Pedro Magalhães

Margens de Erro

Debate legislativas. Aximage, 12 Setembro, N=200, Tel.

Posted September 13th, 2009 at 6:28 pm4 Comments

Quem ganhou o debate?
Sócrates: 45,6%
Ferreira Leite: 30,2%
Empate: 24,2%

Intervalo de confiança a 95% (N=200)
Sócrates: 38,7%-52,5%
Ferreira Leite: 23,9%-36,5%
Empate: 18,3%-30,1%

Aqui.

by Pedro Magalhães

Legislativas. Marktest, 4-7 Setembro, N=811, Tel.

Posted September 12th, 2009 at 12:01 am4 Comments

PS: 35,3%
PSD: 32,4%
BE: 16,2%
CDU: 6,9%
CDS-PP: 5,2%
OBN: 4%

Em relação ao total da amostra, 32,4% dos inquiridos não sabe em quem votará ou não respondeu, enquanto 3% diz que não votará. Aqui.

by Pedro Magalhães

Legislativas. Eurosondagem, 6-9 Setembro, N=2025, Presencial.

Posted September 11th, 2009 at 10:38 pm4 Comments

PS: 33,6%
PSD: 32,5%
BE: 9,6%
CDU: 9,4%
CDS-PP: 8%
OBN: 6,9%

19% dos 2025 ter-se-ão manifestado indecisos. Não consigo apurar se alguns terão afirmado que não votariam ou recusado responder.

by Pedro Magalhães

Pedido de desculpa

Posted September 11th, 2009 at 7:13 am4 Comments

Dei-me conta há minutos que uma sondagem da Marktest para TSF e DE, de cujos resultados já tinha conhecimento detalhado, não foi ainda divulgada por estes órgãos de comunicação social. Infelizmente, pensando que a divulgação já tinha ocorrido, já os tinha colocado aqui. Lamento o sucedido e peço muitas desculpas a todos. Já apaguei o post.

by Pedro Magalhães

Legislativas. CESOP, 4-8 Setembro, N=1281, Pres.

Posted September 11th, 2009 at 7:09 am4 Comments

Os resultados completos podem ser consultados aqui.

P.S- E obrigado ao Eduardo por não lhes chamar "previsão" :)

by Pedro Magalhães

Heurística eleitoral

Posted September 10th, 2009 at 4:27 pm4 Comments

Diz-se muitas vezes que os eleitores recorrem a pistas simples para tomarem decisões. Em vez de analisarem programas eleitorais, recorrem à sua identificação partidária, à situação económica, ao comportamento e opiniões das pessoas que os rodeiam, etc. Aqui há uns meses, avancei a minha heurística para as próximas autárquicas em Lisboa. Mas se não tivesse essa, usava esta. A minha decisão ficaria igualmente facilitada e chegaria à mesma conclusão. De resto, a minha única curiosidade é saber o que pensa hoje Helena Roseta sobre este assunto e o que pensam os 19.740 lisboetas que nela votaram.

by Pedro Magalhães

Teaser

Posted September 10th, 2009 at 2:27 pm4 Comments

Quem quiser saber com antecedência quais vão ser os resultados as próximas legislativas tem três hipóteses:

1. Olhar para as sondagens. É a mais comum. Mas tem problemas. Por um lado, um dos fenómenos mais comuns quando se analisam as sondagens feitas antes de uma eleição é a existência de uma grande dispersão entre os resultados, mesmo tomando em conta os chamados "house effects", dispersão essa que só diminui à medida que nos aproximamos do próprio dia da eleição. Por outro lado, mesmo essa convergência entre as diferentes sondagens pode ocorrer em torno de valores que, por um enviesamento qualquer ou por fenómenos que ocorram entre o último dia de trabalho de campo e a eleição, acabam por ser diferentes do resultado eleitoral. Foi o que aconteceu, por exemplo, nas últimas europeias.

2. Uma segunda maneira de tentar prever um resultado de uma eleição é construir um modelo que contenha variáveis que se julga poderem contribuir para a explicação de um resultado. Podemos, por exemplo, presumir que a votação num determinado partido é uma função da situação da economia, do tempo em que se encontra no poder, da popularidade do primeiro-ministro, ou outra coisa qualquer que pareça teoricamente relevante e explicativo. Se testarmos esse modelo na base de informação passada e se ele parecer capaz de explicar bem a variância dos resultados e de "prever" bem cada uma das eleições passadas, basta aplicá-lo aos dados presentes e prever o futuro. Podemos também proceder a uma análise da série temporal e nela procurar, mesmo sem preocupações teóricas ou explicativas, padrões recorrentes que nos permitam inferir qual o valor dessa variável num momento posterior. No primeiro caso, estamos a usar um modelo econométrico, tal como os que são usados frequentemente nos Estados Unidos ou aquele que eu e o Luís Aguiar-Conraria fizemos para Portugal. No segundo caso, estamos a usar uma análise de séries temporais. E é cada vez mais comum combinar as duas abordagens, construindo modelos que, ao mesmo tempo, modelam factores explicativos dos resultados a par da sua ciclicidade. O problema, claro, é que, quando se trata de eleições, temos sempre poucas observações. Modelos construídos na base de poucas observações têm de ser parcimoniosos mas acabam, por isso mesmo, por estar frequentemente mal especificados. E ainda por cima, estão frequentemente limitados a prever o resultado de um dado partido (normalmente, o partido de governo).

