Pedro Magalhães

Margens de Erro

Prazo de validade

Posted April 7th, 2011 at 9:37 am4 Comments

Alguém me comen

by Pedro Magalhães

Sondagens pós-demissão

Posted April 6th, 2011 at 7:28 pm4 Comments

PSD: [36,8% - 37,3% - 39% - 42,2%] – amplitude: 5,4 p.p.
PS: [30,1% - 30,4% - 32,8% - 33%] – amplitude: 2,9 p.p.
CDS-PP: [7% - 8,7% - 10,7% - 11,4%] – amplitude: 4,4 p.p.
CDU: [7,1% - 8% - 8,4% - 9%] – amplitude: 1,9 p.p.
BE: [6% - 6,9% - 7,7% - 7,9%] – amplitude: 1,9 p.p.

Surpreendidos que a maior incerteza esteja na estimação dos resultados do PSD e do CDS?

by Pedro Magalhães

CESOP/Católica, 2-3 Abril, N=1288, Presencial

Posted April 6th, 2011 at 7:25 pm4 Comments

PSD: 39%
PS: 33%
CDU: 8%
CDS: 7%
BE: 6%
OBN: 7%

Aqui.

by Pedro Magalhães

Desculpem, mas esta era boa demais para ficar apenas no Twitter

Posted April 6th, 2011 at 11:49 am4 Comments

by Pedro Magalhães

Mais exercícios

Posted April 5th, 2011 at 3:21 pm4 Comments

Imaginem que têm à vossa frente, numa folha de Excel, os resultados das eleições de 2009, por distrito, assim como os resultados nacionais. Um exercício muito simples que se pode fazer na base disto é supor que uma mudança dos resultados a nível nacional se repercute de forma homogénea por todos os distritos. Há países onde o sistema de partidos de encontra muito "nacionalizado" deste ponto de vista, e outros em que isso não é verdade. Portugal parece, contudo, ter um nível de "nacionalização dinâmica" comparativamente elevado. O que nos deixa um pouco menos inquietos em relação à pressuposição inicial.

O que quer dizer "repercutir de forma homogénea"? No Reino Unido usou-se muito a ideia do uniform swing: se os Trabalhistas descerem 10 pontos a nível nacional, isso significa que desceram 10 pontos em cada distrito. O problema é se há distritos em que os Trabalhistas têm menos de 10% dos votos: ficam com votação negativa? A alternativa mais comum é o proportional swing: se os Trabalhistas têm 10% num determinado círculo e descem de 50% para 40% a nível nacional, não descem 10 pontos no círculo (ficando com 0% dos votos). Descem 20% (não 20 pontos). Por outras palavras, ficam com 8% dos votos nesse círculo onde antes tinham 10%.

Imaginem que pegamos nos resultados nacionais de 2009, nos resultados por distrito de 2009 e na última sondagem da Aximage e presumimos que há um swing nos distritos para todos os partidos proporcional ao swing nacional. Como ficaria o parlamento? Assim:


PSD: 36,8% (102 deputados)
PS: 30,1% (77 deputados)
CDS-PP: 11,4% (22 deputados)
CDU: 9,0% (17 deputados)
BE: 6,9% (12 deputados)

by Pedro Magalhães

Aliança PCP/PEV/BE?

Posted April 5th, 2011 at 1:22 pm4 Comments

Nas eleições de 2009, BE e CDU conquistaram, respectivamente, 16 e 15 assentos parlamentares, num total de 31. Imaginem que, em 2009, BE e CDU tinham feito listas conjuntas e conquistavam, em cada círculo, a soma exacta dos votos obtidos pelas duas listas, sem alterações para os restantes partidos. Quantos deputados teria eleito essa lista conjunta?

A resposta é 39, 8 deputados a mais em relação ao que realmente sucedeu em 2009. 4 seriam roubados ao PS (em Viana, Viseu, Setúbal e Beja ),  3 ao PSD (em Aveiro, Coimbra e Faro) e 1 ao CDS-PP (no Porto).

