Pedro Magalhães

Margens de Erro

Eleições Brasil (longo)

Posted August 30th, 2006 at 10:52 am4 Comments

Nova rodada de pesquisas eleitorais no Brasil: Sensus, IBOPE e Datafolha. Começo por dizer que, quando olhamos para as intenções válidas de voto (eliminando e redistribuindo proporcionalmente as percentagens de indecisos, votos e branco e não respostas), todas apontam para uma muito ligeira subida de Lula. De 61 para 62% na Sensus; de 56 para 57% na Datafolha; e (num mais curto espaço de tempo), de 57 para 59% no IBOPE. A subida nem mereceria menção se não tivesse ocorrido nas três sondagens, o que diminui a probabilidade de ser fruto de mero erro amostral.



O gráfico seguinte mostra a evolução dos resultados para Lula, ajustando aos pontos obtidos uma curva de regressão local. É visível, quando tomamos em conta toda a informação disponível, que a descida de Lula em meados de Julho aqui assinalada parece ter sido mero acidente de percurso.


É evidente que a evolução mostrada no quadro anterior está muito dependente do número de sondagens feitas por cada instituto e o momento em que a fizeram. Logo, podemos estimar uma intenção de voto "mensal" para cada candidato que seja independente dos "house effects" trazidos para os resultados por cada instituto (ver aqui como se faz):



Por outras palavras, independentemente do instituto que realizou a pesquisa, a melhor estimativa para as intenções de voto em Lula nas pesquisas realizadas em Agosto é de 56,1%, uma subida em relação a Julho. Alckmin desce e Helena sobe, apesar de, em relação a esta última, os dados de mais curto prazo (as últimas sondagens de Agosto) sugerem que as coisas estão menos bem que no início do mês de Agosto.

Falta um mês. O que pode mudar? Começo por assinalar aquilo que alguns portugueses já sabem: os institutos brasileiros têm excelente reputação internacional, apesar de serem ajudados, no que diz respeito à relação entre as estimativas que dão e os resultados eleitorais, pelo voto obrigatório.

Noto também um único elemento de incerteza em relação aos resultados dados até agora: o único instituto (IBPS) que utilizou uma metodologia de amostragem e de inquirição diferente dos restantes (selecção aleatória de inquiridos e telefónica) deu resultados significativamente mais baixos para Lula do que os restantes. Tudo o resto - excepto o IBOPE no início de Junho - são sondagens muito próximas umas das outras. Não sei se há algum brasileiro a ler isto que nos possa ajudar, mas eu gostava de saber se, no passado, o desempenho das sondagens pareceu ser afectado por opções sobre amostragem e inquirição. O meu palpite é que telefónicas no Brasil hão-de comportar grandes problemas de exclusão das camadas mais pobres da população - domicílios sem telefone - e daí piores resultados para Lula e, potencialmente, mais longe dos valores reais da população. Mas é só um palpite.

O que parece, tendo em conta os baixos números de indecisos, é que a coisa está quase feita: Lula tem tudo para ganhar no 1º turno. Contudo, eleições presidenciais em países com sistemas de partidos com baixíssimos níveis de institucionalização ajudam a criar um eleitorado muito volátil, muito sensível a factores de curto prazo. Pelo que convém ir vendo o que as próximas sondagens vão dizer.

by Pedro Magalhães

A opinião pública libanesa

Posted August 29th, 2006 at 2:03 pm4 Comments

Seria bom se tivéssemos uma maneira de apreciar o efeito da guerra no Médio Oriente na opinião pública libanesa em relação ao Hezbollah. Mas não é nada fácil. O exemplo junto mostra como a simples escolha de opções de resposta a uma mesma pergunta em duas sondagens diferentes pode inviabilizar uma comparação segura.

Em Abril de 2004, como já referi aqui, 79% dos Xiitas estavam contra o desarmamento do Hezbollah em quaisquer circunstâncias, enquanto que, entre os restantes grupos religiosos, aqueles que defendiam esse desarmamento eram, mesmo assim, minoritários. A divisão para o total da população era:

Do you agree or disagree with the following statement?"Hezbollah should be disarmed".
Agree: 6%
Agree, if peace exists: 18%
Only if Hezbollah Agrees: 31%
Disagree:41%

O que temos agora (14-17 Agosto)?

