Pedro Magalhães

Margens de Erro

Eurosondagem, 27-31 Maio, N=2051, Tel.

Posted June 1st, 2011 at 10:13 pm4 Comments

PSD: 35,4% (-0,1)
PS: 31,3% (-0,9)
CDS/PP: 13,4% (+0,8)
CDU: 7,9% (+0,3)
BE: 6,0% (-0,3)

Aqui. Se olharmos para os últimos dois dias, temos:


30-31 Maio, N=1025, Tel.
PSD: 35,6% (+0,8)
PS: 31,2% (-0,9)
CDS/PP: 13,6% (+1,0)
CDU: 7,9% (+0,3)
BE: 5,8% (-0,7)

by Pedro Magalhães

CESOP/Católica, 28-29 Maio, N=3963, Presencial

Posted June 1st, 2011 at 10:11 pm4 Comments

PSD: 36% (=)
PS: 31% (-5)
CDS/PP: 11% (+1)
CDU: 8% (-1)
BE: 7% (+1)

Aqui. A comparação é com a sondagem do CESOP cujo trabalho de campo terminou dia 22 de Maio.

by Pedro Magalhães

Alguns padrões nas sondagens recentes

Posted June 1st, 2011 at 1:55 pm4 Comments

Passeando pelos depósitos de sondagens recentes na ERC, alguns padrões interessantes nas sondagens da Intercampus (todos eles meramente correlacionais):

1. Mulheres muito mais propensas a manifestar que "não sabem" em que partido votariam.
2. 55 ou + muito menos propensos a manifestar que não vão votar.
3. Dentro daqueles que manifestam intenção de voto, os que tencionam votar na CDU são os que mais dizem que "vão votar de certeza" (95% ou mais nas últimas sondagens). A diferença não é muito grande em relação aos outros partidos, mas tem-se tornado mais forte à medida que avançamos nas diferentes vagas das sondagens da Intercampus. E outra coisa: entre os eleitores do PSD, a percentagem dos que dizem ter a certeza que vão às urnas é sempre superior à percentagem equivalente no PS.

by Pedro Magalhães

Ainda boca das urnas

Posted June 1st, 2011 at 1:27 pm4 Comments

Um excelente resumo sobre como são feitas. Em Portugal é muitíssimo parecido, com a diferença do post anterior e, claro, da operação logística absolutamente descomunal que acontece nos Estados Unidos. De resto, ficava tão caro que as estações se juntaram e passaram a encomendar a sondagem a uma única empresa, utilizando depois os dados como quiserem.

by Pedro Magalhães

Boca das urnas

Posted June 1st, 2011 at 1:19 pm4 Comments

No próximo dia 5, é provável que tenhamos o costume: às 20.00h, são anunciadas três projecções, muito próximas entre si, e bastante próximas em relação ao total de votos escrutinados. Desse ponto de vista, não me recordo de uma eleição em que tenha havido problemas (com excepção de uma ou outra eleição regional; quem procurar aqui no blogue encontra um ou outro desses casos). Depois vão andar pelas sedes partidárias, ouvir 457 membros de secretariados e comissões políticas, 967 comentadores (sendo eu um deles), discursos de vitória e de derrota, filmagens de carros e motas a caminho dos ditos, etc.

Mas há um aspecto em que as nossas sondagens à boca das urnas são claramente deficientes: basicamente, não ficamos a aprender nada sobre como as pessoas votaram. Vou dar-vos um exemplo do tipo de coisas que se poderia ficar a saber:
































No caso americano, uma infografia fabulosa do NYT mostra o voto segundo uma série de variáveis socio-demográficas. Na Alemanha, algo semelhante, a votação por diferentes grupos sociais, havendo igualmente cruzamentos com avaliações de líderes e percepção de importância de diferentes problemas sociais.

Isto seria impossível de fazer em Portugal? Não. O principal problema novo seria o de transmitir dos pontos de amostragem para a central os dados sobre as restantes variáveis para além das votações agregadas. Mas há soluções tecnológicas capazes de o fazer que não exigiriam investimentos demasiado grandes. Mesmo que os valores das variáveis tivessem de ser ditados pelo telefone, seria sempre possível fazê-lo junto de uma sub-amostra bem menor do que os habituais 15 a 30 mil inquiridos e mesmo assim obter resultados fiáveis e relevantes.

