Pedro Magalhães

Margens de Erro

Mais uma vez

Posted January 18th, 2011 at 8:42 am4 Comments

Anxo Luxilde, jornalista do La Vanguardia, cita-me como sendo "director de los sondeos de la Universidad Católica". Mas não: no fim de 2009, o meu mandato chegou ao fim, e solicitei que não fosse renovado. Agora estou no ICS em exclusividade. O novo - enfim, há cerca de um ano - director do CESOP é Rogério Santos.

by Pedro Magalhães

Eurosondagem, 5-11 Jan, N=1010, Tel.

Posted January 16th, 2011 at 7:36 pm4 Comments

PSD: 37,3%
PS: 29,6%
CDS-PP: 10,1%
BE: 9,0%
CDU: 8,8%

Aqui.

by Pedro Magalhães

Insónias

Posted January 12th, 2011 at 4:12 am4 Comments

Ainda se lembram dos resultados das últimas sondagens nas eleições presidenciais de 2001? Não? Então vejam com muita atenção.

by Pedro Magalhães

Uma conferência

Posted January 12th, 2011 at 1:33 am4 Comments

Estive hoje numa conferência sobre Matemática e Eleições. Fui falar sobre sondagens. Estavam mais de 100 pessoas na assistência. Falei de erro amostral e outros tipos de erro, de cobertura, de "não-contacto" e "não-resposta".

Muitas perguntas. Perguntaram-se se o erro amostral é afectado pela dimensão da população sobre a qual estamos a fazer inferências. Se a abstenção afecta a diferença entre as intenções de voto e os resultados, e como e porquê. Em que medida os dados do recenseamento da população são úteis para quem faz sondagens. Se sempre é verdade que as sondagens subestimam sistematicamente o CDS e, se sim, por que será. O que se faz para corrigir distorções entre a composição das amostras e aquilo que julgamos saber sobre a população? E se nós sabemos as fontes de erro "não-amostral", o que podemos fazer para as contrariar? E porque não fazemos mais e melhor?

Quem me fez estas e outras perguntas foram alunos de 15 e 16 anos do Colégio Paulo VI, em Gondomar. Não é só as perguntas terem sido boas. Foram todas curtas, muito incisivas, feitas por pessoas que perguntam porque, simplesmente, querem saber. Nada do que sucede normalmente nas conferências em Portugal ("Bem, a minha pergunta não é bem uma pergunta, é um comentário," etc). Em suma, continuo optimista.

by Pedro Magalhães

Presidenciais

Posted January 10th, 2011 at 11:24 am4 Comments



















Acrescentei os resultados das últimas sondagens Intercampus e Marktest. Corrigi os resultados das anteriores sondagens Intercampus, porque não me tinha dado conta de que, anteriormente, tinham apresentado projecções incluindo brancos e nulos no total. E acrescentei uma sondagem da Aximage de Junho passado.

by Pedro Magalhães

Margens de Erro

Posted January 9th, 2011 at 8:47 am4 Comments

by Pedro Magalhães

Aximage, 3-6 Jan., N=600, Tel.

Posted January 8th, 2011 at 11:24 pm4 Comments

Cavaco Silva: 57,1%
Manuel Alegre: 20,8%
Fernando Nobre: 8,7%
Francisco Lopes: ?
Defensor de Moura: 3,1%
José Manuel Coelho: ?

Aqui.

by Pedro Magalhães

Intercampus, 3-6 Janeiro, N=1002, Presencial

Posted January 8th, 2011 at 12:14 am4 Comments

Cavaco Silva: 60,1%
Manuel Alegre: 25,3%
Francisco Lopes: 6,3%
Fernando Nobre: 4,2%
Defensor de Moura: 2,5%
José Manuel Coelho: 1,6%

Aqui. O total é 98,4%. Suponho que o resto são votos em branco, que não são contabilizados para apuramento final. A notícia fala de uma queda de 6,9 pontos para Cavaco. Notem que a anterior sondagem da Intercampus era, ao contrário desta, telefónica. É só uma sondagem. Há erro amostral. Etc. Mas não tenho ilusões nenhumas: toda a gente vai dizer que isto é um efeito do BPN.

P.S.- Se olharem para a sondagem anterior, vão ver Cavaco com 64,3 e talvez pareça estranho que se fale numa queda de 6,9. Mas os resultados da sondagem anterior foram apresentados com percentagens calculadas em relação ao total de votos válidos + em branco. Redistribuídos, Cavaco ficava com 67, e daí a queda de 6,9 para a sondagem de hoje.

by Pedro Magalhães

Inquérito ao Emprego passa a ser telefónico

Posted January 4th, 2011 at 11:22 am4 Comments

Acho a notícia de hoje sobre a mudança do modo de aplicação do Inquérito ao Emprego muito interessante, pelo menos de dois pontos de vista. O primeiro é que nos ajuda a perceber que, manifestamente, muitas pessoas não perdem tempo a pensar de onde vem a esmagadora maioria da informação das estatísticas nacionais. Por exemplo, hoje, a TSF anunciava que o BE iria pedir esclarecimentos sobre a mudança, anunciando que "as estatísticas nacionais não podem ser sondagens". Não podem? Mas é precisamente isso que são. Com excepção da informação que resulta dos recenseamentos da população, a maior parte das estatísticas nacionais, em qualquer país do mundo, resultam, precisamente, de inquéritos amostrais, ou seja, de sondagens (ver aqui a forma como o Inquérito ao Emprego vinha sendo conduzido até agora). Se devem ser presenciais, telefónicas ou online é algo que se pode discutir longamente,  e é óbvio que são feitas com recursos e tempo muitíssimo maiores que qualquer sondagem para a comunicação social. Mas são, no fundamental, sondagens, quer lhes queiramos chamar isso ou outra coisa qualquer.

O segundo ponto interessante é que, por isso mesmo, o INE talvez devesse ter sido capaz de prever que a súbita "recordação" desse simples facto poderia ser acompanhada de suspeitas e acusações várias, mesmo que completamente descabeladas. Uma das coisas que se diz na nota informativa do INE (descarregar aqui) é que a decisão de passagem para inquérito telefónico foi tomada em 2008 e que os trabalhos para a execução do “Projecto para o planeamento, concepção, preparação e implementação da entrevista telefónica no Inquérito ao Emprego (...) "decorreram desde então com grande intensidade". Houve um "trabalho rigoroso e intenso de planeamento, investigação, concepção e preparação" e foi realizado um "um conjunto vasto de testes estatísticos para medir o impacto das alterações a introduzir". Óptimo. Mas se é assim, por que razão "a descrição detalhada do processo de transição para o modo de recolha telefónico, bem como dos impactos nas estimativas a publicar no 1º trimestre de 2011 e nos conteúdos informacionais objecto de difusão, constarão de documento metodológico a disponibilizar oportunamente"' Haverá momento mais oportuno do que este? Se houve tanta preparação e investigação, não teria sido melhor divulgar os seus resultados agora? Acompanhar este anúncio com documentação metodológica detalhada seria a melhor maneira de fazer que esta mudança no modo de aplicação do inquérito fosse melhor compreendida. Assim, temos confusão desnecessária. Estou a ver mal?

by Pedro Magalhães

Presidenciais

Posted December 28th, 2010 at 1:05 pm4 Comments

by Pedro Magalhães