Pedro Magalhães

Alemanha, tendências por instituto e conclusões

A pouco mais de um mês das eleições na Alemanha, o que dizem as sondagens?

1. Distância ainda enorme entre CDU/CDU e SPD;

2. Diminuição progressiva dessa distância ao longo dos últimos meses;

3. Encurtamento da vantagem da CDU/CSU concomitante com deterioração da imagem de Angela Merkel e aumento da popularidade pessoal de Schröder, que já ultrapassa Merkel como melhor opção como Chanceler (ver aqui alguns incidentes de campanha ligados a isto);

4. Diminuição do score CDU/CSU e estabilidade (por baixo) do FDP tornam maioria absoluta da coligação CDU/CSU-FDP menos plausível.

5. Subida do PDS/WASG torna maioria SPD/Verdes altamente implausível.

6. Postura política e ideológica do PDS/WASG torna sua participação numa coligação de esquerda altamente implausível.

7. Logo, opção de coligação mais favorecida pelos alemães é uma “grande coligação” CDU/CSU-SPD. Mas isso não impede – pelo contrário – a cada vez menos desejada Merkel como Chanceler. A CDU e/ou os eleitores alemães vão ter de encontrar uma solução para este dilema.

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