3. A terceira abordagem consiste em usar os "mercados de previsões". Estes mercados trazem uma abordagem completamente diferente do problema. Agregam informação dispersa pelo eleitorado, dando maior peso a uma minoria de previsões particularmente informadas e introduzindo incentivos que mitigam "cheap talk" e "wishful thinking". Os Iowa Markets, por exemplo, são mercados electrónicos onde se compram e vendem contratos (com dinheiro real) que são desenhados de forma a representarem a probabilidade de vitória de um determinado candidato ou partido ou a percentagem de votos que virá a obter. Os contratos podem ser negociados em qualquer momento da sua vigência, fazendo com que as cotações representem, em cada momento, o consenso dos participantes sobre a melhor estimativa para o resultado eleitoral que o contrato representa. O desempenho dos IEM tem sido notável. Por exemplo, em 2004, em 33 das 34 semanas anteriores às eleições, o valor dos contratos para a percentagem de votos de George Bush esteve a menos de 1% de diferença daquele que veio a ser o resultado final. Desde Setembro de 2006, e quase ininterruptamente até ao dia da eleição presidencial americana em 2008, o IEM previa uma vitória do partido Democrata. Um estudo sobre todas as presidenciais desde 1988 mostra que, a longo-prazo, as cotações dos mercados electrónicos tendem a estar sempre mais perto dos resultados finais do que as sondagens realizadas nos mesmos períodos. E vários estudos mostram mesmo que não há diferenças significativas entre mercados "a dinheiro real" e mercados "fictícios" (play money), desde que, claro, a "reputação" jogue como incentivo nos segundos.

Pois é. Mas em Portugal não há mercados de previsões eleitorais. Ou haverá?

by Pedro Magalhães

Porto. Marktest, 3-6 Set, N=399, Tel.

Posted September 9th, 2009 at 3:02 pm4 Comments


by Pedro Magalhães

Legislativas. Aximage, 1-4 Setembro, N=750, Tel.

Posted September 7th, 2009 at 4:00 am4 Comments

Resultados tal como apresentados aqui:
PS: 34,5%
PSD: 28,9%
BE: 10,4%
CDS-PP: 8,1%
CDU: 7,8%
"Indecisos": 6%

A soma destes valores corresponde a 95,7%. Os 4,3% que faltam devem corresponder a outros partidos, brancos e nulos. A notícia é omissa sobre qual a percentagem entre os 750 que afirmou que não iria votar. Mas é possível, e tem sido hábito, que a edição em papel do CM traga informação mais completa.

Redistribuindo proporcionalmente os indecisos pelas diferentes opções, ficamos com:
PS: 36,7%
PSD: 30,7%
BE: 11,1%
CDS-PP: 8,6%
CDU: 8,3%
OBN:4,6%

A comparar com a anterior sondagem da Aximage.

by Pedro Magalhães

Lisboa. Marktest, 31 Agosto-2 Setembro, N=502, Tel.

Posted September 5th, 2009 at 4:03 am4 Comments

PS-António Costa: 43,8%
PSD/CDS-PP/PPM/MPT-Pedro Santana Lopes: 32,7%
BE-Luis Fazenda: 9,2%
CDU-Ruben de Carvalho: 7,0%
OBN: 7,3%

Estas intenções de voto (válidos + brancos) foram manifestadas por 315 inquiridos. 32% do total da amostra afirmam "não saber" em quem votariam ou não respondem.

A comparar com sondagens anteriores de Abril (esta e esta), Junho e Julho.

P.S.- Eu preferiria que o Eduardo não falasse (e que não se falasse em geral) de "previsões". Em parte, é por não se distinguir entre "previsões" e "sondagens" que o debate sobre as sondagens Europeias teve os contornos surreais que teve. Sobre o assunto, ver um post que aqui escrevi há quase quatro anos.

P.P.S. - Parece que há dúvidas sobre como se passou nesta sondagem dos resultados brutos para a estimativa. Ora vejamos:

Resultados brutos:
PS-António Costa: 27,6%
PSD/CDS-PP/PPM/MPT-Pedro Santana Lopes: 20,6%
BE-Luis Fazenda: 5,8%
CDU-Ruben de Carvalho: 4,4%
OBN: 4,6%
Não vota: 4,6%
NS/NR: 32,4%

Se tratarmos as respostas NS/NR como abstenção, vamos obter os resultados que estão lá em cima. É prática normal. Há outras alternativas, mas esta é a mais frequentemente adoptada, aqui e na maioria dos outros países (excepto nos EUA, sistema bipartidário onde muitas vezes se redistribuem indecisos de forma equitativa por Republicanos e Democratas).

by Pedro Magalhães