Pedro Magalhães

Margens de Erro

This little pig went to the market, the others…

Posted August 26th, 2011 at 7:20 pm4 Comments

Here, and also here.

by Pedro Magalhães

Horácio, Virgílio e Arnaldo.

Posted August 16th, 2011 at 12:04 am4 Comments


















A partir de amanhã estou por aqui. Quanto a aulas, começo levemente. Na investigação, três projectos: desenvolver mais algumas ideias com o LA-C sobre referendos; mais aplicações de wavelets à política, também com o LA-C (e com a Joana); e explorar estes dados, já que vou estar tão perto deles. E se tudo correr bem, um seminário em Abril sobre Elections Under Financial Crisis ou algo assim, usando dados de estudos pós-eleitorais já terminados (Islândia 2009, Irlanda e Portugal 2011) e outro onde espero poder convencer os coordenadores a fazerem as mesmas perguntas (Espanha 2011). Entretanto, há a campanha para as presidenciais americanas. Regresso daqui a um ano. Tempus fugit, carpe diem e hasta la vista, babies.

by Pedro Magalhães

Eurosondagem, 26-28 Junho, N=1010, Tel.

Posted July 1st, 2011 at 12:48 am4 Comments

PSD: 40,8%
PS: 25%
CDS-PP: 13,6%
CDU: 7,7%
BE: 4,8%
OBN: 8,1%

Cavaco Silva, Passos Coelho e Paulo Portas são únicos líderes políticos com saldo de popularidade positivo. Aqui.

Mais resultados sugerem:

1. Avaliação mais positiva que negativa da composição do governo.
2. Satisfação com a inclusão de alguns ministros mais jovens e com a reduzida dimensão do governo.

by Pedro Magalhães

Alguns dados sobre a composição do XIX governo

Posted June 30th, 2011 at 1:16 pm4 Comments

No The Portuguese Economy.

by Pedro Magalhães

Ensino Superior e Ciência, agora no Programa do Governo

Posted June 28th, 2011 at 4:04 pm4 Comments

O programa do XIX Governo foi conhecido hoje. Na continuação de um post anterior, assinalo as passagens que me pareceram mais relevantes no que ao ensino superior e à ciência diz respeito:

- "Introduzir incentivos salariais para investigadores em função da capacidade de mobilizar recursos, desenvolver investigação de alta qualidade, licenciamento de patentes e impacto numa lógica de cooperação empresarial".

- "Assegurar que os contratos de confiança com as universidades incluem metas para a criação de spin-offs, registo e licenciamento de patentes".

- "Estudo de possíveis medidas conducentes à reorganização da rede pública de instituições de Ensino Superior, com eventual especialização das instituições em termos de oferta de cursos e de investigação".

- "Discussão do modelo de financiamento do ensino superior, com vista, por um lado, a uma maior estabilidade e previsibilidade e, por outro, à consideração de factores de qualidade da actividade e de incentivos ao seu melhoramento".

- "aumento do ratio em I&D sobre o PIB e na diversificação das fontes de financiamento".

- "Privilegiar os apoios públicos às actividades de I&D de excelência".

- "Lançar um programa competitivo de apoio a Programas de Doutoramento que demonstrem a melhor qualidade, estrutura e garantia de rentabilidade".

- "Reforçar o investimento em áreas críticas para o desenvolvimento social e económico de Portugal, nomeadamente nas ciências da vida e da saúde, com enormes repercussões financeiras na saúde pública, na agricultura, no ambiente e na biodiversidade".

- "Agilizar disposições legislativas que facilitem a integração de investigadores do sector público no sector privado e que valorizem curricularmente as actividades de transferência de tecnologia".

- "Incentivar a integração do sistema científico nacional no espaço europeu de investigação, a saber, aumentando a participação de empresas e centros de investigação nos programas quadro e incentivando grandes linhas de investigação industrial mediante a colaboração público-privada".

- "Abrir anualmente, em data regular, concursos para projectos de investigação em todas as áreas científicas".

Há mais, mas isto pareceu-me o mais concreto. Posso estar a ver mal, porque só li isto uma vez e rapidamente. Mas em comparação com o programa do PSD, este programa de governo parece-me mais cauteloso no que diz respeito à reorganização da rede de ensino superior (antes falava-se abertamente da identificação de cursos "sem viabilidade", agora fala-se de "estudo de possíveis medidas conducentes à reorganização"), à anteriormente prevista "segmentação das instituições em termos de ensino e investigação, à limitação de financiamento para a investigação apenas a algumas instituições (fala-se agora de "discussão do modelo de financiamento"), à regra de não renovação de pós-doutoramentos e ao fim das bolsas individuais para doutoramento. Não quer dizer que essas medidas não estejam previstas ou não sejam realizadas, mas não aparecem aqui da mesma forma, ou, se quiserem, no mesmo tom. A ideia geral de uma ligação às empresas  e de diversificação de fontes de financiamento permanece, mas também menos enfática. E há na página 118 um surpreendente - mas, para quem está nesta área, compreensível e justo  - elogio a aspectos da actuação de anteriores governos neste domínio da ciência.

by Pedro Magalhães

Continua a não haver sondagens sobre:

Posted June 27th, 2011 at 9:16 pm4 Comments

1. O que os portugueses acham de cada um das principais medidas do memorando.
2. O que acham da composição do novo governo.
3. O que acham das possíveis lideranças do maior partido da oposição.
Etc.
Etc.
Etc.

