Pedro Magalhães

Margens de Erro

Os sondagistas alemães apertam os cintos de segurança (actualizado)

Posted August 5th, 2005 at 5:35 pm4 Comments




































E Schwarz-Gelb ohne Mehrheit, ou seja, CDU/CSU-FDP sem maioria.

by Pedro Magalhães

Serviço público

Posted August 5th, 2005 at 12:12 pm4 Comments

A Marktest tem a amabilidade de fazer no seu site sobre sondagens eleitorais um link para este blogue. Mas acreditem que, pelo menos no que respeita a eleições autárquicas, o que mais conta agora é o link no sentido inverso. Aqui, a Marktest reúne todas as sondagens publicadas até ao momento sobre eleições autárquicas, por concelho. Cada link do concelho tem os resultados de cada sondagem e o fundamental das suas fichas técnicas, o recorte dos jornais onde foram publicadas, e dados socio-demográficos e eleitorais do concelho. Melhor que isto é difícil. A não perder.

by Pedro Magalhães

Alemanha, update

Posted August 4th, 2005 at 10:10 am4 Comments
















A imagem está longe de ser perfeita, mas creio que dá para perceber. São todas as sondagens de intenção de voto realizadas desde Maio na Alemanha, disponíveis aqui. SPD tem vindo lentamente a descer, passando-se o mesmo (em menor grau) com CDU/CSU. Só a aliança de esquerda sobe, aparentemente ganhando votos ao SPD na Alemanha Ocidental e à CDU (!) no Leste.

No pós-guerra, só em 1957 ocorreu uma maioria absoluta monopartidária no parlamento (CDU/CSU). Com os 45% da última sondagem, é impossível que CDU/CSU chegue à maioria absoluta. E os 7% da FDP podem não chegar.

O Economist tem, claro, um bom artigo sobre o assunto, recordando experiências anteriores de "grandes coligações" e as dificuldades que daí poderiam surgir (aqui, para assinantes).

by Pedro Magalhães

Es wird interessanter

Posted August 2nd, 2005 at 4:02 pm4 Comments

O meu post de ontem sobre as sondagens eleitorais na Alemanha, se bem que servisse como comentário de "longo prazo" acerca das diferenças entre o Leste e o Oeste, tencionava também chamar a atenção para outra coisa, de que o Insurgente, entretanto, já se apercebeu. Para isto:

We've had a four-party system since the 1980's," Richard Hilmer, managing director of Infratest dimap, a leading polling organization, said in an interview. He meant that for a quarter-century, power has generally alternated between a stable two-party moderate-right coalition and a two-party moderate left one, the current one in power being what is called the Red-Green coalition, between Mr. Schröder's Social Democrats and the Greens."But a five-party system makes things much more complicated than they were before," Mr. Hilmer said. Indeed, without the Left Party, it has seemed almost a certainty that a right-of-center coalition between the Christian Democratic Union, or C.D.U., led by Angela Merkel, and the small Free Democratic Party would win the September elections and form a government with Mrs. Merkel as chancellor, which is still a strong possibility. Still, pollsters like Mr. Hilmer say there is a 50-50 chance that the center-right alliance will not get a majority. If that should happen, Mrs. Merkel could be forced to enter into what is being called a "grand coalition" with the very Social Democrats she has been battling for two years.

Ou isto:

Last week, the talk in Germany was of a grand coalition which would put the parties of Angela Merkel and Gerhard Schroeder into a single government, likely with Merkel as its chancellor and Schroeder's SPD as junior partner. But this week, the media and chattering classes are speculating about a possible "Red-Red-Green" coalition that would put the SPD, Left Party and Greens under a single roof. As improbable as the "Red-Red-Green" coalition may be, just the talk of it puts the fear of God in Social and Christian Democratic leaders.The speculation isn't entirely unfounded. As unpalatable as it may be, the latest public opinion polls suggest a scenario in which neither the Social Democrats and Greens nor the Christian Democrats and neoliberal Free Democratic Party (FDP) would garner enough votes to form majority coalitions.The largest single percentage of German voters, 42 percent, say they would prefer a grand coalition to a fraying patchwork quilt of pseudo socialist parties with a lot of historical baggage and diverging political interests.

Pois é. Numa sondagem do dia 18 de Junho (TNS Emnid), a coligação PDS/WASG tinha 9%. Na última sondagem do mesmo instituto (19 de Julho) já tem12%, tendo vindo a subir sistematicamente.

