Pedro Magalhães

Margens de Erro

Voltamos ao mesmo

Posted July 1st, 2005 at 4:50 pm4 Comments

Há aqui alguém que anda seriamente enganado…

Posted July 1st, 2005 at 4:34 pm4 Comments

Marktest, 18-19 Maio, N=811, Telefónica, Quotas
Referendo à Constituição Europeia
Sim: 54,5%
Não: 7,3%
Ns/Nr: 38,2%

Eurosondagem, 6-8 Junho, N=1057, Presencial (urna), Estratificada Aleatória
Referendo à Constituição Europeia
Sim: 50,8%
Não: 49,2%

Marktest, 14-17 Junho, N=800, Telefónica, Quotas
Referendo à Constituição Europeia
Sim: 36,6%
Não: 22,8%
Ns/Nr: 40,6%

Católica, 18-20 Junho, N=1354, Presencial, Estratificada Aleatória
Referendo à Constituição Europeia
Sim: 43%
Não: 25%
Ns/Nr:33%

by Pedro Magalhães

Alemanha, 20-24 Junho

Posted June 30th, 2005 at 10:35 pm4 Comments

Forsa, N= 2504, Face-a-face

What party would you support in Germany’s next federal election?

CDU-CSU: 47%
SPD: 26%
PDS/WASG: 11%
Grüne: 7%
FDP: 6%

by Pedro Magalhães

Tsukiji, seja aqui

Posted June 29th, 2005 at 5:04 pm4 Comments

Para o Ivan não se perder.

by Pedro Magalhães

Alemanha, 21-23 Junho

Posted June 28th, 2005 at 1:28 pm4 Comments

FG Wahlen, N=1175, Telefónica

What party would you support in Germany’s next federal election?

CDU-CSU: 44%
SPD: 27%
Grüne: 9%
PDS/WASG: 8%
FDP: 7%

by Pedro Magalhães

Adeus Fraga

Posted June 28th, 2005 at 1:10 pm4 Comments

Do Vieiros:

"Logo dunha semana de incerteza o voto extranxeiro ratificou a maioría absoluta, 38 escanos, conseguida pola coalición do Partido Socialista de Galicia e o Bloque Nacionalista Galego, que lle permiten acceder ao goberno rexional, logo de catro mandatos sucesivos do veterán e ex ministro do ditador Francisco Franco, Manuel Fraga". Así interpreta os resultados o diario arxentino Página 12."Fraga perde o poder en Galiza, o bastión da dereita española", titula o xornal arxentino Clarín. O corresponsal do diario, Juan Carlos Algañaraz, conta que "os populares perderon o seu máis emblemático fortín político e tamén teñen que afrontar a derrota do seu líder histórico, que gobernou Galiza durante 16 anos". A analista Paula Lugones comenta ao respecto que "o PP temía o efecto dominó que se iniciou coa debacle conservadora nos comicios xerais de 2004" e opina que malia que "a derrota foi moito máis axustada do que agoiraban as sondaxes" o PP debería "pasar con urxencia a unha etapa de profunda autocrítica para analizar que falla na súa sintonía coa sociedade".

"A derrota do PP ponlle fin ás esperanzas de Manuel Fraga Iribarne, 82 anos, antigo ministro de Franco, de efectuar un quinto mandato consecutivo á cabeza do Parlamento rexional", recolle Le Nouvel Observateur. A publicación francesa fai referencia á "debilidade do PP" e comenta o peso da emigración galega, afirmando que "estes emigrantes son resultado do éxodo de máis de dous millóns de persoas entre a fin do XIX e a primeira metade do S.XX, empurrados por unha fame nada, coma en Irlanda, da enfermidade da pataca e logo pola represión do rexime franquista".

