Pedro Magalhães

Margens de Erro

Autárquicas, Lisboa

Posted July 14th, 2005 at 9:48 am4 Comments

Católica, 7-11 Julho, N=989, Aleatória (com ponderação sexo, idade e instrução pós-amostragem), Telefónica.

Intenção directa de voto:
Carmona Rodrigues (PSD): 24%
Manuel Maria Carrilho (PS): 22%
José Sá Fernandes (BE): 5%
Ruben de Carvalho (CDU): 4%
Maria José Nogueira Pinto (CDS): 2%
Outro: 2%
Em branco/nulo: 4%
Não vai votar: 11%
Não sabe : 18%
Não responde: 9%

Estimativa de resultados eleitorais:
Manuel Maria Carrilho (PS): 41%
Carmona Rodrigues (PSD): 36%
José Sá Fernandes (BE): 8%
Ruben de Carvalho (CDU): 6%
Maria José Nogueira Pinto (CDS): 3%
Outro: 3%
Em branco/nulo: 2%

Gera-se sempre alguma perplexidade quando os "resultados brutos" parecem dizer uma coisa e as "estimativas" (os resultados apresentados de forma comparável aos resultados de eleições) parecem dizer outra. Quando, para fins de tornar os resultados de sondagens comparáveis com os de eleições, se tratam os indecisos como abstencionistas, essa aparente contradição nunca surge. Os indecisos são proporcionalmente redistribuídos pelas opções válidas de voto e, claro, as ordens mantêm-se.

Contudo, nem sempre é essa a opção utilizada. A Marktest, por exemplo, utilizada um modelo de redistribuição de indecisos baseado em anteriores resultados eleitorais e/ou anteriores resultados de sondagens e/ou no anterior comportamento de voto dos inquiridos (confesso que nunca percebi bem, apesar das várias explicações dos responsáveis no DN). Seja como for, sucede por vezes (e sucedeu várias vezes em 2001 e 2002, gerando alguma controvérsia) que o partido mais votado nos "resultados brutos" não era o mesmo.

Nesta sondagem da Católica, isso acontece por razões mais fáceis de explicar. As sondagens da Católica que não sáo feitas em urna usam uma "squeeze question", onde àqueles que dizem "não saber" em quem votariam é pedida uma "inclinação" de voto. Porquê? Passo a palavra a outro:

"The reason for the inclusion of this second question is purely pragmatic - history has shown, and the present has continued to show, that pollsters get better results by having it than by not having it".*

Eu até acho que é algo mais do que isso: a "squeeze question" permite-nos ir um pouco mais longe na recolha de intenções de voto que os inquiridos preferem ocultar ("espiral do silêncio") ou, pelo menos, permite-nos basear a redistribuição dos indecisos não em pressuposições abstractas mas sim em algo que os próprios inquiridos indecisos nos dizem: em que partido ou candidato se sentem inclinados a votar. E o que sucedeu aqui foi que, quando se foi saber o que os indecisos tencionavam, apesar de tudo, fazer, houve uma concentração desproporcional em Manuel Maria Carrilho. Quando se juntaram as inclinações às intenções, MMC passou à frente de Carmona. Questionável, controverso, não necessariamente a melhor opção? Claro, tudo isso pode ser, já foi, e continuará a ser debatido. Mas o que me interessa é que se perceba.

Interpretações? Haveria duas principais:
1. MMC está a conseguir trazer para o seu campo eleitores não habituais do PS, que hesitam em assumir (perante si próprios e os outros) uma real intenção em votar em Carrilho.
2. MMC está a conseguir repelir para fora do seu campo eleitores habituais do PS, que adiam a decisão devido à contradição entre a sua fidelidade partidária e a opinião menos positiva que têm de Carrilho.

