Pedro Magalhães

Ainda Venezuela (aditado)

Clima generalizado de suspeita sobre as sondagens. Sobre a Penn, Shoen & Berland, cujas sondagens dão Rosales bem perto de Chávez, algumas notícias – cuja proveniência merece, ela própria, algum cepticismo – relata antigas acções fraudulentas. Realmente, a reputação da PSB é a de associar com excessiva facilidade aos actores políticos locais: veja-se Itália e os trabalhinhos para Berlusconi. E reconheça-se que não é fácil acreditar nestas sondagens quando se lê esta notícia sobre a garantida “vitória por avalanche” de Rosales na … www.petroleumworld.com

Mas entretanto, vale a pena ler os resultados desta experiência, onde diferentes inquiridos numa sondagem preencheram o voto com canetas de cores diferentes, de forma a se estimarem os efeitos da percepção de que a sondagem poderia estar associada a diferentes candidaturas. Friederich Welsch é um politólogo com obra publicada. Isto não garante tudo, mas ajuda, e o argumento – a “espiral do medo” – é plausível.

Mas a lição final talvez seja esta: quando não se pode confiar nas eleições, também não se pode confiar nas sondagens.

P.S. – Ilustração do ponto anterior: resultados eleitorais vs. sondagens à boca da urnas na Venezuela.

P.P.S. – E um post, desta vez criticando as sondagens “chavistas”.

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