En Portugal o Público destaca no titular que "Fraga Iribarne deixa poder após 16 anos consecutivos de maioria" e relata no interior que o líder do PP "fixo ouvidos xordos aos argumentos na súa contra, motivados pola idade e polas reservas de moitos sobre a súa saúde, e ignorou as acusacións da oposición de que converteu Galiza no seu feudo, e as observacións sobre o seu pasado franquista e as críticas aos seus excesos verbais, rematando cunha media derrota".

by Pedro Magalhães

Galiza

Posted June 27th, 2005 at 11:30 am4 Comments

Vai-se conhecer hoje a contagem de votos dos emigrantes e, logo, se o PP fica com ou sem a maioria absoluta. A coisa, no entanto, começa a ganhar contornos tipo "Florida". Espero que não passe daqui:

A Xunta Electoral de Pontevedra decidiu declarar "votos inexistentes" todos aqueles nos que non consta a data en orixo e traen como única referencia a data do aeroporto de Barajas posterior ao 18 de xuño, último día para que os emigrantes puidesen exercer o dereito a voto. O PP anunciou que recorrerá esta decisión.
Un dos avogados do PP, Tomás Iribarren, mostrouse en contra desta decisión da Xunta Electoral provincial porque "hai fórmulas xurídicas como probas testemuñais e diversa documentación para acreditar a data na que se emitiu o voto".Pola contra, o secretario de Organización do PSdeG, Ricardo Varela, aplaudiu a decisión e considera que se axusta a xurisprudencia electoral. "É lóxico que eses votos se consideren inexistentes porque ao non ter a data do país de orixe non se pode garantir inequívocamente que o voto se exerceu dentro do prazo legal", sinalou.



Entretanto, a propósito do fiasco das sondagens à boca das urnas, recebi esta interessante mensagem, que publico com atraso (estive fora):

Tiveches noticia das sondaxes que se fixeron públicaso 19-X, á hora do peche dos colexios eleitorais? Todas daban resultados moi semellantes, cun PP arredor dos 34 ou 35 deputados, claramente derrotado polo conxunto da oposición que acumularía 40 ou 41. Non foi así,como ben sabes.

Resulta revelador de existencia de amplísimas bolsas de voto opaco ou oculto, que até ode agora aquí apenas se daban (nas anteriores autonómicas as sondaxes cravaron os resultados finais, aínda que tamén é certo que daquela a victoria do PP era moi contundente e deixaba pouco espazo á dúvida).

Quizá isto sirva para que os institutos de opinión empecen a re-pensar o xeito de facer sondaxes eleitorais, e a tratar de ver como minimizar as marxes de erro na interpretación dese voto indeciso e na difícil asignación de escanos a partir do método D'hondt, onde unha mínima variación na porcentaxe devoto prevista pode transformar radicalmente os valoresdos cocientes. Como resolver ese problema? "Dificil cuestión esa é",que diría Yoda, o de "Star wars"...

by Pedro Magalhães

Errata

Posted June 27th, 2005 at 11:20 am4 Comments

O leitor atento do Público poderá ter notado duas coisas:

1. Na peça "Trabalhadores do sector privado a favor da redução de privilégios dos funcionários públicos", quando a jornalista (Anabela Campos) fala dos trabalhadores do sector privado (ou "trabalhadores fora da função pública"), refere-se invariavelmente às percentagens de respostas calculadas em relação ao total de "Outros". Mas quando se olha para os quadros com atenção, verifica-se que os "Outros" incluem não apenas os trabalhadores do sector privado, mas também estudantes, pensionistas, desempregados e domésticos(as). Posso-vos dizer que o fundamental das afirmações feitas no texto continua a ser correcto, mas falta-lhes esta precisão.

2. Na peça da passada 6ª feira, o gráfico que se referia à percentagem de eleitores que dizem que "nenhum partido da oposição faria melhor que o actual governo tinha uma gralha". 63% dizem que Não, em vez de dizerem que Sim. O texto que comentava estas repsostas, aliás, estava correcto.

by Pedro Magalhães

Questões e opções de resposta em sondagens

Posted June 27th, 2005 at 10:36 am4 Comments

Sucede por vezes que sondagens publicadas na mesma altura apresentam resultados diferentes. Há, à partida, várias razões possíveis para que isso suceda: a própria margem de erro amostral, diferentes opções na selecção das amostras, trabalhos de campo realizados em dias diferentes (podendo, logo, captar mudanças de curto-prazo nas preferências dos eleitores), etc.

