Pedro Magalhães

Margens de Erro

Twitosfera: desde 29 de Abril

Posted May 22nd, 2011 at 11:49 pm4 Comments




































































by Pedro Magalhães

CESOP/Católica, 21 Maio, N=659, Tel.

Posted May 21st, 2011 at 6:44 pm4 Comments

Quem esteve melhor no debate?
Passos Coelho: 46,4%
José Sócrates: 33,9%
Empate: 12,7%
Ns/Nr: 7%

O debate contribuiu para definir o seu sentido de voto?
Não: 59,3%
Pouco: 8,6%
Contribuiu ou contribuiu muito: 32%

Quem apresentou as melhores propostas...
Para relançar a economia?
PPC: 50,5%
JS: 25,3%
Ns/Nr: 24,1%

Na saúde?

PPC: 44,6%
JS: 32,2%
Ns/Nr: 23,2%


Para melhorar a vida dos portugueses?
PPC: 47,8%
JS: 23,1%
Ns/Nr: 29,1%


Algumas notas:
- Casas decimais? Ora bolas.
- O universo é o dos eleitores no Continente que viram o debate.
- Tudo isto é interessante, mas mais interessante ainda seria ter cruzamentos disto com identificação partidária, posição ideológica, intenção de votar e intenção de voto. Pode ser que lá estejam quando formos ver o depósito na ERC.
- Esta sondagem devia ter mais destaque noticioso. É raro - e muito difícil - fazer trabalhos destes.

by Pedro Magalhães

Twitosfera: das 19h do dia 20 até às 7h do dia 21

Posted May 21st, 2011 at 8:17 am4 Comments

by Pedro Magalhães

A situação

Posted May 21st, 2011 at 12:43 am4 Comments

Das oito sondagens (com amostras independentes) conduzidas em Maio, temos como média:

PSD: 35,5%
PS: 33,8%
CDS-PP: 11,5%
CDU: 7,9%
BE: 6,2%

Dito isto, importa não esquecer que o conjunto de todas estas sondagens de Maio representa já uma "amostra" de quase 8000 pessoas e que, desse ponto de vista, poder-se-ia dizer, sob certos pressupostos, que a vantagem do PSD é pequena mas estatisticamente significativa.

by Pedro Magalhães

Mais gráficos

Posted May 21st, 2011 at 12:20 am4 Comments

Chamaram-me muito a atenção comentários que, baseados no gráfico anterior, se referiram a "tendências" e projecções na base dessas tendências. Peço muito cuidado com esse tipo de raciocínio. O gráfico que tenho vindo a apresentar resulta de uma escolha inicial que, não sendo completamente arbitrária (quis que fosse bastante sensível a eventos recentes), não tem nenhum fundamento "absoluto". E a partir dessa escolha inicial tenho apenas sido consistente. Mas reparem no que sucede se eu passar a largura de banda para o smoother de 10% para 20% (ou seja, aumentando as observações recentes que são tomadas em conta):

Já parece algo diferente, correcto? Eu sei que há uma bibliografia sobre selecção de largura de banda para smoothers, mas sinceramente não tenho competência suficiente para isso. Se alguém estiver a ler isto e tenha ideias sobre o assunto por favor diga.

by Pedro Magalhães

Gráfico actualizado

Posted May 20th, 2011 at 11:54 pm4 Comments

by Pedro Magalhães

Aximage, 14-18 Maio, N=750, Tel.

Posted May 20th, 2011 at 11:41 pm4 Comments

PSD: 31,1%
PS: 29,5%
CDS-PP: 12,9%
CDU: 7,3%
BE: 5,2%
Indecisos: 8,3%

Aqui. O que acontece se tratarmos os indecisos como abstencionistas, assim tornando os resultados desta sondagem comparáveis com resultados eleitorais e das restantes sondagens?

PSD: 33,9% (=)
PS: 32,2% (+1,7)
CDS-PP: 14,1% (+2,0)
CDU: 8,0% (-2,0)
BE: 5,7% (-2,6)

by Pedro Magalhães

Intercampus, 14-19 Maio, N=1018, Tel.

