, especialmente pelo telefone. O mesmo, alías, parece suceder nas eleições autárquicas em relação ao partido que esteja no poder. Mas seria necessário ter pontos de comparação com sondagens que utilizassem outros métodos de inquirição para perceber se a ideia tem pernas para andar. Para já, é só uma hipótese.

by Pedro Magalhães

Lies, damned lies, and statistics

Posted February 27th, 2007 at 4:33 pm4 Comments

Sobre a controvérsia dos números do Ministério da Justiça, o que haveria para dizer já foi dito aqui.

by Pedro Magalhães

Pelos vistos, é mesmo

Posted February 27th, 2007 at 11:28 am4 Comments

Com esta e esta, confirma-se a recuperação de Ségo.





by Pedro Magalhães

Ségo recupera

Posted February 26th, 2007 at 12:49 pm4 Comments

Parece que se confirma a indicação anterior.

by Pedro Magalhães

Not really, but who cares

Posted February 23rd, 2007 at 3:25 pm4 Comments

Rui Castro, no 31 da Armada, afirma que "de acordo com o barómetro feito pela Marktest para o DN e para a TSF, o Governo socialista e o Primeiro Ministro atingem os mais elevados níveis de popularidade desde que iniciaram funções há 2 anos".

Como podem ver no gráfico do post anterior, isto não é rigorosamente verdade, pelo menos no dito Barómetro.* But who cares? Isto, de resto, é só mais um exemplo daquilo que que falava aqui. É verdadeiramente curioso este desfasamento entre aquilo que os dados dizem sobre a opinião pública e aquilo que é, na "opinião publicada" (para lhe dar este nome), a percepção da popularidade do governo. Geralmente, estes desfasamentos são explicados em termos de uma assimetria no acesso à informação: enquanto a "opinião publicada" tem informação privilegiada, as "massas" reagem mais "tarde" ou são mais "manipuláveis". Foi assim, por exemplo, que se tentou explicar por que razão o PS continuava a merecer forte apoio popular em 2001, quando a "opinião publicada" já dava o governo Guterres como moribundo.

Mas desta vez, enquanto as "massas" estão longe de ser unânimes no apoio ao Primeiro-Ministro, são as "elites" que o apoiam ou, pelo menos (o que, na prática, não é tão diferente como possa parecer) partilham uma percepção de que o apoio é esmagador. Como se explica isto? Deixando de lado explicações socio-económicas das posições de "elites" e "massas" (mas não sei de as devemos deixar completamente de lado), talvez a explicação seja a mesma: a "informação privilegiada" que as "elites" têm (ou julgam ter) é a de que os "custos" da governação Sócrates são inevitáveis ou mesmo desejáveis, ao passo que "as massas" estão menos dispostas a ver a coisa por esse lado tão "reformista" e de "longo-prazo".

Mas veremos, no final, quem realmente sabia o quê.

* Suponho que a afirmação de Rui Castro seja mais ditada pelas intenções de voto no PS no mesmo Barómetro, que são realmente muito altas. Mas quem dá muita importância face value a intenções de voto em sondagens a dois anos de legislativas está, na minha opinião, a perder o seu tempo.

by Pedro Magalhães

Barómetro Marktest

Posted February 23rd, 2007 at 11:18 am4 Comments

O saldo de popularidade de Sócrates actualizado com a sondagem divulgada hoje.

Sócrates recupera, mas a diferença entre os dois "barómetros" continua a ser grande.

by Pedro Magalhães