Gastaram o dinheiro todo nas tracking.

by Pedro Magalhães

A composição dos governos

Posted June 27th, 2011 at 11:37 am4 Comments

Um texto a reler por estes dias é  "Portugal: the Primacy of Independents", de António Costa Pinto e Pedro Tavares de Almeida, num livro chamado The Selection of Ministers in Europe: Hiring and Firing, organizado por Keith Dowding.

Costa Pinto e Tavares de Almeida mostram, entre outras coisas, que o governo mais pequeno até 2005 (contando com secretários de estado) teve 46 postos (Cavaco Silva 1985 e Nobre da Costa). E o principal tema do capítulo é a grande proporção (comparativamente muito elevada) de "independentes" sem experiência político-partidária ou parlamentar nos governos portugueses, independentemente de composição partidária e tipo (maioritário, minoritário, coligação).

by Pedro Magalhães

Programa do PSD: Ensino Superior e Ciência

Posted June 22nd, 2011 at 10:15 am4 Comments

Sabe-se que são muito poucas as pessoas que lêem os programas eleitorais dos partidos. É normal. Eu, que faço disto profissão, li-os na diagonal e mal. Mas houve uma parte que li com atenção, particularmente no Programa do PSD. Numa escolha puramente pessoal, possivelmente mais enviesada para o que está ligado à Ciência, deixo aqui uma lista de medidas e intenções na área do Ensino Superior e Ciência. Vou tentar deixar de fora objectivos muito genéricos e concentrar-me em coisas que me parece serem susceptíveis de serem traduzidas em medidas concretas a curto ou médio prazo. Podíamos tentar iniciar aqui um debate. O que pensam os leitores destas medidas, ou do seu sentido geral? Se houver outros aspectos do programa que achem merecer discussão, força.

- "Revisão do mapa nacional de universidades e institutos politécnicos"; "Identificação exaustiva e rigorosa dos cursos sem viabilidade na conjuntura actual" e "evitar a duplicação de ofertas [de cursos superiores], dando primazia às instituições com cursos de referência e especializando instituições com menor massa crítica a nível nacional";

-"Segmentar as Instituições de Ensino Superior em Termos de Educação e Investigação. O Governo deve desenvolver uma orientação política clara e incentivos relevantes para a especialização das
instituições em termos de pedagogia e investigação";

-"Flexibilização dos percursos de carreira possíveis, com valorização de outras dimensões que não só o ensino, a investigação e a publicação; Em particular, devem ser valorizadas as iniciativas relacionadas com a inovação empresarial, a criação de empresas e a geração de empregos de elevado valor acrescentado";

-"Criação de um novo modelo de financiamento para o ensino superior mais diversificado em termos de actividade e baseado no desempenho concreto das instituições"; "dotações para investigação básica limitadas a certas instituições, dotações para investigação aplicada limitadas, com «match funding» de empresas e associações sectoriais; prémios para o nível de internacionalização dos alunos e docentes e para presença em listas de referência internacionais; prémios para a empregabilidade dos cursos, a nível nacional e internacional; prémios para a ligação ao tecido empresarial";

-"Apoios [à investigação] passarem a estar entrados em políticas de estímulo à procura (tecido produtivo), em contraponto ao actual sistema, muito centrado na oferta (tecido científico)";

-"A FCT deverá privilegiar a atribuição de bolsas aos programas doutorais e não de forma individual aos candidatos";

-"O Governo deverá definir, com carácter de prioridade, e sem prejuízo de uma investigação fundamental, uma política no sentido de envolver os seus Laboratórios e Centros de Investigação Tecnológica, incluindo os universitários, a estabelecer e dinamizar parcerias com as empresas, com vista a desenvolver programas de investigação aplicada";

-"Os estabelecimentos de Ensino Superior devem ser incentivados a orientar os doutorandos nas áreas tecnológicas para temas de desenvolvimento de novos produtos, promovendo programas doutorais em estreita colaboração com as empresas";

-"Como regra, só em situações muito excepcionais, deve haver repetição de bolsas de pós-doutoramento";

-"Há que avançar de forma clara no espaço europeu de investigação, aumentando a participação de empresas e centros de investigação nos programas quadro, atingindo a curto prazo o objectivo mínimo de captar em financiamento um valor idêntico ao peso económico do País. Entre outros factores, devemos apoiar as grandes linhas de investigação industrial, mediante a colaboração público-privado".

P.S.- Perguntam-me por e-mail se não deveria incluir o programa do CDS-PP. Mas o programa eleitoral do CDS-PP , em 75 páginas, não menciona a palavra "ciência" uma única vez, e das seis vezes que aparece a palavra "investigação", quatro delas é a propósito de investigação criminal...

by Pedro Magalhães

Posted June 21st, 2011 at 10:08 am4 Comments

1 - Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?
A pergunta é estranha. Sabendo que existe um livro que leria e releria, já o teria lido e relido. Há, contudo, livros que li e reli. Margarida e o Mestre, de Bulgakov, é o que reli mais vezes.

2 - Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
Não. Mas há um que tentei e tentei e finalmente li: O Processo, de Kafka. A dificuldade foi que o livro me angustiava bastante

3 - Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?

4 - Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?


5- Que livro leste cuja 'cena final' jamais conseguiste esquecer?

6- Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?

7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?

8. Indica alguns dos teus livros preferidos.

9. Que livro estás a ler neste momento?

by Pedro Magalhães

Outlier

Posted June 9th, 2011 at 3:24 pm4 Comments

Não sei porquê (sei, sei), achei que o último livro do Martin Amis já não conseguiu melhorar depois disto, na página 4:



by Pedro Magalhães