"The poll by IPSOS for the French-language daily L'Orient-Le Jour found 51 percent of respondents supported the group's disarmament, with 49 percent against, a difference within the survey's margin of error."

O apoio ao desarmamento aumentou ou diminuiu? Depende. Pode ter aumentado de 24% para 51% ou diminuido de 55% para 51%, dependendo da forma como agregamos os resultados do primeiro inquérito e daquilo que nele significa "concordância" com o desarmamento.

Fica contudo a sensação de que, pelo menos, houve algo que aumentou: a polarização de opiniões entre grupos religiosos.

"Among the Shiite community -- Lebanon's largest and the support base for Hizbullah -- the poll found 84 percent of respondents wanted the group to keep its weapons.But among the Druze and Christian communities, 79 percent and 77 percent respectively wanted the group to surrender its arsenal.Among the Sunni community, the poll found a slender majority of 54 percent in favor of the group disarming."

Disto isto, com estas incertezas todas, o anterior resultado torna ainda mais curioso o recente artigo no Jerusalem Post do nosso já conhecido amigo Edward Luttwak. Aqui há uns tempos, num artigo reproduzido no Público que mencionei aqui, Luttwak defendia que o verdadeiro objectivo de Israel no conflito era, aumentando os custos da tolerância em relação do Hezbollah, deslegitimá-lo enquanto partido político aos olhos da população libanesa. Hoje, Luttwak acha que "the outcome of the war is likely to be more satisfactory than many now seem to believe". Porque o Hezbollah foi deslegitimado enquanto partido político? Não.

"Nasrallah has a political constituency, and it happens to be centered in southern Lebanon. Implicitly accepting responsibility for having started the war, Nasrallah has directed his Hizbullah to focus on rapid reconstruction in villages and towns, right up to the Israeli border. He cannot start another round of fighting that would quickly destroy everything again. Yet another unexpected result of the war is that Nasrallah's power-base in southern Lebanon is more than ever a hostage for Hizbullah's good behavior."

Afinal, a guerra produziu efeitos positivos porque o Hezbollah sobreviveu como partido político e por isso está condicionado pelos interesses das suas bases. Sucede que essas bases, como acabámos de ver, estão tão ou mais encarniçadamente contra o desarmamento do que estavam no passado.

Isto de um tipo ter de falar todos os dias sobre a mesma coisa (e de já saber a mensagem que quer transmitir antes de meter os factos na equação) é no que dá.

by Pedro Magalhães

Líderes

Posted August 25th, 2006 at 5:47 pm4 Comments

Segue-se a minha melhor estimativa da evolução real dos níveis de popularidade de Sócrates, Cavaco e Mendes, com Sampaio introduzido para servir de ponto de comparação. Há duas empresas a fazerem sondagens regulares, pelo menos uma vez por mês cada. Cada uma delas pergunta aos inquiridos se têm uma opinião positiva ou negativa da actuação dos vários líderes políticos. Mas como a pergunta tem formulações ligeiramente diferentes e, ao que me parece, diferentes opções de resposta (para já não falar de metodologias de amostragem e inquirição diferentes), o que faço é o seguinte:

1. Elaboro um índice de popularidade, calculado da seguinte forma: (2* "% de opiniões favoráveis" + "% de indiferentes")/2. Resulta daqui um valor que oscila entre 0 e 100, com 0 a significar 100% de opiniões negativas, 100 a significar 100% de opiniões positivas, e 50 a significar que há tantas positivas como negativas.

2. Usando dummies para a Eurosondagem e a Marktest e para cada um dos meses onde foram conduzidos inquéritos, corro uma regressão em que a variável dependente é o índice de popularidade para cada líder político e excluindo a constante da equação. Aquilo que obtenho para cada mês é a estimativa do índice de popularidade limpo de "house effects". Tudo isto funcionaria muito melhor se houvesse mais sondagens e mais institutos, mas é o que se pode fazer.



