Pedro Magalhães

Colecção

Agora este. Erra quando diz que as sondagens sistematicamente têm falhado o voto do CDS-PP. Também erra quando diz que não se explica claramente como se passa das intenções directas de voto para as estimativas.

8 Comments

  1. Anonymous says:

    Está-me a parecer que o CDS vai ter menos votos que o MEP nas Europeias.

  2. DBH says:

    Agora este, seu creado, também comentou e coloca duas perguntas no 31:

    http://31daarmada.blogs.sapo.pt/2568650.html

  3. Já respondido abaixo, em P.S.. Cumps, Pedro

  4. RM says:

    Julgo que há muitas pessoas que por aqui passam neste blogue e noutros locais e que criticam sondagens em geral e esta última da católica em particular que confundem sondagens com barómetros de opinião daqueles em que se enviam SMS para seleccionar alguma opção de um questionário..
    🙂

    as sondagens são estudos de opinião que seguem métodos científicos e técnicos rigorosos, quer na sua planificação (formulação de perguntas, de amostras, de método de recolha de respostas, …), análise dos resultados, …

    Claro que haverá sempre diferentes metodologias para cada umas das fases.. cada uma com as suas vantagens e desvantagens.. a opção por uma delas é feita com base em critérios técnicos e científicos, em que eles próprios também foram alvo de estudos ao longo do tempo para aferir a sua qualidade comparativamente a outros.

    Só assim seguindo métodos claros e tecnicamente válidos é possível comparar ao longo dos anos diferentes sondagens, quer entre diferentes empresas quer dentro da mesma empresa…

    Para mim, leigo nestas andanças de sondagens mas curioso, é perfeitamente natural que os estudos de opinião tenham dificuldades em captar o eleitorado típico que acaba por votar no partido de Paulo Portas. E digo Paulo Portas e não CDS-PP porque na minha opinião é o estilo de liderança e de campanha eleitoral feita por Paulo Portas que provoca essa dificuldade.
    Típicamente o CDS-PP de Paulo Portas transfigura-se completamente nas fases finais das campanhas eleitorais, aproveitando com grande eficácia a oratória que tem e a facilidade com que se exibe e movimenta na TV e rádio.
    Acredito que muitos dos votos que conseguem e que causam problemas às sondagens pré-eleições é essa capacidade de Paulo Portas captar muitos indecisos na fase final da campanha. Votam mais em Paulo Portas do que no CDS-PP e nas suas ideologias.
    Tem uma imagem mediática muito forte.

    Isto é apenas a minha opinião.

  5. Anonymous says:

    Desculpe mas também acho que a passagem das respostas para os resultados globais pouco explicado. Vejamos a explicação que vem no pdf que publicou (fez?):

    ** Obtida calculando a percentagem das intenções directas de voto em cada partido em relação ao total
    de votos válidos (excluindo abstenção e não respostas) e redistribuindo indecisos e votos brancos/nulos com base numa segunda pergunta sobre intenção de voto. São apenas consideradas intenções e inclinações de voto de inquiridos que dizem ter a certeza que vão votar. Estas estimativas têm valor meramente indicativo, dado que diferentes pressupostos poderão gerar resultados diferentes.

    Segundo o que percebi a redistribuição é baseada numa segunda questão sobre intenção de voto. Já agora qual é a questão? Quais os resultados dessa questão? Qual a fórmula (uma vez que a redistribuição é “baseada” o que pode incluir aplicação directa dos resultados ou uma fórmula).
    Desculpe que lhe diga, mas é pouco claro ou eu li mal os resultados.

  6. Anonymous says:

    Gostei muito do seu quadro para mostrar que o CESOP não erra nas sondagens do CDS-PP tirando o facto de que:

    1. Mete tudo ao barulho (Madeira, Lisboa, Europeias, Legislativas, etc.). Já nem falo de que são diferentes as eleições, basta dizer que a população sobre o qual faz o estudo é diferente e logo não se pode comparar.

    2. No quadro, mostra UMA sondagem do CESOP. Qual é? A última antes do dia das eleições, à boca das urnas, ou a vários meses das eleições? É que para dizer que o CESOP não erra deve mostrar é os resultados das sondagens que se equiparem com a actual (a 4/5 meses das eleiçoes).

    Conclusão 1: Não estou a dizer que o CESOP erra, estou apenas a dizer que a sua justificação não compara coisas iguais e que não se pode tirar nenhuma conclusão se erra ou não.

    E comparando as legislativas se apresentar os resultados assim:

    Nas últimas três sondagens para as legislativas errou e subestimou o valor do CDS-PP sendo que nas últimas duas está fora do erro amostral. O que me diz o seguinte: se nestas legislativas acontecer o mesmo (subestimar fora do erro amostral) pensava em reavaliar o método.

    (Assim parece diferente do seu texto).

    PAC

    PS:´No quadro: média de outras sondagens??? Quais são?

  7. Sobre intenções e estimativas:
    1. Primeiro, pergunta-se se tenciona votar nas eleições;
    2. Depois, em que partido;
    3. Quando responde não sabe, branco ou nulo, pergunta adicional sobre em que partido se sene inclinado a votar.

    Tratamento:
    1. Lidar apenas com quem diz ter a certeza que irá votar;
    2. Contar como votos válidos as respostas à primeira pergunta sobre intenção de voto e, para quem responde não saber/branco/nulo, usar a pergunta de inclinação de voto para atribuir voto (mesmo quando essa inclinação é votar branco ou nulo). A ideia é evitar utilização de critérios arbitrários na redistribuição de indecisos e apanhar voto oculto.
    3. Restantes ns/nr tratados como abstencionistas.

    Espero que desta vez esteja claro. Como já expliquei isto muitas vezes neste blogue e como tudo isto é perfeitamente compreensível para quem esteja no meio, compreendo que me seja possível cair na ilusão de que isto está explicado de forma compreensível para toda a gente. Aqui fica então, uma vez mais, a explicação. Sobre mais justificações de tudo isto é que, perdoe, procure no blogue.

  8. A quem fez o comentário sobre o quadro, sugiro que releia o post que menciona, assim como o P.S. em resposta ao DBH e que, digamos, pense. Pense no que é uma sondagem, no que significa “erro” quando se fala de uma sondagem, do que significa “tendência sistemática de um instituto para subestimar um partido”, etc. Posso explicar as coisas, até mais do que uma vez, mas não posso pensar por si.

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