Pedro Magalhães

Margens de Erro

As últimas 4 sondagens de 4 empresas diferentes

Posted April 11th, 2011 at 10:45 pm4 Comments

PSD: [36,8% - 37,3% - 38,7% - 39%] – amplitude: 2,2 p.p.
PS: [30,1% - 30,4% - 33% - 33,1%] – amplitude: 3 p.p.
CDS-PP: [7% - 9,4% - 10,7% - 11,4%] – amplitude: 4,4 p.p.
CDU: [8% - 8,1% - 8,4% - 9%] – amplitude: 1 p.p.
BE: [6% - 6,9% - 7,6% - 7,7%] – amplitude: 1,7 p.p.

Vantagem PSD sobre PS:

Eurosondagem: +6,9 pontos
Aximage: +6,7 pontos
CESOP/Católica: +6 pontos
Intercampus: +5,6 pontos

Não incluo a última da Marktest pelo simples facto de ser anterior à demissão do governo. Num post anterior, sugeri que a admissão da necessidade financiamento externo poderia afectar o PS. Mas a última sondagem da Intercampus, cujo trabalho de campo começou já depois, não mostra nem vislumbre disso.

by Pedro Magalhães

As últimas 4 sondagens de 4 empresas diferentes

Posted April 11th, 2011 at 10:32 pm4 Comments

by Pedro Magalhães

Intercampus, 8-10 Abril, N=805, Tel

Posted April 11th, 2011 at 10:27 pm4 Comments

PSD: 38,7% (-3,5)
PS: 33,1% (+0,3)
CDS: 9,4% (+0,7)
CDU: 8,1% (+1,0)
BE: 7,6% (-0,3)

Aqui.

Projectando deputados com swing proporcional (explicado aqui) temos:

PSD: 102
PS: 82
CDS: 17
CDU: 15
BE: 14

Mas atenção que o exercício tem muitas limitações.

by Pedro Magalhães

Portugal, caso não saibam, é isto

Posted April 9th, 2011 at 12:38 am4 Comments

Na BBC:













Na AFP:














No LA Times:

















Na Aljazeera:
















No Spiegel:












No New York Times:













Na Reuters:














Na MSN:

by Pedro Magalhães

Um livro

Posted April 8th, 2011 at 8:29 pm4 Comments




















Uma das leituras que mais me impressionou nos últimos tempos foi a deste livro: The Institutional Foundations of Public Policy in Argentina, de Pablo Spiller e Mariano Tommasi. Este livro é sobre aquilo a que os autores chamam as outer features, os "atributos exteriores", das políticas públicas. Independentemente de serem de "esquerda" ou de "direita", mais ou menos proteccionistas destes ou daqueles sectores, redistributivas ou não (as inner features), há atributos que todas as "boas" políticas públicas têm: estabilidade, para serem credíveis e darem aos agentes económicos horizontes longos de actuação; adaptabilidade, para permitirem reacções a choques económicos ou mudanças tecnológicas; coerência, garantindo articulação entre diferentes agências do estado; aplicabilidade, susceptíveis de recolher o assentimento de interesses e actores capazes de, na prática, subverter a implementação das medidas; e uma característica um pouco mais evanescente, a que os autores chamam intertemporal technical glue: a existência de arenas - no governo, nos partidos, na administração, em think tanks, etc. - onde conhecimento científico é incorporado nas políticas públicas, contribuindo assim para todos os objectivos anteriores (estabilidade, adaptabilidade, coerência e aplicabilidade).

O livro é uma demonstração do que sucede quanto tudo isto está ausente. É também uma investigação sobre o que  leva  a essa ausência: partidos políticos com horizontes temporais de muito curto prazo, exclusivamente motivados por benefícios em termos de cargos e votos, e ausência de instituições capazes de mudar essa estrutura de incentivos. Estes partidos são incapazes de chegar a acordos políticos intertemporais que garantam que a alternância não tenha de significar uma mudança radical de políticas. E são igualmente incapazes de cooperar para que se possa responder a novas circunstâncias económicas com mudanças de políticas que não sirvam para fins exclusivos de oportunismo eleitoral. Nestes contextos, os interesses sociais - empresas e sindicatos - acabam por ser contaminados e por seguir também estratégias não-cooperativas de maximização de benefícios de curto-prazo. O resultado? O default argentino de 2001, uma das motivações iniciais por detrás da escrita deste estudo.