E como se isto não chegasse, temos também que:

by Pedro Magalhães

Alemanhas, Ano Quinze

Posted August 1st, 2005 at 2:57 pm4 Comments

Forschungsgruppe Wahle, 22 Julho 2005

Intenções de voto Alemanha:
CDU/CSU: 44%
SPD:24%
Linke (PDS/WASG): 12%
Grüne: 11%
FDP: 6%

Intenções de voto Alemanha de Leste:
Linke (PDS/WASG): 34%
CDU/CSU: 33%
SPD:21%
Grüne: 6%
FDP: 3%

by Pedro Magalhães

"No nation could preserve its freedom in the midst of continual warfare". James Madison, burocrata bruxelense*

Posted July 15th, 2005 at 4:50 pm4 Comments

É por isso que não basta bater no peito e dizer que “somos todos londrinos” e na volta da esquina já estar a discutir as tenebrosas propostas do Sr. Blair para limitar direitos de privacidade das mensagens porque isso facilita a vida aos terroristas. Na volta da memória, escarnecer o Patriot Act, essa “fascização da América” como já lhe ouvi falar, atacada por tudo que é burocracia bruxelense e suas extensões nacionais, como se, sobre a dupla pressão dos autocarros que explodem, e da insegurança popular, não se tenha também que ir por aí, com a prudência e as cautelas que as democracias tem que ter por tal caminho. Já o disse e repito, a separação cada vez maior entre elites europeias e americanas nesta questão do terrorismo, vem dos segundos se acharem em guerra e os primeiros não. Será apenas uma questão de tempo, até esta ser apenas uma questão de termos, não de substância, porque, falando como um sábio da Guerra das Estrelas, “em guerra estamos”.
(...)
Acima de tudo, não compreendo porque razão um terrorismo apocalíptico, que tenta por todos os meios ter as armas mais pesadas, nucleares, químicas e bacteriológicas, para garantir o seu Armagedão sacrificial, que tem como objectivo a guerra total, ou seja a aniquilação de milhões dos seus adversários, haja os meios para isso, não tem que ser combatido com tudo o que tenho á mão: tropas, polícias, agentes de informações, à dentada diria um velho inglês da Home Guard, daqueles que esperava a invasão da sua ilha e achava que sempre podia levar um “boche” consigo. E aí o “não se limpam armas”, é de um simplicidade brutal. Ou nós ou eles.

*in "Political Observations," 20 de Abril de 1795, in Letters and Other Writings of James Madison, Volume IV, Lippincott: 1867, p. 491.

Agora é que é: até Agosto.

by Pedro Magalhães

Férias

Posted July 14th, 2005 at 6:12 pm4 Comments

Até Agosto.

by Pedro Magalhães

A opinião pública é uma coisa complicada II

Posted July 14th, 2005 at 3:14 pm4 Comments

Tenho de me dedicar mais ao Brasil para além da praia ( desta e desta). O Ivan - da outra - tenta ajudar-me a perceber algo de que nada sei:

As minhas apreciações sobre a política brasileira são puramente impressionistas. No entanto, quem lê os opinion-makers (de direita) daqui é levado a crer que o Lula era encarado, em finais de 2002, quando foi eleito, como uma espécie de salvador. A minha percepção, quando estive no Brasil nessa altura, foi precisamente a contrária. É certo que toda a gente falava de política, incluindo as empregadas da lanchonete, de uma maneira que não é comum cá. Mas as apreciações sobre o Lula não tinham messianismo nenhum, eram uma coisa contida, do género «vamos fazer a experiência», «já é hora de dar uma oportunidade», etc. A impressão com que fiquei - pode ser errada, evidentemente - é que o Brasil já tinha tido o Collor uma vez, e que tinha aprendido com a experiência. Se isto for verdade, pode talvez ser em parte creditado ao FHC. E o Lula pode perder a próxima eleição, mas não vai passar abruptamente de anjo a demónio. Talvez as pessoas compreendam que o poder dele não é absoluto.

Sobre o Lula, as ilusões de óptica no "primeiro mundo" parecem ser, de facto, comuns. Ver aqui e aqui, mas principalmente, e se puderem, aqui.

by Pedro Magalhães

A opinião pública é uma coisa complicada

Posted July 14th, 2005 at 12:35 pm4 Comments

No Brasil, depois disto, isto.
























Vá-se lá perceber. Talvez a percentagem de "ficou como sempre esteve" ajude a compreender o que se passa.
Mais informação aqui.

by Pedro Magalhães

O insucesso escolar de Valadares Tavares

Posted July 14th, 2005 at 10:48 am4 Comments

Recomendo vivamente a leitura deste post no Canhoto. À excepção de um artigo do Nuno Crato no Público que, infelizmente, já não consigo localizar, é a primeira vez que vejo expostas com clareza as gravíssimas debilidades metodológicas do estudo de LVT. E só queria dizer que, como os meus alunos de métodos e técnicas de investigação do ICS e da Católica bem sabem, tenho usado este estudo como exemplo da chamada falácia ecológica.

by Pedro Magalhães