Há algo que torna a segunda mais plausível: para os eleitores que já formaram opinião dos candidatos, Carrilho é pior do que Carmona Rodrigues em tudo. Ainda por cima, Carmona tem a(o) suprema(o) sorte/mérito de ter estado no poder o tempo suficiente para criar uma imagem positiva e tempo insuficiente para ser responsabilizado seja pelo que for, como a comparação entre a avaliação da sua actuação e da de Santana Lopes revelam. Logo, a avaliação do trabalho da CML vai ter pouca importância nestas eleições, em desfavor de factores mais tradicionais: simpatia partidária/ideológica e imagem dos candidatos. E neste último domínio, MMC parece muito chamuscado. Isto é confirmado por uma coisa que, apesar de não vir no Público, creio poder dizer-vos sem problemas: quando se cruza a intenção de voto com a opinião sobre os candidatos, os eleitores de Carmona estão sistematicamente mais unidos em torno das maiores qualidades do seu candidato do que os eleitores de Carrilho.

Chamo ainda a atenção para três coisas:

1. Atenção que Ruben de Carvalho passa para a frente de Sá Fernandes quando se consideram apenas aqueles que dizem "ter a certeza que vão votar";
2. As mulheres, os menos instruídos e os mais jovens dizem-se mais indecisos;
3. Maria José Nogueira Pinto falava ontem da exclusão dos "idosos isolados" do "universo" da sondagem (suponho que queria dizer "amostra"). Queria só dizer que o que se passa, na realidade, é o contrário. Os eleitores a que uma sondagem com amostragem aleatória e feita por telefone tem mais dificuldade em chegar são, precisamente, os mais jovens. Por isso é que há quem use quotas (procurando assegurar à partida que a amostra não fica povoada desproporcionalmente por idosos, que estão mais tempo em casa e tendem a não substituir o telefone fixo por telemóvel) e há (como a Católica) quem pondere os resultados a que chegou de acordo com os dados do recenseamento.


* Nick Moon (1999), Opinion Polls: History, Theory, and Practice. Manchester: Manchester University Press, p. 73.

by Pedro Magalhães

Sem limites

Posted July 13th, 2005 at 12:04 pm4 Comments

Quando se pensa que nada podia ser pior, o horror recorda-nos que não tem limites.

24 CHILDREN DEAD IN IRAQ BOMB13.7.2005. 19:18:39
A car bomb in south-eastern Baghdad has killed 24 Iraqi schoolchildren and a US soldier. Hospital and US military sources said another 20 children were wounded, along with at least one US soldier. "A driver approached one of the US Humvees and then detonated his car," said Sergeant David Abrams, according to AFP. A witness said children had gathered around the Americans who were handing out sweets when the bomber drove towards them and blew himself up. A parent of one of the slain children said he heard the explosion and rushed out of his house to find his son. "I only found his bicycle," said Abu Hamed, speaking at Kindi hospital where hundreds of distraught parents were gathered. He said he had found his son in the hospital morgue. "I recognized him from his head. The rest of the body was completely burnt," he said. The blast is said to have taken place as the US patrol was passing through Baghdad's al-Jedidah district. Another witness said nearby homes were demolished in the explosion.

by Pedro Magalhães

Homónimos

Posted July 13th, 2005 at 11:30 am4 Comments

Uma visita ao Technorati obriga a que vos informe que:

Não sou este.
Nem este.
Nem ainda este (mas se calhar gostava de ser).
E muito menos este.

by Pedro Magalhães

Política pós-moderna

Posted July 13th, 2005 at 10:46 am4 Comments

O político mais popular na Alemanha, quem será? Schröder? Claro que não. Merkel, talvez? Também não. É Christian Wulff, da CDU, Presidente da Baixa Saxónia.



