Pedro Magalhães

Margens de Erro

Europeias. CESOP/Católica, 25-26 Abril, N=1244, Presencial.

Posted May 1st, 2009 at 8:57 pm4 Comments

PS: 39%
PSD: 36%
BE: 12%
CDU (PCP-PEV): 7%
CDS-PP: 2%
Outros: 2%
Branco/nulo: 2%

Mais detalhes aqui.

by Pedro Magalhães

Porto. Eurosondagem, 22-24 Abril, N=721, Tel.

Posted April 30th, 2009 at 9:11 am4 Comments

PSD/CDS-PP: 46,4%
PS: 34,8%
CDU: 7,6%
BE 7,4%
OBN: 3,8%

by Pedro Magalhães

Lisboa. Eurosondagem, 26-28 Abril, N=1025, Tel.

Posted April 30th, 2009 at 9:08 am4 Comments

PS: 38,3%
PSD/CDS-PP/PPM/MPT: 31,1%
Cidadãos por Lisboa: 9,6%
CDU:8,0%
BE:6,1%
OBN:6,9%

by Pedro Magalhães

Legislativas. Marktest, 14-19 Abril, N=803, Tel.

Posted April 29th, 2009 at 1:52 pm4 Comments

PS: 36,2% (36,7%)
PSD: 26,4% (28,4%)
BE: 13,6% (12,6%)
CDU: 11,2% (8,9%)
CDS-PP: 8,3% (9,4%)
OBN: 4,3% (4,0%)

Aqui (via Eleições 2009).

by Pedro Magalhães

EU Profiler

Posted April 26th, 2009 at 8:22 am4 Comments

Aí está o EU Profiler. Há semelhanças com instrumentos anteriores, como o Political Compass, o Moral Politics ou o Political Matrix. Mas a diferença aqui, tal como no original KiesKompas ou no Smartvote, é que a aplicação está explicitamente concebida não para posicionar ideologicamente o inquirido em abstracto, mas sim para conciliar isso com o que se passa num contexto eleitoral concreto. Há partidos ou candidatos, esses partidos e candidatos têm posições, e o que a aplicação faz é comparar as posições dos inquiridos com as dos partidos. O sucesso disto na Holanda e na Bélgica tem sido brutal: mais de 10% dos eleitores reportam, em inquéritos pós-eleitorais, ter recorrido a uma voter advice application.

Normalmente, estas aplicações presumem a existência de duas dimensões: uma de "esquerda/direita" socioeconómica e outra de "conservador/progressista" no domínio dos valores sociais. O EU Profiler assume que estes temas escalam numa mesma dimensão e transformam a segunda numa dimensão pró-anti Europeia. Percebo a ideia, tendo em conta que as eleições são europeias e que é preciso dar peso a esse aspecto. Mas na verdade, a dimensão pró-anti Europeia tende a escalar com o conservadorismo-progressismo: "support for European integration tends to be high among parties that can be characterised as Green/Alternative/Libertarian (GAL) and low among parties that rather qualify as Traditional/Authoritarian/Nationalist (TAN)". Logo, pode haver aqui um problema.

Outra dificuldade é que, apesar do esforço louvável para tornar o inquérito mais próximo de cada contexto eleitoral e de permitir que sirva como "voting advice", a verdade é que todas as respostas continuam a ser medidas numa escala "abstracta" esquerda/direita ou pró/anti integração. Assim, eu percebo que se pergunte, por exemplo, pelo referendo europeu. Mas tenho dúvidas sobre como se codificam as respostas: ser-se pelo uso do referendo é ser-se pró ou anti-integração? Da mesma forma, questões sobre o TGV ou a regionalização ajudam a que nos aproximemos de conflitos políticos concretos, mas como se codificam as respostas numa escala esquerda/direita?

Numa ou noutra perguntas, a tradução poderia estar melhor (o que significa "tornar a imigração mais restritiva"?) mas enfim. Dito tudo isto, parece-me bom nesta aplicação, apesar de tudo, o esforço de contextualização, a preocupação com medir a saliência de cada tema para as pessoas, o esforço em documentar o posicionamento dos partidos com textos de programas, moções e declarações públicas, e a flexibilidade da ferramenta (permitindo comparações focalizadas). E uma declaração de interesses: estou neste momento a trabalhar com outras pessoas na possibilidade de adaptar esta aplicação para as eleições legislativas. Todos os comentários e opiniões que nos façam chegar sobre o EU Profiler são bem vindos.

by Pedro Magalhães

Autárquicas, Lisboa. Aximage, 21-23 Abril, N=600, Tel. (revisto)

Posted April 25th, 2009 at 7:04 pm4 Comments

PS:36,1%
PSD/CDS-PP/PPM/MPT:29,6%
CDU:8,4%
Cidadãos por Lisboa: 7,1%
BE:3,8%

Aqui. A notícia não diz quantos dos restantes 15% são votos brancos, nulos, noutros partidos ou indecisos.

