Pedro Magalhães

Margens de Erro

Política comparada

Posted February 15th, 2010 at 12:52 pm4 Comments

Aqui há uns anos, o Primeiro Ministro da Hungria, Ferenc Gyurcsány, foi apanhado numa gravação a admitir a outros membros do partido que "temos andando a mentir nos últimos dois anos". Seguiram-se motins. Gyurcsány, contudo, aguentou mais três anos no poder, até Março de 2009. Agora vêm eleições. O partido de Gyurcsány, o MSZP, tinha conseguido mais de 40% dos votos nas eleições anteriores, em 2006. Agora, a um mês das eleições, as sondagens dão-lhes 22%. E tendo em conta o sistema eleitoral húngaro, o MSZP arrisca-se a ser praticamente eliminado do parlamento e a dar 2/3 dos assentos ao FIDESZ.

by Pedro Magalhães

Mais um de mil exemplos possíveis dos efeitos da linguagem das perguntas nos resultados de uma sondagem

Posted February 12th, 2010 at 6:33 pm4 Comments


Aqui, via Marginal Revolution.

by Pedro Magalhães

Eurosondagem, 4-9 Fevereiro, N=1025, tel.

Posted February 12th, 2010 at 12:33 pm4 Comments

Resultados aqui. A frase que retenho da notícia, e que diz muito sobre como os números nunca são apenas os números numa notícia sobre sondagens: "por caricato que possa parecer, a popularidade dos agentes políticos e judiciais mantém-se este mês intacta", escreve-se.

by Pedro Magalhães

Alguns gráficos do Trocas de Opinião

Posted February 9th, 2010 at 10:58 am4 Comments

Médias móveis das últimas 20 transacções, ponderado o número de títulos transaccionados, desde o início da vigência do contrato até hoje:

1. Paulo Rangel próximo Presidente do PSD? (início a 12-10-2009):


2. Pedro Passos Coelho próximo Presidente do PSD? (início a 12-10-2009):


3. Governo cai antes de Setembro de 2010 (início a 2-10-2009):


4.Défice vai ficar acima dos 8% (início a 17-11-2009):


5. Cavaco Silva recandidata-se à Presidência (início a 2-10-2009):

by Pedro Magalhães

Posted February 8th, 2010 at 12:31 pm4 Comments

Por várias razões pessoais e profissionais, não tenho seguido o dia-a-dia da política portuguesa com muito detalhe, e isto inclui a recente controvérsia das escutas e do "plano para controlar a comunicação social" que estaria a ser congeminado por José Sócrates

by Pedro Magalhães

Aximage, 2-5 Fev., N=600, Tel.

Posted February 7th, 2010 at 11:12 pm4 Comments

Detalhes aqui. Apesar da notícia destacar a má avaliação de José Sócrates, aqui não há surpresas. Nesta sondagem, de 0 a 20, a avaliação média do PM é de 8,3. Em Janeiro, era 9,2. Em Dezembro, 10,3. Em Novembro, 11,3. Em Outubro, 12,1. Desde as eleições, Sócrates perde praticamente um ponto por mês. Mais certinho era difícil.

Já nas intenções de voto parece haver ainda menos novidades. Há quem possa achar isto intrigante, tendo em conta a descida do PM. Mas vale a pena lembrar que Manuela Ferreira Leite tem sido ainda pior avaliada do que José Sócrates nas sondagens anteriores da Aximage e que, na sondagem da Marktest (não tenho dados comparáveis da Aximage), é o único caso em que um líder partidário é avaliado de forma predominantemente negativa pelos próprios eleitores do partido.

by Pedro Magalhães

Notas sobre alguns resultados da última sondagem Marktest

Posted February 4th, 2010 at 6:58 pm4 Comments

Há dias falei aqui da última sondagem da Marktest. Olhando para as tabelas de contingência com calma, alguns dados interessantes:

1. 25% dos eleitores do PS classificam a actuação de Cavaco Silva como "negativa". Valor é igual ao de Novembro mas mais alto que em Setembro passado, e o mais alto de sempre.

2. 80% dos eleitores do PS avaliam a actuação de José Sócrates como "positiva"; 80% dos eleitores do PSD avaliam a actuação de José Sócrates como "negativa". Estamos quase tão polarizados como nos Estados Unidos (ver aqui e aqui).

3. 50% dos eleitores do PSD avaliam negativamente a actuação de Manuela Ferreira Leite, contra 35% que a avaliam positivamente.

Naturalmente, a margem de erro associada a estas estimativas é superior à da amostra em geral.

by Pedro Magalhães

"Waking up in the poll booth"

Posted February 3rd, 2010 at 2:38 pm4 Comments

No número de Dezembro de 2009 da Perspectives on Politics, que só agora recebi em papel, vem um artigo muito interessante para quem faz e consome sondagens, de Robert E. Goodin e James Mahmud Rice. Goodin e Rice mostram, usando inquéritos em painel - onde o mesmo grupo de pessoas é seguido antes, durante e depois da campanha eleitoral (ou seja, depois das eleições) - que uma parte não irrelevante dos eleitores vota de uma forma diferente daquela que revela em sondagens feitas durante a campanha, e curiosamente, mais semelhantes àquela que manifesta antes da campanha. Isto faz com que, ao contrário do que se poderia pensar, nem sempre é verdade que sondagens feitas mais próximo das eleições sejam melhores preditoras do voto. E sugere que:

"there is indeed something about the poll booth that changes the way people think. When telling an American pollster whether or not they approve of the way the president is handling his job, or even when telling a British or Australian pollster how they would vote if the election were held today, they give an off-the-top-of-their-head response. Voting, however, is serious business. For responsible voters who take their civic duty seriously, it is an occasion to pause and reflect on how good a job the incumbent really has done – not just over the last little while but over the whole period in office."

by Pedro Magalhães

Marktest, 19-23 Jan, N=803, Tel.

Posted February 2nd, 2010 at 10:59 pm4 Comments

Os resultados estão disponíveis aqui.

by Pedro Magalhães

Era bom, era.

Posted February 1st, 2010 at 11:02 am4 Comments


PhDComics, via Chart Porn.

by Pedro Magalhães