Uma visita ao site pessoal é particularmente informativa. De especial relevância são as secções "Philosophische Provokationen" e "Mein Tag" (o homem farta-se mesmo de trabalhar). Mas confesso que, para alguém cujos cinco anos de alemão acabaram por ser insuficientes para conseguir ler um artigo de jornal, as fotos têm um encanto especial. Digam lá se isto não ficava bem no catálogo da Banana Republic:














Sabemos também, claro, que nos países civilizados não se usa a família para ganhar votos:













De certeza que quer continuar com as fotografias a preto e branco?

by Pedro Magalhães

Autárquicas, Porto

Posted July 13th, 2005 at 10:02 am4 Comments

Segundo soube, por lapso, o Público esqueceu-se da ficha técnica. Sai amanhã. Entretanto, aqui vai:
Esta sondagem foi realizada pelo Centro de Sondagens e Estudos de Opinião da Universidade Católica (CESOP) para a Antena 1, o Público e a RTP nos dias 4 a 6 de Julho de 2005. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos residentes em domicílios com telefone fixo no concelho do Porto. Os números de telefone foram seleccionados aleatoriamente da lista telefónica correspondente ao concelho do Porto. Em cada domicílio, foi seleccionado o último aniversariante com 18 ou mais anos. Foram obtidos 910 inquéritos válidos e a taxa de resposta foi de 70%. 51% dos inquiridos eram do sexo feminino. Todos os resultados obtidos foram ponderados de acordo com a distribuição da população com 18 ou mais anos residente no concelho do Porto por sexo, escalões etários e qualificação académica. A margem de erro máximo associado a amostra aleatória de 910 inquiridos é de 3,2%, com um nível de confiança de 95%.

Rui Rio (PSD/CDS): 55%
Francisco Assis (PS): 29%
Rui Sá (CDU): 9%
J. Teixeira Lopes: 3%
Outro: 2%
B/N: 2%

Esta estimativa partiu dos seguintes "resultados brutos":
Rui Rio (PSD/CDS): 38%
Francisco Assis (PS): 19%
Rui Sá (CDU): 6%
J. Teixeira Lopes: 2%
Outro: 1%
B/N: 3%
Não vai votar: 15%
Não sabe: 11%
Não responde: 6%

O Público, por opção editorial, não publicou uma parte da sondagem. Enquanto o CESOP não divulga os resultados em site próprio (está para muito breve...), aqui ficam eles. Tratava-se de um conjunto de perguntas sobre os "dois maiores problemas" da cidade do Porto, as duas melhores áreas de actuação da CMP e as duas piores. As perguntas eram abertas e de resposta espontânea, sendo codificadas posteriormente:

Na sua opinião, quais são os dois problemas mais importantes da cidade do Porto?
(pergunta aberta, com respostas codificadas posteriormente; resposta múltipla até dois, com soma das percentagens superior a 100%)
Edifícios degradados:26%
Criminalidade/insegurança:24%
Trânsito/estacionamento:22%
Pobreza, falta de apoio aos mais desfavorecidos:16%
Ruas/passeios/equipamentos danificados:14%
Falta de/maus transportes públicos:9%
Sujidade das ruas:9%
Falta de casas/casas caras:7%
Má qualidade do ambiente/ espaços verdes:6%
Falta de actividades culturais e de lazer: 3%
Outros problemas:23%
Ns/Nr:14%

Na sua opinião, quais são as duas coisas que a Câmara Municipal do Porto tem feito MELHOR?
(perguntas abertas, com respostas codificadas posteriormente; resposta múltipla até dois, com soma das percentagens superior a 100%)
Restauração e conservação de edifícios: 15%
Apoio aos mais desfavorecidos:11%
Transportes públicos: 11%
Conservação de equipamentos/ruas/passeios: 11%
Actividades culturais e de lazer:8%
Combate à criminalidade: 7%
Limpeza das ruas: 5%
Melhoria do trânsito/estacionamento: 5%
Ambiente/espaços verdes:4%
Habitação: 4%
Outras: 22%
Ns/Nr: 42%

