Pedro Magalhães

Margens de Erro

Intercampus, 25-29 Maio, N=1010, Tel.

Posted May 30th, 2011 at 9:55 pm4 Comments

PSD: 37% (-2,6)
PS: 32,3% (-0,9)
CDS-PP: 12,7% (+0,6)
CDU: 7,7% (+1,1)
BE: 5,2% (-0,4)

Aqui. Espero que isto não lance confusão, mas tal como tenho sempre feito estou a comparar com a última amostra independente da Intercampus, ou seja, o estudo cujo trabalho de campo terminou a 22 de Maio. Como é óbvio pela notícia, se compararmos com a amostra da sondagem imediatamente anterior (com a qual esta partilha dois dias de trabalho de campo), o PSD sobe.

by Pedro Magalhães

Circa 1981

Posted May 30th, 2011 at 2:11 pm4 Comments

by Pedro Magalhães

Intenções de voto e resultados eleitorais

Posted May 30th, 2011 at 1:18 pm4 Comments

Sondagens não são previsões, já sabemos. Mas se houvesse um padrão regular nas diferenças entre as intenções de voto medidas pelas sondagens e os resultados eleitorais, isso seria desde logo um passo possível numa tentativa de usar as intenções de voto para prever resultados. O que tenho para dizer sobre o assunto está aqui (.pdf) em colaboração com o Luís Aguiar-Conraria e o Miguel Maria Pereira. Mas numa abordagem um pouco mais descritiva, o que encontramos quando comparamos as sondagens feitas nas últimas duas semanas antes das eleições (medindo intenções de voto) e aqueles que acabam por ser os resultados? O quadro abaixo mostra o que se encontra nas três últimas eleições legislativas:


Não quero tirar daqui conclusão alguma. O que concluo sobre este tipo de análise está no artigo linkado acima. Os leitores tirarão as suas.

Nota: tendo em conta os comentários aqui e noutros sítios, duas coisas. Primeiro, o intervalo mostra os valores mínimos e máximos. A média é a média dessas E das restantes sondagens. Segundo, olho apenas para 2002 e seguintes porque antes não se podia divulgar sondagens na última semana.

by Pedro Magalhães

Probabilidade de o PS ganhar as eleições, segundo MRS

Posted May 30th, 2011 at 10:31 am4 Comments

"Eu próprio dizia, há quatro ou cinco dias, que achava que o PS tinha 10% de hipóteses de vitória, olhando para a evolução das sondagens, há uma semana atrás ou no começo da semana. Aumentou essas probabilidades, eu hoje já diria que tem para aí 30% ou 35% das hipóteses", afirmou ontem Marcelo Rebelo de Sousa, no jornal das 8 da TVI.

by Pedro Magalhães

Um mês de twitosfera (29 de Abril a 29 de Maio)

Posted May 30th, 2011 at 10:13 am4 Comments




by Pedro Magalhães

"Outros, Brancos e Nulos"

Posted May 30th, 2011 at 10:10 am4 Comments

Um amigo chamou-me a atenção para a possibilidade da parcela "Outros, Brancos e Nulos" estar a aumentar nas sondagens. Fiquei curioso, mas desde logo um pouco preocupado. Primeiro, fico sempre um pouco inquieto quando se trata de analisar o conceito de "Outros, Brancos e Nulos", uma categoria residual, no sentido em que reúne coisas muito diferentes entre si. Segundo, receio sempre que os resultados das sondagens nesta categoria tenham um tratamento demasiado diferente de sondagem para sondagem. Na Marktest, por exemplo, notem como os resultados, mesmo depois de distribuídos os indecisos, atribuem 12,6% à categoria "Voto Branco/Outros" e como depois a Marktest "pondera" os resultados finais da seguinte forma: "ajustado o valor dos votos brancos e outros com base no valor obtido nas últimas Eleições para a Assembleia da República - Fev.2005" (deve ser gralha o Fev. 2005). Por outras palavras: a Marktest acha que a sondagem está a sobrestimar os OB's e recalcula tudo atribuindo-lhes um valor mais baixo. O único outro caso que conheço bem é o do CESOP, onde as pessoas que declaram voto em branco são questionadas sobre a sua inclinação de voto. Só aqueles que dizem que votariam em branco E não demonstram uma inclinação de voto são tratados como votos em branco no final. E não sei o que se faz ou como se faz nas outras empresas. Tudo isto para dizer que:

1. Há pelo menos duas empresas que sentem que captam votos em branco acima das reais intenções dos inquiridos;
2. As empresas tratam desta assunto de formas muito diferentes.

Dito isto, podemos olhar, com muita cautela, para a evolução dos OBN's. A primeira coisa que vi foi isto:




















Se presumirmos a possibilidade de os OBNs estarem a mudar linearmente com a passagem do tempo e formos à procura desse padrão, ele está lá, e é de crescimento. Mas o que acontece se tornarmos esta evolução mais sensível a mudanças na tendência?



