Vale muito a pena ler este livro. Sendo motivado pelo caso argentino, é também, parece-me, um belo retrato daquilo que nos trouxe ao ponto a que chegámos em Portugal.

P.S.- Podem ler um excerto aqui. Um paper que antecipa as ideias fundamentais aqui.

by Pedro Magalhães

Alemanha

Posted April 7th, 2011 at 6:24 pm4 Comments

















Via @bossito.


Bem, esta sondagem é um pouco desviante em relação às outras. Mas é sempre surpreendente ver uma coisa destas.

by Pedro Magalhães

House effects are in da house

Posted April 7th, 2011 at 12:20 pm4 Comments

Confrontando os resultados das últimas 4 sondagens com a estimação dos house effects, baseada em todas as sondagens desde 2005, é muito interessante verificar as regularidades:

1. PSD: obtém os melhores resultados com o CESOP e a Intercampus, o que corresponde ao que se deveria esperar na base da estimação dos house effects.

2. PS: obtém os melhores resultados com o CESOP e a Intercampus. Intercampus confirma house effect, mas aqui esperaríamos a Eurosondagem acima do CESOP. Mas isto pode reflectir mudança ao longo do tempo.

3. CDS-PP: obtém os melhores resultados com Aximage e Eurosondagem. Check.

4. CDU: obtém os melhores resultados com a Aximage e a Eurosondagem. Aximage check, mas esperaríamos que Intercampus desse melhor. Mas as diferenças são pequenas.

5. BE: obtém os melhores resultados com Eurosondagem e Intercampus. Intercampus confirma.

Queria relembrar que os house effects estimados não apontam para quem esteja a medir melhor cada partido. Apontam apenas para o facto de haver diferenças sistemáticas entre os institutos, tal como existem em qualquer sítio do mundo onde se façam sondagens.

P.S. - A Marktest pode vir baralhar isto um bocado. Aguardemos...

by Pedro Magalhães

Gráfico actualizado

Posted April 7th, 2011 at 10:02 am4 Comments






















Já inclui as sondagens da Aximage e do CESOP/Católica. Mas ouçam: como me comentavam  no Twitter, as sondagens andam com um prazo de validade baixo. O que se passou ontem pode ter consequências. Tudo depende, mais uma vez, de quem aparece como tendo tido "a culpa".

Não excluo que, para o PS e para o governo, resistir à ajuda externa possa ter resultado da convicção de que essa ajuda seria uma coisa negativa. Mas a verdade é que ter resistido até às eleições teria produzido um outro efeito "benéfico": obrigar a que fosse um futuro governo PSD ou PSD/CDS a trazer o FMI para dentro de casa. Mas isso perdeu-se ontem: foi este Governo que o trouxe. Pode argumentar que foi obrigado a fazê-lo devido à actuação da oposição e do Presidente, claro. Mas o que a sondagem da Católica mostra é que uma maioria relativa clara coloca as culpas no governo caso fosse necessária intervenção externa. Não num qualquer futuro governo, mas neste. Logo, a questão que se segue para as próximas sondagens é perceber o efeito disto.

by Pedro Magalhães

Prazo de validade

Posted April 7th, 2011 at 9:37 am4 Comments

Alguém me comen

by Pedro Magalhães

Sondagens pós-demissão

Posted April 6th, 2011 at 7:28 pm4 Comments

PSD: [36,8% - 37,3% - 39% - 42,2%] – amplitude: 5,4 p.p.
PS: [30,1% - 30,4% - 32,8% - 33%] – amplitude: 2,9 p.p.
CDS-PP: [7% - 8,7% - 10,7% - 11,4%] – amplitude: 4,4 p.p.
CDU: [7,1% - 8% - 8,4% - 9%] – amplitude: 1,9 p.p.
BE: [6% - 6,9% - 7,7% - 7,9%] – amplitude: 1,9 p.p.

Surpreendidos que a maior incerteza esteja na estimação dos resultados do PSD e do CDS?

by Pedro Magalhães