Na sua opinião, quais são as duas coisas que a Câmara Municipal do Porto tem feito PIOR? (perguntas abertas, com respostas codificadas posteriormente; resposta múltipla até dois, com soma das percentagens superior a 100%)
Restauração e conservação de edifícios: 12%
Conservação de equipamentos/ruas/passeios: 11%
Melhoria do trânsito/estacionamento: 10%
Combate à criminalidade: 9%
Habitação: 7%
Apoio aos mais desfavorecidos:6%
Transportes públicos: 6%
Ambiente/espaços verdes: 5%
Limpeza das ruas: 5%
Actividades culturais e de lazer: 4%
Outras: 24%
Ns/Nr: 41%

Hoje (RTP/RDP) e amanhã (Público) é divulgada a sondagem de Lisboa. Ou muito me engano ou os resultados poderão gerar perplexidade entre algumas pessoas. Amanhã explico o melhor que puder.

by Pedro Magalhães

Suportar o terrorismo II

Posted July 13th, 2005 at 7:36 am4 Comments

UK, Yougov, 8 Julho, N=1834

Do you think that it may sometimes be necessary to restrict the civil liberties of suspected terrorists even though there is not enough usable evidence to charge and convict them, or should nobody ever have their civil liberties restricted unless they are charged with a specific offence and taken before the courts?
Sometimes necessary to restrict civil liberties:70%(58% em Fevereiro)
Nobody should have their liberty restrictedwithout being charged and taken to court: 23%
(32% em Fevereiro)
Don’t know:7% (10%)

Do you agree or disagree with the following statement? – The threat of terrorism in Britain these days is so serious that it may be necessary sometimes to take action against people who have not yet committed any offence, but about whom the intelligence services have evidence that they are planning an act of terrorism.
Agree: 81% (75% em Fevereiro)
Disagree: 11% (14% em Fevereiro)
Don’t know: 8% (10% em Fevereiro)


Itália, Ispo, Jul. 8-9, N=1600, Telefónica:
Do you think a terrorist attack could take place in Italy soon?
Yes: 82%
No:10%
Not sure:8%


EUA, Gallup, Jul. 7 to Jul. 10, N= 517, Telefónica
Do you think the war with Iraq has made the U.S. safer—or less safe—from terrorism?

Safer: 40% (44% em Maio)
Less safe:54% (39%)
No change:5% (13%)
No opinion: 1% (4%)

by Pedro Magalhães

Darwin às voltas na tumba em Westminster

Posted July 11th, 2005 at 2:40 pm4 Comments

Estados Unidos, Harris Interactive, Junho17-21, N=1000, Telefónica

Do you think human beings developed from earlier species or not?
Yes, think so: 38%
No, do not think so: 54%
Not sure / Declined to answer:8%

Which of the following do you believe about how human beings came to be?
Human beings were created directly by God: 64%
Human beings evolved from earlier species: 22%
Human beings are so complex that they required apowerful force or intelligent being to help:10%
Not sure / Declined to answer:4%

by Pedro Magalhães

Suportar o terrorismo

Posted July 9th, 2005 at 9:15 pm4 Comments

Após o atentado de Londres, a punditry nacional e internacional regressa ao tema da "democratização" do Médio Oriente. Contudo, Vasco Pulido Valente coloca também a questão contrária: sobreviverá a democracia ocidental ao terrorismo?

"Os sinais não prometem. Na América, há hoje, como em tempo de guerra, leis de excepção e Guantánamo não deixou de existir. Em Inglaterra, a Câmara dos Lordes recusou recentemente a Blair algumas medidas drásticas de segurança, como o direito de fixar residência e passar buscas por ordem policial. (...) Resta saber se não chegou ainda o ponto de ruptura: se alguma vez chegar, e esperamos que não. Em teoria, no entanto, nada impede que chegue e ninguém sabe qual seria a reacção da Espanha, da França, da Inglaterra ou da América a um desastre igual ao 11 de Setembro. Pensar que somos 'civilizados' demais para voltar aos crimes do passado é uma ilusão que partilhamos com os criminosos do passado" (Público, 9 Julho 2005, sem link).

