Pedro Magalhães

E para não dizerem que só falo de política americana.

Por razões profissionais, conheço algumas pessoas que trabalham na ERC. E talvez por isso, tendo a ser benévolo, não tanto com o seu desempenho mas, pelo menos, com alguma das suas intenções.
Mas isto da ERC, das funções que a lei lhe comete, da maneira como alguns dos seus vogais interpretam essas funções, das contabilidades que usam para as cumprir e (mais importante) das consequências que tiram delas, da divulgação das (delirantes e deprimentes, por parte de entrevistadores e entrevistados) entrevistas conduzidas a responsáveis políticos e dos media no âmbito de uma “investigação”, da constante presença dos seus vogais nas colunas de opinião e das relações no interior da instituição está a transformar-se numa coisa – vamos dizer assim com algum pudor – que começa a resvalar rapidamente para o desastroso. Os mandatos têm cinco anos, e só terminam em 2011. Mas 2011 é tarde demais.

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