Pedro Magalhães

Margens de Erro

Autárquicas, Lisboa, ponto de situação

Posted October 6th, 2005 at 1:51 pm4 Comments

Sondagens divulgadas até hoje de manhã (como sempre, quando não redistribuem indecisos e abstencionistas, essa redistribuição foi feita proporcionalmente pelas opções válidas, de forma a tornar os resultados comparáveis)



Em suma, à excepção da Católica, um passeio para Carmona Rodrigues. Veremos...

by Pedro Magalhães

Autárquicas, Porto, ponto de situação

Posted October 6th, 2005 at 1:37 pm4 Comments

OK, temos agora três sondagens:



Estou perplexo. O que faz a diferença? O método (telefónico vs. presencial)? Olhando para os resultados, parece inevitável concluir que sim, e não seria ilógico que sondagens com simulação de voto dessen vantagens muito menores a Rui Rio. Afinal, a experiência do passado tem sugerido que as sondagens telefónicas em autárquicas tendem a favorecer o "incumbent" e prejudicar a oposição (veja-se Sintra em 2001).

Mas há outra hipótese, o tempo, tendo em conta a diminuição dramática da vantagem de Rui Rio de Julho até agora da primeira para a segunda sondagem da Católica. Se forem divulgadas mais sondagens que tenham usado inquirição presencial e cujo trabalho de campo tenha sido conduzido depois do dia 2, e se a vantagem de Rui Rio diminuir ainda mais, eu, se fosse a ele, ficaria preocupado...

by Pedro Magalhães

Autárquicas, Porto, à espera

Posted October 6th, 2005 at 12:22 pm4 Comments

Já saiu a sondagem da Católica sobre o Porto:

Trabalho de campo nos dias 1 e 2 de Outubro, Estratificada Aleatória, simulação de voto, N=2392.

PSD/CDS-PP/MPT/PPM (Rui Rio): 43%
PS (Francisco Assis): 36%
CDU (Rui Sá): 7%
BE (Teixeira Lopes): 6%
Outros: 2%
Brancos/nulos: 5%

Mas, que eu saiba, não há mais nada de recente. Análise mais detalhada quando saírem as restantes sondagens (no mínimo, serão mais duas).

P.S. - É verdade que, no meio disto tudo, me vão chegando aos ouvidos os resultados das mais variadas sondagens de autoria desconhecida. Até já me chegaram os resultados de uma suposta "outra" sondagem da Católica, substancialmente diferentes daqueles divulgados pela RTP, RDP e Público. E até me chegaram a dizer que um dos candidatos teria em seu poder os resultados da Católica...antes de eu os ter. Um caso para esta revista.

by Pedro Magalhães

Autárquicas, Oeiras, actualização

Posted October 4th, 2005 at 11:32 pm4 Comments

Com a introdução da sondagem da Marktest, eis a situação em Oeiras (em sondagens que apresentavam indecisos ou abstencionistas, foram redistribuidos proporcionalmente pelas restantes opções válidas):

by Pedro Magalhães

Autárquicas, Sintra, ponto de situação

Posted October 4th, 2005 at 6:20 pm4 Comments



Creio que não ficaremos por aqui até ao final da semana e que haverá mais sondagens em Sintra.

Seja como for, a da Católica e a da Aximage significam, individualmente, empate técnico, mas vistas em conjunto sugerem vantagem para Fernando Seara (mas note-se a grande distância temporal entre elas). Acresce a isto que Seara tem uma vantagem bem mais expressiva no caso da Eurosondagem, acima da margem de erro amostral.

Contudo, são muito poucos casos para se poderem detectar quaisquer efeitos de métodos ou da passagem do tempo.

by Pedro Magalhães

Comunicado

Posted October 4th, 2005 at 10:30 am4 Comments

Como é hábito, circulam os mais variados boatos sobre sondagens que a Universidade Católica realizou ou realizará nestas eleições. Para os devidos efeitos, comunica-se que a Católica, para estas autárquicas, só fez ou fará sondagens em Lisboa, Porto, Oeiras, Sintra, Gondomar e Faro, acrescentando-se a estes concelhos Felgueiras no dia das eleições. Os resultados destas sondagens são divulgadas no jornal Público, na RTP e na Antena1. Qualquer afirmação de que o CESOP realizou ou realizará sondagens noutros concelhos é falsa.

by Pedro Magalhães

Pausa

Posted September 29th, 2005 at 10:31 am4 Comments

Regresso 2ª feira, com mais "pontos de situação" em vários concelhos.

Entretanto, podem entreter-se com esta sondagem. Nada de novo.

É estranho, contudo, que alguns jornalistas que escrevem sobre sondagens continuem a achar que os indecisos fazem parte do apuramento de resultados, o que os leva a escrever coisas como esta:

Com este resultado, o provável candidato da direita às presidenciais ficaria a escassos 1,4 por cento da maioria absoluta, margem que até poderia ser suficiente para a vitória logo à primeira volta, uma vez que o Barómetro tem uma margem de erro de 3,46 por cento.