P.S.- Obrigado pelas correcções. Tenho estado a confiar numa macro que tem um problema que, neste caso, deu nisto. Vou corrigir.
P.P.S.- Mergulhando mais no assunto, parece que afinal estava tudo bem com a análise anterior: Porto 2009; Porto 2009 com votos de BE e PCP-PEV somados. Mas vejam lá.

by Pedro Magalhães

A última sondagem da Aximage

Posted April 5th, 2011 at 11:02 am4 Comments

Amavelmente, a Aximage mandou-me os dados completos da última sondagem enquanto o depósito não aparece na ERC. Aqui vai. Entre parêntesis, evolução em relação à sondagem anterior (Março) da mesma empresa:

PSD: 34,8% (-3,1)
PS: 28,4% (+0,5)
CDS-PP: 10,8% (+1,9)
CDU: 8,5% (-2,2)
BE: 6,5% (=)
OBN: 5,5% (+0,4)
Indecisos: 5,5% (+2,5)

Se quisermos tornar estes resultados comparáveis com resultados eleitorais, temos de fazer qualquer coisa aos indecisos. A opção aqui é a mais simples: tratá-los como abstencionistas (opção da minha responsabilidade, e não da Aximage):


PSD: 36,8% (-2,2)
PS: 30,1% (+1,3)
CDS-PP: 11,4% (+2,3)
CDU: 9,0% (-2,0)
BE: 6,9% (+0,2)
OBN: 5,8% (+0,6)

Espero que esteja tudo certo, mas se detectarem erros digam. Como já disse, creio que é cedo para tirarmos conclusões sobre a forma como as atitudes das pessoas podem ou não ter mudado depois do chumbo do PEC e da demissão do governo. Uma sondagem é só uma sondagem. Mas há outro resultado aqui que não é favorável para o PSD: uma queda acentuada da avaliação de Pedro Passos Coelho (de 10,9 em média de 0 a 20 para 8,5). Mas temos de esperar por mais estudos para começar a ficar com uma imagem mais clara.

by Pedro Magalhães

House effects

Posted April 4th, 2011 at 3:31 pm4 Comments

Um dos gráficos anteriores mostra a evolução das intenções de voto em cada partido, de um mês para outro, quando controlamos o facto de cada sondagem ter sido feita por uma empresa diferente. Por outras palavras, estima-se um valor para cada mês através de uma regressão sem constante que tem variáveis mudas identificando cada empresa e cada mês, mantendo uma das empresas como categoria de referência (neste caso, a Eurosondagem, por ser a que divulgou mais estudos). Isto faz sentido apenas na medida em que queiramos ter uma ideia da evolução ao longo do tempo sem estarmos dependentes do facto de diferentes empresas fazerem estudos em momentos e em quantidades diferentes, e tomando em conta o facto conhecido de que, pelo conjunto de escolhas técnicas e práticas que adoptam, cada empresa poder ter uma tendência para valorizar mais uns partidos e desvalorizar outros.

Um dos outputs interessantes desta análise mostra-nos que tendências são essas para cada empresa. Os gráficos seguintes mostram os house effects de cada empresa em relação a cada partido em comparação com a Eurosondagem. É muito importante perceber o que isto diz. Estes gráficos não mostram que esta ou aquela empresa subvaloriza ou sobrevaloriza cada partido em comparação com a "realidade". Eles não fazem a mais pequena ideia do que poderá ser a "realidade". Eles comparam os resultados obtidos por quatro empresas em comparação com uma outra empresa, escolhida apenas por ser aquela que tem mais sondagens feitas. E eles não sugerem que há enviesamentos deliberados, mas apenas que pode haver uma relação entre procedimentos adoptados e os resultados que se estimam para cada partido, independentemente do momento em que as sondagens foram feitas. As linhas de erro representam intervalos de confiança de 95%





by Pedro Magalhães

Sondagens: ponto de situação

Posted April 4th, 2011 at 1:40 pm4 Comments

O primeiro gráfico é o habitual, mostrando todas as sondagens de intenção de voto desde 2005 até ao momento e um smoother de 25% (a última sondagem da Aximage não está incluída, à espera de que possa fazer uma redistribuição de indecisos na base da informação no depósito na ERC):



De Janeiro de 2010 até agora, um zoom sobre PS e PSD e smoother mais sensível (10%). A linha vertical a tracejado é a demissão de Sócrates, mostrando como é fútil tentar, neste momento, detectar mudanças posteriores.


















Novo zoom, desta vez sobre CDS-PP, CDU e BE.



















Finalmente, os resultados por mês controlando "house effects":

by Pedro Magalhães

E assinar a Visão? É certo que tem o Gonçalo M. Tavares e o RAP, mas…

Posted April 3rd, 2011 at 7:50 pm4 Comments