Pedro Magalhães

Margens de Erro

Partido a partido, instituto a instituto: CDS

Posted January 21st, 2009 at 4:53 pm4 Comments


?

by Pedro Magalhães

Partido a partido, instituto a instituto: BE

Posted January 21st, 2009 at 4:39 pm4 Comments


A subir de há um ano para cá.

by Pedro Magalhães

Partido a partido, instituto a instituto: CDU

Posted January 21st, 2009 at 4:34 pm4 Comments


A subir.

by Pedro Magalhães

Partido a partido, instituto a instituto: PSD

Posted January 21st, 2009 at 3:19 pm4 Comments

O mesmo para o PSD:


Como já alguém assinalou num comentário, há simetria com as tendências do PS. Eurosondagem algo discrepante na fase final, mas o resto confere.

by Pedro Magalhães

Partido a partido, instituto a instituto: PS

Posted January 21st, 2009 at 2:19 pm4 Comments

Antes de ter grandes certezas sobre se os gráficos abaixo estão de facto a captar tendências reais, vale a pena ver o que se passa instituto a instituto. O gráfico abaixo analisa os resultados dos três institutos com mais sondagens desde Março de 2005, neste caso para as estimativas de resultados eleitorais do PS.

Tendo em conta a agitação habitual sobre as alegadas "discrepâncias" entre os resultados das sondagens, é curioso verificar que as tendências são relativamente congruentes entre estes três institutos. Só a Eurosondagem, na fase final, parece não estar a apanhar uma tendência clara de subida para o PS.

by Pedro Magalhães

Outlier: um pedido de ajuda aos latinistas

Posted January 21st, 2009 at 11:23 am4 Comments

Segundo Pacheco Pereira, um dos dez sinais do "situacionismo" nos dias de hoje é que "Manuela Ferreira Leite é atacada ad hominem na sua 'credibilidade'". Mas eu diria ad feminam, e não ad hominem. Que vos parece, ó latinistas?

P.S.- Suspeito que esta pergunta pode ser vista como sendo algo "situacionista".

by Pedro Magalhães

Posted January 20th, 2009 at 11:34 pm4 Comments


Foto: H. Darr Beiser, USA TODAY

by Pedro Magalhães

Intenções de voto: actualização

Posted January 20th, 2009 at 1:32 pm4 Comments

Alma caridosa - neste caso concreto, a de alguém que sabe mais de sondagens a dormir do que eu acordado - enviou-me os dados da Aximage desde 2005. São 27, excluindo aquelas em que apenas foram apresentados no Correio da Manhã intenções de voto brutas no PS e no PSD. Falta a estes dados, na maioria dos casos, uma distinção entre indecisos e "outros, brancos e nulos", o que dificulta as operações. Mas presumi que os OBN são 5%, o valor médio nas poucas sondagens da Aximage que apresentaram esses valores. A partir daqui, redistribuí da maneira habitual, etc.

Abaixo, a actualização do gráfico com os novos dados, usando o smoothing mais sensível e as linhas de referência discutidas no post abaixo. As diferenças são quase indetectáveis, como seria de prever.

by Pedro Magalhães

Ano eleitoral

Posted January 19th, 2009 at 6:08 pm4 Comments

De Março de 2005 até hoje, fui recolhendo as notícias sobre algumas sondagens que iam saindo. Até agora, tenho tratado apenas os dados respeitantes à popularidade dos líderes do PS e do PSD tal como recolhidos pela Marktest e pela Eurosondagem. Mas em ano de eleições, vale a pena voltar um pouco atrás e olhar para as intenções de voto.

Para que nos entendamos, as regras são as seguintes:

1. Os dados dizem respeito às estimativas de resultados eleitorais, ou seja, os resultados das sondagens de intenções de voto comparáveis com resultados de eleições. Em muitos casos, os órgãos de comunicação social apresentam esses resultados, quase sempre redistribuindo os indecisos proporcionalmente pelas restantes opções. No caso da Católica, há uma segunda pergunta colocada aos NS/NR sobre "inclinação de voto". Os que respondem são redistribuidos nessa base, os restantes proporcionalmente. Finalmente, quando nem os institutos nem os media procederam à redistribuição, eu próprio fi-lo, usando a opção de os redistribuir proporcionalmente pelas opções válidas (incluindo, para este efeito, uma categoria de "outros, brancos ou nulos"). Tudo relativamente banal.