Só no DN parece estar alguém acordado:

Por um lado, porque Cavaco fica a 1,4% da almejada maioria absoluta, uma diferença que está dentro da margem de erro da sondagem (3,46%). Por outro lado, estes resultados não têm distribuição de indecisos - o que, só por si, poderia colocar Cavaco acima dos 50%.

by Pedro Magalhães

Autárquicas, Faro, ponto de situação

Posted September 29th, 2005 at 10:20 am4 Comments

Com a divulgação da sondagem da Católica hoje, o ponto de situação é o seguinte (fonte: site Marktest):



Notas:
1. Na sondagem da Católica de Setembro, as estimativas para o CDS-PP não aparecem discriminadas. Isso sucede porque as intenções de voto recolhidas para essa lista estão abaixo da margem de erro, sendo por isso adicionadas às dos restantes partidos na mesma situação. Na restantes sondagens, a estimativa para o CDS-PP também está abaixo da margem de erro, mas foi divulgada. Para manter comparabilidade neste quadro, o CDS-PP foi somado às restantes listas abaixo da margem de erro em todas as sondagens.

2. Nas sondagens que apresentaram resultados de indecisos sem os redistribuir, foi feita a redistribuição proporcionalmente pelas restantes opções de voto válidas.

by Pedro Magalhães

Autárquicas, Oeiras, ponto de situação

Posted September 28th, 2005 at 9:56 am4 Comments

Com a divulgação da sondagem da Católica hoje, o ponto de situação em Oeiras é o seguinte (fonte: site Marktest):



Notas:
1. Na sondagem Eurosondagem de Junho e Católica de Setembro, as estimativas para o CDS-PP não aparecem discriminadas. No caso da Católica (e creio passar-se o mesmo com a da Eurosondagem), isso sucede porque as intenções de voto recolhidas para essa lista estão abaixo da margem de erro, sendo por isso adicionadas às dos restantes partidos na mesma situação.
2. Nas sondagens que apresentarem resultados de indecisos sem os redistribuir, foi feita a redistribuição proporcionalmente pelas restantes opções de voto válidas.

by Pedro Magalhães

Curiosidade histórica: a sondagem sobre a greve geral de 2002

Posted September 27th, 2005 at 4:18 pm4 Comments

Recebi de um leitor o seguinte e-mail (excerto):

Não vivo em Portugal, em Lisboa, há cerca de quatro anos, e os dados que lhe poderei dar serão sempre pouco exactos. Deste modo, se não vai contra a política do seu blog (ou se a questão, pura e simplesmente, não lhe interessa), gostaria muito de ver esclarecida (no seu blog ou através deste mail) uma questão a propósito de uma sondagem que foi realizada pelo jornal PUBLICO aquando da greve geral, durante o governo de Durão Barroso (ministro Bagão Félix), ou seja, julgo eu, nos finais de 2003.

Tentei procurar na net e nada encontrei a propósito desta sondagem ou mesmo da dita greve (apenas no site pt.indymedia.org, uma nota e uma discussão). A questão importante neste caso é que a sondagem falava de 5% de adesão à greve, no máximo 10%, e todas as organizações falaram a partir destes números. O ministro Bagão Félix (que tinha aliás falado ameaçadoramente de um acto de greve anti-patriótico, contra o desenvolvimento do país) sentiu-se vitorioso e os sindicatos pouco puderam dizer, apesar de os seus números serem muito diferentes (adesão baixa, mas não tanto).

A ideia com que eu fiquei - e daqui o pedido de possível esclarecimento sobre uma enorme e estranhamente clara fraude - foi que a dita sondagem tinha como universo cerca de 85% de trabalhadores por conta própria (que, obviamente, nunca fariam greve).Gostaria muito de ver esta minha questãos olucionada, nem que seja porque a sua memória seja melhor que a minha.

Ora bem. Não tenho, neste posto de trabalho onde estou agora os dados sobre essa sondagem de, salvo erro, Dezembro de 2002. Mas recordo-me de várias coisas:

1. A percentagem de adesão declarada na sondagem em relação ao total da população empregada foi de, salvo erro, 10%;

2. A sondagem não media "falta de comparência ao local de trabalho" (os dados dos sindicatos) mas sim "adesão à greve", o que torna as percentagens não comparáveis. Como é óbvio, eu posso não ir trabalhar se achar que não tenho transportes, mas isso não quer dizer que "adira à greve". O que é mais importante e significativo? Não sei. Sei é que a sondagem media o que lá estava escrito que procurava medir, e não outra coisa qualquer.

3. Mais importante, a sondagem apresentava várias percentagens de adesão em relação a várias bases: a população empregada, a população empregada por conta de outrem, a população empregada por conta de outrem no sector público, em função do vínculo contratual, etc. Como é óbvio, a percentagem subia à medida que íamos restringíamos o universo desta forma. Salvo erro, chegava aos 30%, na melhor das hipóteses.

4. O grande problema, segundo me lembro, foi outro: o facto de o Público ter destacado "Greve Geral teve adesão de 10%", sem distingir sectores, trabalhadores por conta de outrém e por conta própria, etc. Tudo o resto, que lá estava escrito e relatado no corpo da notícia, se perdeu à volta deste número mágico: 10%.

5. Mas se se perdeu, a responsabilidade foi também, em parte, dos dirigentes sindicais. Para o leitor, a impressão que lhe ficou foi de "enorme e estranhamente clara fraude". Bem, fui responsável pela sondagem, e não participo em "fraudes". Mas recordo-me claramente que a impressão que me ficou foi de enorme e estranhamente clara falta de sofisticação política dos dirigentes sindicais, que em vez de destacarem a percentagem de adesão entre os trabalhadores contratados por conta de outrem, com contrato e no sector público (que foi publicada e divulgada no Público, na RTP e na RDP), fixaram-se também eles nestes "10%", entretendo-se com acusações de "fraude" e queixas à AACS e, logo, contribuindo assim para aumentar a visibilidade do valor geral calculado em relação à totalidade da população empregada, para satisfação evidente do ex-ministro Bagão Félix.

by Pedro Magalhães