Pedro Magalhães

Margens de Erro

Lisboa. Intercampus, 28-30 Set., N=800, Tel.

Posted October 2nd, 2009 at 10:02 pm4 Comments

PS: 41,4%
PSD/CDS-PP/MPT/PPM:33,1%
CDU: 10,4%
BE: 8,3%

Aqui.

by Pedro Magalhães

Setúbal. Eurosondagem, 28-29 Set., N=510, Tel.

Posted October 2nd, 2009 at 5:14 pm4 Comments

CDU: 35,8-40% (37,9%)
PS: 27,5-31,3% (29,4%)
PSD: 14,5-17,9% (16,2%)
BE: 6,9-8,7% (7,8%)
CDS-PP: 4,4-6% (5,2%)

16,7% não responderam ou não sabem em quem votarão.

by Pedro Magalhães

Só outra gracinha

Posted October 2nd, 2009 at 4:36 pm4 Comments

Se o Trocas tivesse sido uma sondagem para as legislativas, por quanto tinha falhado? Eis as últimas cotações antes do fecho do mercado dia 27 às 19.00h de Portugal Continental:

PS: 34
PSD: 32,5
CDS-PP: 8,95
BE: 11,05
CDU: 8

O desvio absoluto médio em relação aos resultados nacionais finais foi de 1,76. Melhor que a Marktest. Não levem isto demasiado a sério (sondagens não são previsões, sondagens - incluindo Marktest - feitas a vários dias da eleição, mercados incorporam informação das sondagens, etc, etc, etc). Mas que tem uma certa graça, até tem.

by Pedro Magalhães

Autárquicas

Posted October 2nd, 2009 at 2:54 pm4 Comments

Tal como há quatro anos, a Marktest tem um dossier sobre as sondagens publicadas sobre as autárquicas. Creio que lhes faltarão algumas, mas a arrumação e apresentação são boas, como habitualmente.

(Via Beijokense)

by Pedro Magalhães

Oeiras. Eurosondagem, 29-30 Set., N=548, Tel.

Posted October 2nd, 2009 at 11:30 am4 Comments

Isaltino: 39-43,2% (ponto central: 41,1%)
PS: 21,2-25% (ponto central:23,1%)
PSD/CDS-PP/PPM: 16,9-20,7% (ponto central:18,8%)
CDU:7,2-9,4% (ponto central:8,3%)
BE:4,3-6,1% (ponto central:5,2%)
PCTP/MRPP:0,4%

A soma disto dá 96,9%, pelo que se infere que OBN=3,1%. 12,4% da amostra são NS/NR. Tudo aqui.

by Pedro Magalhães

Trocas 1.1.4

Posted October 2nd, 2009 at 9:40 am4 Comments

No Trocas de Opinião, há agora gráficos que mostram a evolução das médias móveis ponderadas para cada cotação. Sobre as cotações propriamente ditas, o que pensa o mercado?

- Que a probabilidade de Pedro Santana Lopes ganhar as autárquicas em Lisboa é muito baixa. Já houve centenas de transações deste contrato, na sua esmagadora maioria abaixo de 10, e o índice nunca ultrapassou os 10. A última cotação, no momento em que escrevo: 6,5.

- Que a probabilidade de que Rui Rio ganhe a câmara do Porto com maioria absoluta é elevada. A cotação está acima dos 70 pontos desde 30 de Setembro. Dito isto, houve um número muito grande de títulos transaccionados a valores inferiores aos 50 e só com as últimas transacções o índice começou a recuperar.

- As vitórias de Isaltino em Oeiras e Narciso em Matosinhos não são vistas como garantidas. Cotação abaixo dos 50. Mas no caso de Isaltino, a subir.

- Que a vitória de Paulo Pedroso é Almada é vista como improvável. Houve picos com transações a 40, mas descida posterior em cotações e índice. Actual cotação é 5.

- A probabilidade do PSD obter 160 câmaras (teve 156 em 2005) é baixa, apesar da cotação estar a subir. Mas contrato pouco transaccionado.

Vamos ver como e se o mercado reage quando começarem a sair as últimas sondagens antes das eleições.