Nas próximas semanas deverão aparecer as sondagens realizadas em Agosto e logo se verá se isso traz novidades especiais. Mas entretanto, é impossível não notar:

1. A estagnação de Marques Mendes a níveis perto do "fifty/fifty" (tantas opiniões positivas como negativas);

2. A subida de Sócrates, lenta mas imperturbável, desde que ultrapassadas as confusões das autárquicas. Não é muito frequente ver um padrão deste género. A curva "clássica" do ciclo de popularidade é um ligeiro aumento logo após as eleições, seguida de uma descida até a meio do mandato, seguida de uma subida até ao final. Mas o que este conseguiu foi perder gás nos primeiros oito meses (se bem que de forma muito menos abrupta do que tinha sucedido com Durão Barroso em 2002) para de seguida começar logo a subir. Macacos me mordam se o apoio de Sócrates a Cavaco nas presidenciais (não erro muito se colocar a coisa nesses termos, pois não?) não tem qualquer coisa a ver com isto...

3. Cavaco sobe ainda mais depressa e já ultrapassou os valores que Sampaio exibia, por exemplo, em Outubro. Sobre isto, há um artigo (para subscritores) de Constança Cunha e Sá no Público, onde a única coisa que não percebo é por que razão a autora parece julgar que a coisa poderia ser diferente.

by Pedro Magalhães

Brasil

Posted August 22nd, 2006 at 6:43 pm4 Comments

Um mês depois, a aparente subida de Alckmin em meados de Julho revela-se pouco consistente. Nas sondagens de Agosto, Lula volta aos níveis anteriores de intenções válidas de voto, mesmo com Helena vindo disparada por aí acima. O melhor mesmo é ir acompanhando a coisa.

by Pedro Magalhães

Failing to be smart

Posted August 22nd, 2006 at 5:07 pm4 Comments

De volta.

Uma semana depois do cessar-fogo no Líbano, os israelitas não estão felizes. 70% acham que Israel não devia ter acedido ao cessar-fogo sem o regresso dos soldados raptados. 66% acham ou que nem Israel nem o Hezbollah ganharam a guerra ou mesmo que foi o Hezbollah o vencedor. 67% querem ver Hassan Nasrallah morto, mesmo que isso implique o recomeço da guerra. 63% gostavam de ver um ataque "preventivo" de Israel contra instalações nucleares no Irão. Aqui, aqui e aqui.

No Líbano, o apoio ao Hezbollah aumentou, pelo menos a julgar por sondagens realizadas durante o conflito. 87% apoiavam a reacção do Hezbollah à "agressão israelita". O apoio era maioritário em todos os grupos religiosos, incluindo Drusos e Cristãos. Aqui. Isto mesmo tendo em conta que, na mesma sondagem, a maioria dos Drusos se manifestou contra o rapto de soldados israelitas. No Egipto, o apoio ao Hamas também subiu exponencialmente. Aqui.

Na Palestina, há cada vez menos palestinianos a desejarem um acordo de paz com Israel. Eram 76% em Junho. São 51% agora. Aqui. 97% apoiam o Hezbollah contra Israel. A confiança em Ismael Hanieh, do Hamas, já ultrapassou a confiança em Mahmoud Abbas. Aqui (.pdf).

"Sadly, the struggle over soft power did not have to turn out this way. (...) Israel had to use force in response to Hezbollah's attack to reestablish the credibility of its deterrence, but it misjudged the scale and duration of its hard-power response. (...) And with dead Lebanese children continually displayed on television day after day, public outrage was bound to limit the leeway of moderate Arab leaders and enhance Hezbollah's narrative. (...) By failing to be smart about how we combine our hard and soft power in the struggle against jihadist terrorism, we fall into the trap set by Al Qaeda's Osama bin Laden and Hezbollah's Hassan Nasrallah, who want to cast the conflict as a clash of civilizations." (Joseph Nye, aqui, via Bloguítica).

by Pedro Magalhães

Brasil: temos eleição

Posted July 21st, 2006 at 4:28 pm4 Comments


As duas sondagens mais recentes confirmam a tendência de descida de Lula. Essa descida faz-se não por diminuição do número de pessoas que nele tencionam votar, mas sim por:

1. Diminuição do número de indecisos e a concomitante...
2. Subida das intenções de voto em Alckmin a partir de Junho, assim como a ...
3. Subida das intenções de voto em Heloísa Helena desde o início de Julho.

