Pedro Magalhães

Rescaldo das sondagens

As últimas sondagens publicadas antes das presidenciais estão aqui. Pegando apenas nos resultados dos cinco primeiros candidatos (para não baixar artificialmente a média na comparação com eleições anteriores), o maior desvio absoluto médio foi da Eurosondagem (4.8 pontos, muito por culpa dos 13.3% para Belém e os 5.3% para Marisa), e o menor foi o da Católica (1.6 pontos, um pouco pelas razões contrárias: foram os que mais captaram o colapso de Belém e a subida de Marisa).

Nas sondagens à boca das urnas, Eurosondagem (0.25) e Católica (0.31) com desvios absolutos médios ínfimos, e a Intercampus um pouco pior (0.81), sobrestimando um pouco Marcelo e subestimando Nóvoa). Mas deixem-me dizer isto, que me sinto mais à vontade agora por não ser parte interessada: eu gostava muito que os resultados das sondagens não andassem a circular por centenas de pessoas naquela meia-hora antes de serem anunciados. Até há que faça tweets antes das 20h com as projeções que alguém lhes mandou e dizem que são palpites próprios.E se é para andar a circular a informação antes das 20, então mandem fazer o trabalho a um consórcio de empresas que se pode fazer melhor e dividir o custo por todos. É assim que se faz nos Estados Unidos.

Ficámos bem servidos? Os resultados da maior parte das sondagens pré-eleitorais não defraudaram, na minha opinião: claro que subestimaram Marisa e sobrestimaram Belém, mas é possível defender sem corar que seria difícil apanhar essa tendência em toda a sua força com o trabalho de campo a terminar, nalguns casos, a 17. De lembrar também que estamos a falar de eleições com mais de 50% de abstenção, o que como é sabido dificulta tudo isto. Eu acho que temos razões para acharmos que está a ser feito, em geral, bom trabalho. Em geral.