Posted May 20th, 2011 at 8:05 pm4 Comments

PSD: 35,7% (+1,8)
PS: 34,1% (-2,7)
CDS-PP: 12,8% (-0,6)
CDU: 7,5% (+0,1)
BE: 6,8% (+0,8)

Aqui. A comparação é feita com a sondagem cujo trabalho de campo terminou dia 12 de Maio.

by Pedro Magalhães

Um comentário

Posted May 20th, 2011 at 3:23 pm4 Comments

"O programa Opinião Pública desta tarde na SIC Notícias, está a perguntar aos tele-espectadores se acreditam na possibilidade de "empate técnico" nas eleições 'tal como apontam as sondagens'."


Acrescento apenas que, apesar deste fascinante tema não receber suficiente atenção no debate público em Portugal, há pelo menos um importante precedente.

by Pedro Magalhães

As "tracking polls"

Posted May 20th, 2011 at 11:37 am4 Comments

Com as sondagens feitas pela Intercampus para a TVI e o Público e com o que está previsto a partir da próxima semana por parte da Eurosondagem para a SIC e o Expresso, a questão do que é uma "tracking poll" volta a levantar-se. Uma boa maneira de começar a perceber bem do que se trata é ler esta nota da CNN sobre o assunto. Mas deixem-me que cite a melhor fonte sobre o tema para este efeito, o muito útil e acessível The Voter's Guide to Election Polls de Michael Traugott e Paul Lavrakas (p. 17, 2ª edição, 2000, tradução minha):

"As tracking polls usam diferentes técnicas metodológicas para produzir estimativas diárias durante as últimas duas a quatro semanas da campanha. Por exemplo, pequenas amostras de inquiridos podem ser contactadas via telefone todos os dias e sujeitos a breves séries de questões. Em si mesmas, estas amostras diárias de 100 a 200 entrevistas são demasiado pequenas para fornecer estimativas precisas do apoio a este ou aquele candidato ou da vantagem de um candidato sobre outro. Logo, as empresas de sondagens facultam médias 'rolantes' de três dias consecutivos de entrevistas para fornecer as estimativas. Assim, entrevistas conduzidas numa 2ª feira em Outubro contribuem para a produção de estimativas de períodos de três dias cobrindo Sábado-Domingo-2ª feira, Domingo-2ª feira- 3ª feira, e 2ª feira-3ªfeira-4ª feira, por exemplo.

Cada uma destas estimativas acaba assim por ser baseada em 500 a 600 entrevistas, agregadas ao longo destes períodos de três dias. Se o candidato A era apoiado por 49% da amostra no Sábado (baseado em 200 entrevistas), 45% da amostra no Domingo (baseado noutras 200 entrevistas) e 47% da amostra na 2ª feira (baseado em 200 entrevistas), o apoio médio para este período, divulgado na 3ª feira, seria 47% (baseado num total de 600 entrevistas)."

Traugott e Lavrakas explicam depois alguns dos problemas que algumas tracking polls podem ter (pp. 17-18):

- como são sondagens feitas numa única noite, podem não empregar os mesmos procedimentos para tentar recontactar os inquiridos quando não foi possível inquiri-los nessa noite;
- algumas empresas, para apressarem o trabalho, não escolhem os inquiridos aleatoriamente;

Eu acrescento:

- estes problemas apontados por Traugott e Lavrakas são problemas potenciais e habituais nos Estados Unidos, não significando isso que sejam problemas intrínsecos às tracking polls;
- o exemplo que dão não reflecte exactamente o que fazem aqui a Intercampus e fará a Eurosondagem, tendo números e períodos temporais diferentes. Mas o princípio é o mesmo;
- as tracking polls devem ser lidas com especial cuidado: se bem que tenham a vantagem de produzir informação diária que pode ser lida como indicando tendências, essas flutuações de dia para dia podem acabar por ser "sobre-interpretadas" como resultantes deste ou daquele facto, quando na realidade podem carecer de qualquer significância estatística.

Em estéreo com o Escrita Política da TSF.

by Pedro Magalhães