Crescimento até início do ano e depois diminuição. Mas tudo isto merece outro tipo de tratamento. Se o tratamento dos OBN's é muito sensível ao que é feito por cada empresa, temos um caso onde controlar por house effects se torna particularmente importante. E se fizermos isso, o que vemos?

1. Entre Março de 2005 e Janeiro de 2011, a percentagem de OBN's aumenta quase 4 pontos.
2. Entre Janeiro de 2011 e a segunda metade de Maio, desce 2,5 pontos.

Logo, a afirmação de que os OBN's estão a subir é correcta a médio/longo prazo, mas incorrecta a curto-prazo. É o melhor que consigo concluir neste momento.

by Pedro Magalhães

"Perceba a treta das sondagens"

Posted May 30th, 2011 at 9:26 am4 Comments

Por Luís Filipe Malheiro, no Jornal da Madeira. Um excerto:

"Sempre que as pessoas ouvirem falar de sondagens, percebam logo que estão a ser enganadas, porque estamos a falar de um embuste e de uma aldrabice que deveria, apadrinhada pela comunicação social, justificar a intervenção do Ministério Público, levando a tribunal as empresas vendedoras desta falcatrua para além da reacção de outras entidades com tutela neste domínio, casos da Comissão Nacional de Eleições e da ERC."

by Pedro Magalhães

Paulo Morais no Blasfémias

Posted May 29th, 2011 at 9:08 pm4 Comments

Sobre os efeitos das sondagens. Globalmente acho que a literatura lhe dá razão.

by Pedro Magalhães

Ponto da situação (rectificado)

Posted May 28th, 2011 at 11:26 pm4 Comments

Sobre a Eurosondagem, o que começou a ser feito a partir de ontem é a apresentação de uma média ponderada dos últimos 4 dias de trabalho de campo: 40% o dia anterior, 30% antes desse, 20% antes desse e 10% antes desse. Eu acho isto interessante e já houve comentários também nesse sentido aqui no blogue. Mas vou apresentar uma coisa mais convencional. O quadro abaixo é uma lista de resultados de amostras independentes desde meados de Abril. Com isto quero dizer que conto apenas com as sondagens de Intercampus "uma sim uma não" e, no caso da Eurosondagem, agrego os resultados de dois dias consecutivos. Calculo também a dimensão da amostra na base da qual as estimativas são apresentadas e duas médias ponderadas por essa dimensão: a das últimas cinco sondagens e a das últimas sondagens de cada empresa.


Várias coisas:

1. Parecem poucas, não parecem? Se filtrarmos as tracking pegando apenas em amostras independentes, ficam menos sondagens do que nos vai parecendo no dia-a-dia.
2. Últimas cinco sondagens (as mais recentes): entre 34 e 36 para o PSD; entre 32 e 36 para o PS; entre 10 e 13 para o CDS; entre 8 e 9 para CDU; entre 6 e 7 para BE. Acham muito? Não é, tendo em conta as dimensões das amostras efectivas.

3.  Recordo médias da nossa pool de previsões:
PSD: 34,2%
PS: 32,2%
CDS-PP: 11,9%
CDU: 8,4%
BE: 7,2%
Giro, não é?

P.S.- O quadro anterior tinha um erro numa sondagem da Intercampus e outro numa sondagem Aximage. Agradeço a Fernando Pereira Bastos. Acrescento também que as sondagens da Aximage têm sido apresentadas sem distribuir indecisos. Para tornar os seus resultados comparáveis com os das restantes, tratei os indecisos como abstencionistas.

by Pedro Magalhães

O que acontece quando se proíbe a publicação de sondagens durante a campanha?

Posted May 28th, 2011 at 4:28 pm4 Comments

Em Itália, as sondagens são proibidas a partir de duas semanas antes do dia das eleições. Mas neste fim de semana há eleições locais, incluindo em Milão. Como fazer? Assim:


Ed ecco a voi le ultimissime corse clandestine. Come al solito  i nostri osservatori vogliono rimanere segreti (il perché è facilmente capibile da chi è pratico dell meccanismo delle corse clandestine). Vi assicuro, però, che sono stati tra gli osservatori più precisi nello scorso turno (se non i migliori).

Ma ecco i risultati!


 milano (davanti a 64 mila spettatori)

ferrari 54 km (-1 km)
 red bull 46 km (+1 km)


napoli ( davanti a 58 mila spettatori)

toro rosso 51 km (-1 km)
red bull 49 km (+1 km)


 cagliari (davanti a 59 mila spettatori)
ferrari 52 km (-1 km)
 red bull 48 km (+1 km)

Obrigado ao Goffredo Adinolfi pela dica.

by Pedro Magalhães