Uma fonte adicional de discrepâncias é a formulação das perguntas. Há muito tempo, citei aqui um autor que me parece muito importante nestas matérias (John Zaller). Zaller tem sugerido a ideia de que as pessoas não têm, na verdade, opiniões. O que elas têm é uma série de "considerações" dentro da cabeça, a favor ou contra (ou simplesmente a propósito) das matérias sobre as quais são questionados em inquéritos. Quando são inquiridos, seleccionam uma dessas considerações de forma mais ou menos aleatória e despacham a resposta, coisa que, aliás, permite que respondam uma coisa e o seu contrário com 10 minutos de diferença (esta experiência foi feita...). Isto não significa que, em agregado, não haja estabilidade nas opiniões de um indivíduo ou de uma população. As "considerações" que cada um tem na cabeça não estão lá por acaso, e mesmo que estivesse, a lei das médias gera estabilidade geral. Mas sugere que a captação de opiniões através de inquéritos é uma coisa muito frágil, muito e especialmente dependente do estímulo concreto que é fornecido pela formulação da pergunta...

Toda esta conversa a propósito das sondagens de hoje no Público e no DN. Fichas técnicas e alguns resultados:

DN: Marktest, 14-17 Junho, N=813, Quotas, Telefónica.
Público: Católica, 18-20 Junho, N=1354, Estratificada Aleatória, Presencial.

1. DN. "Concorda com as medidas do Governo para combater o défice?"
Sim: 40%
Não: 44%
Ns/Nr: 16%

Público: "Recentemente, o governo aprovou uma série de medidas para reduzir o défice do Orçamento de Estado. Em geral, diria que concorda com estas medidas, que discorda delas ou que ainda não sabe o suficiente para se pronunciar?"
Concorda: 27%
Discorda: 39%
Não sabe o suficiente para se pronunciar: 32%
Não responde: 2%

2. DN: "Concorda com a subida da idade de reforma para 65 anos?"
Sim: 30%
Não: 63%
Ns/Nr: 4%

Público: "Queria pedir a sua opinião sobre algumas dessas medidas concretas. (...) Concorda com ou discorda da aproximação da idade legal de reforma na função pública à idade legal de reforma no sector privado?"
Concorda: 58%
Discorda:32%
Ns/Nr:10%

Quais as "melhores" estimativas das opiniões da população? À falta de erros graves na formulação das perguntas, não me parece que haja resposta óbvia. Por exemplo, a pergunta DN sobre as medidas do défice impede que os eleitores de "refugiem" na opção "não sei", obtendo uma divisão mais clara das opiniões dos eleitores. Mas não será que, por isso mesmo, acaba por captar uma série de "não opiniões", facilmente modificáveis a curto-prazo?

E o que dizer da idade de reforma, em que os dois inquéritos produzem resultados aparentemente contraditórios? Mas serão eles verdadeiramente contraditórios? A pergunta DN usa a linguagem mais coloquialmente aceite para descrever a medida. Mas captará ela a substância dessa medida? A pergunta do Público usa a linguagem que o Primeiro Ministro usou no parlamento para apresentar a medida. Mas não condicionará as opiniões ao estímulo que o governo quis dar e à forma como ele quis apresentar a medida?

Dúvidas para as quais não tenho resposta inequívoca. A não ser para comentar o poder e a importância da linguagem e do discurso, não apenas nos inquéritos, mas também na política em geral. Uma mesma medida pode ser enquadrada pelo discurso político de formas diferentes, e a forma que acaba por prevalecer na consciência dos eleitores pode condicionar o seu apoio ou a sua oposição a essa medida...

by Pedro Magalhães

Autárquicas, Lisboa

Posted June 27th, 2005 at 10:26 am4 Comments

Eurosondagem, 20-22 Junho, N=1525, Aleatória, Telefónica.

PSD- Carmona Rodrigues: 41%
PS- Manuel Maria Carrilho: 33%
CDU-Ruben de Carvalho: 9%
BE-José Sá Fernandes: 8%
CDS/PP- Maria José Nogueira Pinto: 4%

A soma dá 95%. Pela notícia online, a única a que tive acesso, não se percebe se estamos perante indecisos, outros, brancos/nulo, ou uma qualquer combinação dos anteriores, mas é provável que os 5% que faltam correspondam a OBN (outros, brancos e nulos).

by Pedro Magalhães