A partir de hoje entro em serviços mínimos até meados de Agosto. Quem se interesse pela política brasileira não perde nada em ir, por exemplo, aqui (aproveitando também a lista de ligações a cientistas políticos que estudam o Brasil), aqui ou aqui.

by Pedro Magalhães

Os americanos e a guerra no Médio Oriente

Posted July 21st, 2006 at 1:11 pm4 Comments

Survey USA, 16 de Julho, N=1200, Telefónica

Should the United States military get involved? Or should the United States military stay out of it?
Get involved: 12%
Stay out of it: 84%
Not sure: 4%

Should United States diplomats attempt to negotiate a ceasefire between Israel and its neighbours? Or should the United States stay out of it?
Stay out of it: 52%
Attempt to negotiate a ceasefire: 44%
Not sure: 4%

Does Israel have the right to attack Lebanon?
Yes:54%
No: 34%
Not sure: 12%

About the Middle East. Is the kidnapping of Israeli soldiers an act of war against Israel? Or not?
Yes: 60%
No: 25%
Not sure: 15%


Opinion Research Corporation, 19 Julho, N=633, Telefónica

Do you think Israel's military reaction to the situation in the Middle East has gone too far, not gone far enough, or been about right?
Too Far: 31%
Not Far Enough: 14%
About Right: 35%
Unsure: 20%

Which of the following statements comes closer to your view of what Israel should do? Israel should continue taking military action until Hezbollah can no longer launch attacks against Israel. OR, Israel should agree to a cease-fire as soon as possible.
Continue: 39%
Cease-fire: 43%
Unsure: 17%

Tendências maioritárias: apoio a Israel e ao direito de retaliar, resposta tende a ser mais vista como adequada ou até insuficiente, divisão sobre cessar-fogo ou continuação de ataques, desejo de não envolvimento americano (especialmente militar).

by Pedro Magalhães

O BE e os seus militantes

Posted July 20th, 2006 at 2:31 pm4 Comments

Este artigo de Ruben de Carvalho (via Abrupto) é muito divertido.

Para a próxima vez, sugiro que se use uma metodologia menos conspícua mas ainda simples (daí chamar-se "regra de três simples"). Por exemplo:

BE/Portalegre: 3216 votos; 61 militantes.
BE/Lisboa: 103944 votos; logo, 103944*61/3216 militantes, ou seja, 1972 militantes.

Assim, a coisa ficava menos óbvia, ao passo que os matematicamente inclinados não deixariam de apreciar uma proporcionalidade esteticamente atraente entre votos e militantes em todos os distritos. Mais: se se fizer a coisa no Excel, pode actualizar-se automaticamente a base de dados de militantes com a mera introdução de novos resultados eleitorais em cada distrito, solução simples para um problema que vem afectando outros partidos. E na medida em que tudo nesta equação passa a depender de Portalegre, talvez valesse a pena um esforço maior de mobilização nesse distrito, de forma a automaticamente aumentar o número de militantes em todos o país. Vão por mim que é só vantagens.

