Pedro Magalhães

Do not panic

2005. No fim de Janeiro, dia 28, uma sondagem atribuía 45% de intenções de voto ao partido A, com 13 pontos de vantagem sobre o partido B. Mas logo no dia 1 de Fevereiro, outra dava 49% de intenções de voto ao A, 18 pontos sobre o B. Dia 11, era publicada outra sondagem que dava 48% para o A, mas no dia seguinte era divulgada uma que lhe dava 44,4%. Na última semana, as estimativas para o partido A oscilaram entre 43% e 46,8%, quase 4 pontos de diferença. E a margem do A sobre o B? Entre 12 e 19,2 pontos.

2009.  A 9 de Setembro, terminou o trabalho de campo de uma sondagem que obtinha 34% de intenções de voto para o partido A, com uma muito escassa vantagem de 0,9 pontos sobre o partido B. Mas quatro dias depois, terminava o trabalho de campo de outra sondagem que dava 38% ao partido A, 6 pontos de vantagem sobre o partido B. No dia seguinte, o partido A aparecia com 32,9%. Mas menos de uma semana depois todas as sondagens davam uma vantagem muito mais confortável ao partido A.

As histórias anteriores estão documentadas aqui e aqui. Elas servem para percebermos que o que então ia acontecendo nas semanas que antecederam essas eleições não é necessariamente diferente do que está a ocorrer agora. Como os dois principais partidos estão aparentemente mais próximos entre si do que em 2005 ou 2009, notamos mais a dispersão dos resultados de uma sondagem para outra. Mas é só isso. Do  not panic. As sondagens são isto mesmo, e os eleitores também. Só é preciso ter cuidado com as precipitações.

9 Comments

  1. Paulo says:

    Why panic? Só temos de votar em quem entendemos que tem as melhores soluções para o país, deixar a democracia funcionar e no dia 6 de Junho voltar para o trabalho, de preferência cedinho… mais simples não há.

  2. E rezar para que continuemos com trabalho…e Ordenado na conta no dia certo de cada mês….

  3. Devia haver um artigo na Constituicao que impedisse pessoas que fazem declaracoes imbecis, como as do Paulo Portas hoje sobre as sondagens, de se candidatarem a PM.

  4. diogo says:

    Ahah André! Se declarações imbecis fossem impeditivas, tínhamos que importar um PM. Talvez de Marte.

    De resto, se se refere à tirada sobre a ‘bebedeira de sondagens’, até é verdade. Acaba por corresponder a um ‘do not panic’, mas em português feirante 😉

  5. diogo says:

    E a nossa Constituição já lá terá coisas a mais…

  6. “Do not panic” O Pedro que me desculpe mas esse título do post, indicia que estes resultados não agradariam os seus leitores?! Essa agora…

  7. Não é nesse sentido, como imagina. “Pânico” em relação às aparentes contradições dos resultados, não em relação a estes ou aqueles resultados.

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