P.S.- Hesitámos, mas aí vão dois contratos de longo prazo: "Cavaco Silva recandidata-se à Presidência da República em 2011?" e "Governo cai antes de Setembro de 2010?".

by Pedro Magalhães

Tableau de bord para os próximos tempos

Posted September 30th, 2009 at 1:07 pm4 Comments


Uma coisa curiosa - mas não surpreendente - é que o Barómetro da Marktest de Setembro de 2009 foi o primeiro em que 20% dos votantes no PS exprimiram uma opinião negativa sobre a actuação do PR. Nos meses anteriores, essa percentagem andou em torno ou abaixo dos 10%.

by Pedro Magalhães

De volta

Posted September 30th, 2009 at 6:41 am4 Comments

O Trocas de Opinião tem seis novos contratos: 5 sobre autárquicas e um da bola, para um total de oito. E para o dia seguinte às autárquicas há já vários outros contratos na calha, vários deles sugeridos por vós por e-mail, no Twitter e na caixa de comentários (que esta Legislatura promete vir a ser muito animada).

Novidade: não é possível ter ordens pendentes para mais de 400 contratos. Foi a maneira mais simples e rápida de tentar controlar um pouco a orgia das vendas a descoberto. Vão lá às compras e vão dizendo coisas.

by Pedro Magalhães

Rescaldo das previsões eleitorais

Posted September 28th, 2009 at 2:11 pm4 Comments


Os cientistas sociais estão habituados a explicar por que motivo erraram nas suas previsões. Quando, antes do Verão de 2008, eu e o Pedro Magalhães nos propusemos a prever os resultados das eleições legislativas de 2009, estávamos, naturalmente, preparados para que tal viesse novamente a acontecer. Esse trabalho, publicado na Ipris Verbis, teve destaque de primeira página no semanário Sol.

Uns tempos depois de escrito e publicado, as condições que nos permitiram fazer as previsões alteraram-se com a crise financeira internacional. As nossas previsões baseavam-se em dados do pós 25 de Abril e nos nossos dados nada havia de comparável a esta crise. Estávamos preparados para justificar eventuais erros nas nossas previsões com base nisso. A crise financeira internacional, que atirou o mundo para uma recessão apenas comparável à dos anos 30 do século passado, tornou estas eleições num perfeito outlier. Qualquer tiro na água seria facilmente explicado.

Mas a realidade trocou-nos as voltas. A nossa previsão resumia-se a dois números: 38% para o PS e 27% para o PSD. Valores notavelmente próximos do resultado final. Assim, em vez de explicarmos por que motivo falharam as nossas previsões, vemo-nos na peculiar contingência de ter de explicar por que motivo acertámos, apesar dmudança radical de cenário.

É um assunto que iremos explorar em trabalhos futuros, mas, à primeira vista, há duas hipóteses óbvias. A primeira hipótese, e como não podia deixar de ser, é a de que o nosso modelo de muito pouco vale e se acertámos quase em cheio tal aconteceu por mero acaso. Ou seja, a sorte explica o sucesso da previsão. Uma segunda hipótese é mais simpática. Com a crise internacional, os eleitores ficaram com dificuldades em responsabilizar os governos pelas más performances da Economia que ocorreram no último ano. Assim, quando chamados a votar, fizeram a avaliação do governo com base nos dados que havia disponíveis antes da crise. Se esta segunda hipótese estiver correcta, então não é de admirar que o nosso modelo se tenha portado tão bem, dado que usámos os dados económicos que estavam disponíveis até pouco antes da crise internacional se alastrar para Portugal.

Neste momento, e com honestidade intelectual, teremos de reconhecer que não sabemos qual das duas hipóteses estará correcta. Quando estudarmos a questão, e como acontece tantas vezes, é até provável que surja uma terceira explicação que de momento não descortinamos.


Publicado em estéreo na Destreza das Dúvidas.

by Pedro Magalhães

Alemanha

Posted September 28th, 2009 at 12:14 pm4 Comments

Uma curiosidade: resultados eleitorais e sondagens na Alemanha.



2005 tinha sido o Titanic das sondagens alemãs. Desta vez, tudo normal.

by Pedro Magalhães