Haverá, fora de brincadeiras, uma explicação plausível para o sucedido? Difícil imaginar.

by Pedro Magalhães

Hezbollah e opinião pública libanesa

Posted July 19th, 2006 at 1:31 pm4 Comments

Não sei onde Edward Luttwak foi buscar a ideia, expressa hoje em artigo no Público (aqui, para subscritores) de que o desarmamento do Hezbollah era visto como condição para a sua aceitação pelos libaneses. Pelo menos, o que sabe da opinião pública libanesa lança sérias dúvidas sobre o diagnóstico. Em Abril de 2004, foi feita a seguinte sondagem no Líbano:

Zogby International, N=600, 2ª semana de Abril de 2004

Do you agree or disagree with the following statement? - "Hezbollah should be disarmed".
Agree: 6%
Agree, if peace exists: 18%
Only if Hezbollah Agrees: 31%
Disagree:41%

Decompondo os resultados por filiação religiosa, nem entre os Maronitas havia uma maioria a favor do desarmamento incondicional, enquanto que, entre os Xiitas, 79% eram contra esse desarmamento em quaisquer circunstâncias. Na mesma sondagem, questionados sobre se estavam ou não de acordo que os Estados Unidos colocassem maior pressão sobre a Síria para o desarmamento do Hezbollah, 61% eram contra (e só entre os Maronitas havia uma maioria a favor).

As perspectivas noutros países não são especialmente diferentes. Na Jordânia, numa sondagem bem mais recente (23 de Junho passado, Centre for Strategic Studies at the University of Jordan), 63% classificavam o Hezbollah como uma "organização de resistência legítima" (e não como uma organização terrorista).

É possível que "o objectivo político de Israel" seja "destruir a posição do Hezbollah enquanto partido político legítimo do Líbano". E é muito possível que os líderes árabes vejam o Hezebollah como um "irritante" ou mesmo um "inimigo mais perigoso que Israel", como também se diz numa notícia do Público. Mas o sentimento das populações não condiz nem com o putativo objectivo de Israel nem com as alegadas posições das lideranças políticas árabes, o que, em última análise, vai condicionar quer o sucesso do primeiro quer a manutenção das segundas. Esse sentimento, aquilo que o produz e o ressentimento brutal quer contra Israel quer contra os Estados Unidos, não deviam - pela milionésima vez - ser sub-estimados na análise da questão.

by Pedro Magalhães

Mais sondagens Médio Oriente

Posted July 18th, 2006 at 4:00 pm4 Comments

Uma mensagem convida-me a adoptar uma definição mais lata do "conflito" e a incluir sondagens anteriores aos ataques do Hezbollah, incluindo também o período que se seguiu ao rapto de Gilad Shalit e os ataques de Israel em Gaza. O que encontro é isto:

Na Palestina [Jerusalem Media Communications Center, 21-22 Junho, N=1197, face-a-face, aleatória (aqui, .pdf)]
* 77.2% expressed its support for the military operation that included the abduction of the Israeli soldier Gilad Shalit while only 21.7% said they opposed it;
* 66.8% supported the continuation of such operations that aim at the abduction of Israeli soldiers as a suitable response within the current political conditions compared with 30.7% who reject them and find them harmful to the Palestinian national interests;
* 60.4% supported the continuation of firing rockets against Israeli targets as a suitable response within the current political conditions whereas only 36% said they reject them and find them harmful to the Palestinian national interests;
Em Israel (30 Junho, sondagem publicada no Yedioth Ahronoth, não tenho elementos metodológicos):

* 53 percent of Israelis polled said the country should hold negotiations to secure his [Gilad Shalit] release, while 43 percent backed a military operation;
*58 percent of those polled would back a prisoner release if it was clear militants would otherwise kill the soldier, while 35 percent opposed it.

E já agora, aprovação da actuação de Olmert (são sondagens de institutos diferentes e formulações da pergunta ligeiramente distintas, mas as diferenças são tão grandes que certamente não se devem a isso):

* 7 Junho: 35%;
* 5 de Julho: 43%.
* 17 de Julho: 78%.

Logo:

1. Na Palestina, apoio forte ao rapto de Shalit e aos ataques a Israel;

2. Em Israel, fica a ideia que as atitudes mudaram substancialmente quando o Hezbollah e o Líbano entraram na equação;

3. Se a ideia era testar Olmert e se a ideia de Olmert é dar uma imagem de força neste teste, então a coisa não lhe está a correr mal para já. Resta saber as consequências a médio e longo prazo disto tudo...

by Pedro Magalhães