Haveria um custo adicional, certamente. O que se passa, contudo, é que as televisões não acham isto suficientemente interessante para pagarem esse custo adicional. É só mais um exemplo de como as sondagens poderiam aprofundar (em vez de "superficializar") o debate político, mas de como os clientes resistem a correr o risco de mudar a cobertura das noites eleitorais, receando que os espectadores não se interessem. Sempre achei e sempre lhes disse que estão enganados e que valeria a pena arriscar. Pode ser que um dia.

by Pedro Magalhães

Boca das urnas

Posted June 1st, 2011 at 12:53 pm4 Comments

No próximo dia 5, é provável que tenhamos o costume: às 20.00h, são anunciadas três projecções, muito próximas entre si, e bastante próximas em relação ao total de votos escrutinados. Desse ponto de v

by Pedro Magalhães

Twitosfera até dia 31 de Maio

Posted June 1st, 2011 at 11:53 am4 Comments




















Até agora tenho sido parco em comentários sobre estes dados do projecto REACTION, especialmente porque não sei bem o que dizer que não seja puramente descritivo:
-  As menções a Sócrates diminuíram de peso nas menções totais até meados de Maio, tendo voltado a crescer desde desde aí. O mesmo não sucede nas menções positivas (em relação ao total de menções positivas), que estão estáveis desde meados de Maio
- Paulo Portas é mencionado na Twitosfera com uma frequência desproporcionalmente elevada em relação ao peso eleitoral do CDS, e isso é especialmente verdade no que respeita às menções positivas, onde cresce desde meados de Maio aparentemente à custa (digamos assim) de Sócrates e Passos Coelho.

Um leitor sugeria que tomasse de alguma forma em conta a relação entre menções positivas e negativas. É o que faço no gráfico seguinte, que calcula um índice: (2*%positivas + %neutras)/2. O índice varia entre 0 (100% negativas) e 100 (100% positivas):



Entre os tweets que mencionam cada um dos líderes, os dos pequenos partidos têm menos negatividade.

Para já só queria mostrar estas coisas. Acho que tem de haver muita análise a posteriori para compreendermos a utilidade disto, para além de medir o que se passa na twitosfera portuguesa, que já me parece suficientemente interessante.

by Pedro Magalhães

Eurosondagem, 26-30 Maio, N=2059, Tel.

Posted May 31st, 2011 at 11:15 pm4 Comments

PSD: 35,5%
PS: 32,2%
CDS: 12,6%
CDU: 7,6%
BE: 6,3%

Aqui. Em relação aos resultados de ontem, PSD sobe 0,7 pontos, é a única mudança assinalável. No trabalho de campo conduzido exclusivamente no dia 30, os resultados foram os seguintes:


PSD: 36,4%
PS: 32,4%
CDS: 12,3%
CDU: 7,6%
BE: 6,1%

Mas estamos neste caso a falar de cerca de 500 inquiridos. 

by Pedro Magalhães

Gráfico dinâmico

Posted May 31st, 2011 at 1:22 am4 Comments

Há por aí muitos gráficos com sondagens. Este, feito por mim, este, na Marktest, ou este e este, no Público e na SIC Notícias, respectivamente. E de certeza que há mais.

Mas o que não há, que eu saiba, é um gráfico dinâmico onde se possa, que sei eu, ver todos os resultados desde 2005, escolher diferentes empresas ou partidos, modificar o eixo y para ver melhor o que se passa com os pequenos partidos ou escolher diferentes intervalos de tempo.

Não há? Não havia. Mas o Bernardo Caldas, 19 anos, estudante de Engenharia Electrotécnica e de Computadores no Instituto Superior Técnico, achou que devia haver. E achou bem. Parece-me que fez isto em dois fins de tarde. E vocês, na infografia dos jornais online, já voltaram de tomar o cafézinho?

by Pedro Magalhães

Eurosondagem, 25-29 Maio, N=2052, Tel.

Posted May 30th, 2011 at 10:21 pm4 Comments

PSD: 34,7%
PS: 32,1%
CDS-PP: 12,9%
CDU: 7,7%
BE: 6,3%

Aqui. Estes resultados são produzidos inquirindo 2052 pessoas mas ponderando os quatro dias de trabalho de campo de forma diferente (não houve trabalho de campo dia 28). Eu tenho tratado os resultados de uma maneira alternativa, olhando para os resultados de blocos de cerca de 1000 inquiridos de cada vez. Se o fizermos (e compararmos com os 1000 anteriores), ficamos, salvo erro, assim:

27-29 Maio, N=1025
PSD: 34,8% (+1,0)
PS: 32,1% (-0,6)

CDS-PP: 12,6% (-0,7)
CDU: 7,6% (-0,1)
BE: 6,5% (=)

by Pedro Magalhães