P.S.- Um amigo fez-me chegar os resultados completos. Aqui vão:

Com indecisos:
PS:36,1%
PSD/CDS-PP/PPM/MPT:29,6%
CDU:8,4%
Cidadãos por Lisboa: 7,1%
BE:3,8%
OBN: 5,2%
Indecisos: 9,8%

Redistribuição proporcional:
PS:40%
PSD/CDS-PP/PPM/MPT:32,8%
CDU:9,3%
Cidadãos por Lisboa: 7,9%
BE:4,2%
OBN: 5,8%

by Pedro Magalhães

Europeias. Intercampus, 17-22 Abril, N=1201, Tel.

Posted April 25th, 2009 at 12:07 am4 Comments

PS: 34%
PSD: 33,5%
BE: 18%
CDU: 7,9%
CDS-PP: 6,9%

Aqui. A soma disto é 100,3%, pelo que, pelos vistos, na redistribuição, se terá presumido que não há votos noutros partidos, nem em branco, nem nulos.

Uma sondagem é só uma sondagem, mas como esta é a única até agora, o melhor, por isso mesmo, é -la em perspectiva. Se os resultados acabassem por ser estes, estariam em linha com as previsões aqui para o PSD, mas mais longe para os outros partidos. E seriam muito maus para todos os partidos menos o BE. O PS só teve resultados piores em eleições europeias em 1987 e 1989. Um partido de governo só teve resultados piores que estes em 1989 e 2004. O PSD só teve resultados piores em 1989 e 2004. A CDU nunca teve menos de 9%. E o CDS-PP, sozinho, nunca teve menos de 8%.

5ª feira há mais.

by Pedro Magalhães

Uma teoria da dissonância cognitiva

Posted April 21st, 2009 at 2:20 pm4 Comments

Como não pude ver o Prós e Contras de ontem, fui tentar saber o que se passou aqui. Mas descubro que, afinal, a sucessão de comentários é uma bela homenagem a este livro.

by Pedro Magalhães

Meirinho

Posted April 21st, 2009 at 12:11 pm4 Comments

Manuel Meirinho, do ISCSP, tem um blogue que vou seguir a partir de hoje: Homo Civicus. Qualquer dia, não sobra gente da Ciência Política fora da blogosfera. Parece-me bem.

by Pedro Magalhães

Participação nas europeias e os resultados do EB71

Posted April 16th, 2009 at 11:12 am4 Comments

Foram divulgados oficialmente os resultados do Eurobarómetro da Primavera de 2009, onde se tratam vários temas ligados às próximas eleições europeias. No Eleições 2009, Vítor Dias apresenta alguns resultados.

O grande destaque noticioso tem sido dado à pergunta sobre a probabilidade de votar nas próximas europeias. A pergunta foi feita pedindo aos inquiridos que usassem uma escala entre 1 e 10, em que 1 significa que "de certeza não irá votar" e 10 significa que "de certeza irá votar". Quem analisou os dados apresenta as percentagens daqueles que respondem "9" e "10" como indicando que "provavelmente irá votar", e menciona-se que uma "pesquisa anterior indica que só as pessoas que avaliam a sua probabilidade de votar nos níveis 10 e 9, numa escala de 10, poderão de facto votar nas eleições."

Bem, não conheço a tal pesquisa, mas conheço os resultados do Eurobarómetro 61, da Primavera de 2004, onde se colocava exactamente a mesma pergunta. A percentagem daqueles que, na Primavera, responderam 9 e 10 na probabilidade de irem votar foi um bom preditor da participação eleitoral em Junho de 2004? "Só as pessoas que avaliam a probabilidade de votar nos níveis 10 e 9 poderão de facto votar nas eleições"? Disparate:


Em nove países, a participação real foi mais de 10 pontos superior à da percentagem de inquiridos que, na Primavera de 2004, eram aquilo que agora o EB descreve como "prováveis votantes". E em outros sete países, a participação real foi mais de 10 pontos inferior à dos "prováveis votantes" da Primavera de 2004. Para o conjunto dos países, a correlação entre a percentagem de "prováveis votantes" e a participação real é de 0,6, o que não sendo irrelevante também não é nada famoso para algo que se apresenta como um "preditor".

Porquê? Bem, era um projecto de investigação em si mesmo, mas há desde logo algumas pistas possíveis. Parece haver uma tendência para que, em países de voto obrigatório actual ou recente, a participação acabe por ser superior àquilo que os inquiridos indicam como sendo a sua participação provável. Importava também ver circunstâncias especiais de cada eleição: se houve outras eleições recentes, deprimindo a participação; se houve eleições legislativas pouco depois, potencialmente aumentado o interesse na eleição; se houve outras eleições simultâneas à europeia em 2004 (e houve nalguns casos), aumentando a participação; etc.
Não excluo nada a hipótese (pelo contrário) de que, na base destas e de outras informações, se pudesse chegar a um bom modelo preditivo da participação em Junho. Mas o que importa perceber é que as inferências directas sobre a participação provável para Junho na base da probabilidade declarada de voto dos eleitores no EB71 são algo precipitadas...
P.S.-Parto do princípio que os dados apresentados pela rapaziada do Eurobarómetro sobre a probabilidade de votar dizem respeito às sub-amostras dos inquiridos com 18 e mais anos, e não à totalidade da amostra usada no Eurobarómetro (15 e mais anos). Mas se for a segunda, então os resultados são ainda mais problemáticos como meio de inferência sobre o que se irá passar em Junho...

by Pedro Magalhães