Na blogosfera, o assunto tem merecido a atenção de um dos blogues que leio regularmente, o Insurgente. Contudo, FCG - que certamente pensará que o Prevention of Terrorism Act foi inventado em 2005 - discute os riscos das restrições arbitrárias aos direitos cívicos como eles fossem, pasme-se, um resultado da "fúria reguladora do New Labour". Por vezes, o contorcionismo intelectual necessário para mantêr a aparência de alguma coerência ideológica é suficiente para partirmos o pescoço. Já LA aponta outras e mais diversificadas "fúrias reguladoras". Mas ambos parecem partir do princípio não explicitado que essas fúrias se fazem contra a vontade dos cidadãos, os "corajosos" e "fleumáticos" britânicos. Pois atenção ao seguinte:

ICM Research, 23-24 Abril 2004, N=510, Telefónica.
Here are some things people have suggested should be done to counter the risks of terrorism. Others oppose them as they say they would endanger the rights of everyone. Bearing these two things in mind, for each one please say whether you would suppose or oppose the measure to counter terrorism?
Indefinite detention of foreign terrorist suspects. Support: 62%.
Police powers to stop and search anyone at any time. Support:69%.
Detain all immigrants and asylum seekers until they can be assessed as potential terror threats. Support: 66%

Yougov, 24-25 Fevereiro 2005, N=1970.
Do you agree or disagree with the following statements?
It may be necessary sometimes to take action against people who have not yet committed any offence, but about whom the intelligence services have evidence that they are planning an act of terrorism. Agree: 75%

It is sometimes necessary to restrict the civil liberties of suspected terrorists even though there is not enough usable evidence to charge and convict them. Agree: 58%

E ainda na sondagem Yougov:
If a situation arose in which the Government HAD to choose between taking steps to prevent a terrorist act and defending civil liberties, which should the Government do?
Protect national security 61%
Defend civil liberties: 28%

E como não, se a questão for colocada nesses termos? Quem é capaz de colocar manutenção dos "direitos cívicos" antes da sua vida e a dos seus? Na verdade, apesar de muitos lamentarem a "fraqueza" das democracias ocidentais, acomodadas à prosperidade e à segurança e impreparadas para lidar com o terrorismo, essa "fraqueza" tem sido a sua força: é precisamente devido ao facto de uma grande parte dos seus eleitorados ter sido socializada no contexto de relativa paz e prosperidade que a segurança física e material foi relegada para segundo plano em favor de outras preocupações mais "imateriais", tais como os "direitos" e a "democracia". E, mais importante, é também isso que tem permitido a emergência de eleitorados cada vez mais instruídos e sofisticados, que aprenderam a desconfiar de governos que lhes dizem que têm de escolher entre a prevenção do terrorismo e a defesa dos direitos cívicos.

Mas por quanto tempo durará esta resistência, numa "guerra sem fim"? Dois terços dos americanos, por exemplo, parecem já ter capitulado:

Gallup, Jun. 24-26, N=1006, Telefónica.
Based on what you have read or heard, do you think the Patriot Act goes too far, is about right, or does not go far enough in restricting people’s civil liberties in order to fight terrorism?
Too far: 30%
About right: 41%
Not far enough: 21%
No opinion: 8%

by Pedro Magalhães

Lula em queda

Posted July 8th, 2005 at 1:02 pm4 Comments



by Pedro Magalhães

Dois anos depois

Posted July 8th, 2005 at 10:21 am4 Comments

ICM Research, 5-6 Fevereiro 2003, N=1003, Telefónica.

Do you think Britain's support for America's war against terror makes it more or less likely that Britain will be a target for terrorists?
More likely:87%
Less likely:5%
Don't know: 9%

How likely do you think it is that there will be a major terrorist attack in Britain over the next year or so?
Certain: 7%
Very likely: 31%
Fairly likely:42%
Not very likely:10%
Very unlikely:4%
Don't know:5%

by Pedro Magalhães