2. Ao longo dos últimos três anos, julgo ter informação sobre todas as sondagens realizadas pela Marktest e pela Eurosondagem, para além das do CESOP/Católica, naturalmente. No total, são 44 da Eurosondagem, 39 da Marktest (que não coloca dados no site desde Novembro) e 9 do CESOP. Sabemos, contudo, que a Aximage e a Intercampus também têm conduzido sondagens. Uma pesquisa muito minuciosa na Net, nos sites da TVI e do Correio da Manhã, permitiu detectar 5 sondagens da Aximage e 3 da Intercampus. Há sem dúvida mais sondagens da Aximage, mas as notícias do Correio da Manhã na Net anteriores a Julho de 2008 apresentam apenas intenções de voto brutas no PS e no PSD. No caso da Intercampus, se houve sondagens antes de Junho de 2008, não as consegui encontrar. Se alguém tiver a informação em falta e quiser enviar-me, ficarei grato.

O que se pode fazer com esta informação? Bem, vamos ver aquilo que consigo espremer destes dados. Para começar, o mais simples e mais agnóstico: um plot dos resultados de todas as 100 sondagens de que disponho para cada partido. A cada conjunto de dados para cada partido ajusto uma linha, presumindo que as tendências não são lineares. Trata-se de uma linha de regressão local, dando maior peso às observações imediatamente adjacentes do que às outras. Podia fazer de conta que sei muito bem o que estou a fazer, mas não vale a pena: limito-me a recorrer a umas funções do SPSS que me fornecem estas curvas e a ter uma vaga ideia de como são estimadas: aqui. Mas com as devidas diferenças, estou a fazer o que estes senhores fazem regularmente. E tal como eles, esta abordagem é completamente agnóstica (o que não significa que seja superior a outras) : tomo em conta todas as sondagens de que disponho, ignoro o facto de que há dois institutos de sondagens muito sobrerepresentados e não tomo em conta que as estimativas têm precisões diferentes (baseando-se em dimensões amostrais que vão dos 600 aos 1354). Dito isto, aqui vai:




Este smoother é, digamos, medianamente sensível (Kernel: Epanechnikov, 35% points to fit). Posso torná-lo mais "insensível" (obrigando-o a tomar mais observações em consideração):


Ou, pelo contrário, mais sensível às flutuações de cada momento:

Fiquemos com este último, para já. Adiciono de seguida umas linhas de referência verticais com algumas datas: as autárquicas de 2005; o caso "Universidade Independente"; a eleição de Menezes; e a eleição de Ferreira Leite:
Cliquem para ampliar, e digam lá se isto não tem a sua graça.

by Pedro Magalhães

Detalhes

Posted January 15th, 2009 at 6:09 pm4 Comments

A sondagem da Aximage para o Correio da Manhã gerou alguma agitação adicional por um dos seus resultados ter sido divulgado antecipadamente na blogosfera: os 23% de intenções de voto para o PSD. Dito isto, perdoem-me que repita uma banalidade, mas há um pequeno detalhe. Um leitor menos habituado a estas coisas olha para estes 23%, pensa nos 29% que o PSD teve nas eleições de 2005, pensa eventualmente nos 27% que o PSD tinha na última sondagem da Intercampus, ou nos 30% que tinha na última sondagem da Católica, ou até nos 30% que tinha na última sondagem da Eurosondagem, e fica surpreendido com a dimensão da discrepância: 4 pontos menos que a outra sondagem com valores mais baixos.

Mas atenção: os 23% da Aximage para o PSD são calculados em relação a um total onde estão incluídas intenções de voto ou de votação em branco ou nulo (o que é contabilizado nas legislativas) assim como "indecisos" (7,1%). Pelo que estes 23% não podem ser comparados nem com resultados eleitorais nem com os resultados das outras sondagens acima descritos. Se fizermos para estes resultados o mesmo que a Intercampus, a Eurosondagem e a Católica* fazem com as suas intenções de voto brutas, ou seja, redistribuir os indecisos proporcionalmente pelas restantes opções de voto, os resultados são os seguintes (arredondados à unidade):

PS: 40%
PSD: 25%
BE:12%
CDU: 9%
CDS:8%
OBN:5%

É só um detalhe. Sobre se a "boa" estimativa para o PSD é 25 ou 30%, não creio que se possa saber e isso é, de resto, o que menos interessa. O que interessa é que o resultado da Aximage está perfeitamente alinhado na tendência (que é o mais importante): o PSD desce na Aximage (de Dezembro para Janeiro), como já descia na Intercampus (de Outubro para Dezembro), como já descia na Católica (de Outubro para Dezembro) e como já descia na Eurosondagem (de Novembro para Dezembro). Não creio que haja dúvida razoável sobre a noção de que o PSD está a perder apoio eleitoral nos últimos meses.

*O asterisco é só porque a Católica faz uma coisa ligeiramente mais complicada, que é usar as respostas dos indecisos a uma segunda pergunta sobre "inclinação de voto" para os distribuir. Mas os que não respondem a essa pergunta são tratados da mesma forma, ou seja, como abstencionistas.

by Pedro Magalhães