Pedro Magalhães

Europeias. CESOP/Católica, 25-26 Abril, N=1244, Presencial.

PS: 39%
PSD: 36%
BE: 12%
CDU (PCP-PEV): 7%
CDS-PP: 2%
Outros: 2%
Branco/nulo: 2%

Mais detalhes aqui.

17 Comments

  1. Nuno Gouveia says:

    Caro Pedro,

    Uma dúvida que tenho, e espero que me consiga ajudar a dissipar.

    Qual a razão do CDS ter tido 2% na Intenção directa de voto, e depois na estimativa dos resultados eleitorais manter-se com os mesmos 2%.

    Acredito que mais leitores que consultem a sondagem fiquem com a mesma dúvida que eu.

    Obrigado e um Abraço

  2. Olá. Em relação ao total dos inquiridos, as intenções de voto no CDS representam 1,5%, ou seja, arrendondando, 2%. Em relação aos inquiridos que afirmaram ter a certeza que irão votar nas Europeias (456), são 10 (2,2%) aqueles que dizem que irão votar no CDS-PP. Assim duas explicações: por um lado, arrendondamento; por outro lado, o facto de as estimativas não usarem todas as intenções de voto, mas apenas as daqueles que dizem ter a certeza que irão votar.

  3. zemanel says:

    Qual a explicação estatística para a diferença entre 40% de inquéritos na região norte e 32% de inquéritos em Lisboa e Vale do Tejo.
    Penso que há aqui um enviesamento estatítico até porque a região Lisboa e Vale do Tejo é em si mesmo eleitoralmente heterógénea.

  4. Anonymous says:

    Mas desses 456 não há indecisos, ou “não sabe”?

  5. DBH says:

    desculpe, faltou assinar a pergunta:

    DBH

  6. Sobre as regiões, a explicaçao é simples. Como a amostra foi estratificada, a única razão para que a distribuição não tivesse respeitado o peso relativo só podia ser uma: uma taxa de resposta diferencial, maior no Norte que em LVT. Olhando para o relatório de campo, foi exactamente isso que sucedeu. O leitor notará também ,claro, que houve ponderação pós-amostral, e que uma das variáveis de ponderação foi precisamente essa.

  7. 456 que disseram ir votar de certeza E (manifestaram uma intenção OU inclinação de voto num qualquer partido OU intenção de votar em branco). Devia ter explicado melhor.

  8. Nuno Gouveia says:

    Caro Pedro,
    Obrigado pela explicação. É sempre bom saber por quem sabe 🙂
    Um abraço

  9. Anonymous says:

    Caro Pedro Magalhães,
    Não lhe parece, no mínimo absurdo, apresentar a sondagem com 456 resultados obtidos. A Centro de Sondagens da Católica, que todos temos como a melhor “empresa” de sondagens de país, parece-me que meteu o pé na pôça.
    Acha razoável apresentar a sondagem como amostragem nacional?

    Sebastião Carlos

  10. Caro Sebastião Carlos,

    Vou tentar, pacientemente, responder, ignorando o tom da sua mensagem. Os 456 são a sub-amostra de eleitores com as características acima. Não a amostra. A amostra de eleitores tem 1244 inquiridos. Nessa amostra, há gente que se declara abstencionista, que não responde, que não sabe. É muita, o que é normal para uma eleição europeias. O que sobra são 456. Pense nas sondagens que são feitas em Portugal com 600 inquiridos e pense no que sobrará daí. Ou da maior parte das sondagens feitas nos Estados Unidos, com 800-1000 inquiridos. Ficava mais contente se tomássemos em conta intenções de voto de pessoas que nos dizem nem tencionar votar? Isso sim seria, no mínimo, absurdo. E poça não tem acento circumflexo.

    Cumprimentos,
    Pedro Magalhães

  11. libertas says:

    «A selecção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até que os resultados
    eleitorais das eleições europeias de 2004 e legislativas de 2005 nessas freguesias estivessem a menos de 1% dos resultados nacionais dos cinco maiores partidos»

    Repito um meu comentário anterior:
    Vejo que os resultados apresentados são ponderados pelo voto das eleições de AR/2005 e PE/2004

    Considerar o voto de 2004 e de 2005 faz todo o sentido se o entrevistado:
    -se lembrar em que partido votou;
    -e se não mentir.

    Poderá haver entrevistados com vergonha de assumirem o voto de 2005, afirmando ter votado no mesmo partido em têm agora intenção de votar.

    E.g., em 2005 votei A, mas entretanto arrependi-me e em 2009 vou votar B. Por vergonha, qd perguntado, afirmo ter votado B em 2005 e manifesto a intenção de votar B em 2009. Na sondagem, o partido B sai prejudicado (pq não conquista novos eleitores) e o partido A sai beneficiado (pq não perde eleitores).

    Teremos assim a explicação para os resultados do CDS?

    «A CDU nunca teve menos de 9%. E o CDS-PP, sozinho, nunca teve menos de 8%.»

    O Pedro não acredita nos 2%, pois não?

    «

  12. Não, não são ponderados. Uma coisa é utilizar os resultados reais de um conjunto de freguesias em eleições passadas para “verificar” o resultado de uma selecção aleatória de um número de freguesias que é, afinal, reduzido. É a mesma coisa que estratificar por região ou habitat. É apenas uma variável de estratificação adicional. Coisa muito diferente é ponderar os resultados na base das respostas dos eleitores a uma pergunta sobre recordação de voto. Isso não é feito nesta sondagem ou pelo Cesop. Quem faz isso é a Marktest. Há um post passado onde falo do assunto: http://margensdeerro.blogspot.com/2009/03/antecipacao.html

    Se acredito? Fiquei surpreendido, sim. Mas se deixamos as crenças prévias intervir demasiadamente, nunca estamos preparados para a realidade.

  13. Marcos Guia says:

    Caro Pedro. Parabéns pelo excelente blog. Há anos que sou visitante assíduo. Gostaria que comentasse a seguinte opinião: Acho que com estes resultados e, tendo em consideração outras sondagens recentes (e menos recentes)começo a ganhar a convicção que o PSD vai ganhar estas Europeias. Não só pelo distância a que estamos do acto eleitoral e enorme número de indecisos, mas principalmente pelo que vejo e ouço “na rua”. Sem contar ainda com o fraco candidato (que triste figura) que o PS tem (esta é uma opinião muito pessoal, evidentemente). Acha que é uma opinião muito descabida e com poucas probabilidades de ocorrer? Obrigado

  14. Caro Marcos,

    O que posso dizer é o mesmo que está à vista de toda a gente. Há duas sondagens sobre as Europeias, o PS lidera em ambas, mas falta muita campanha, a diferença é inferior ou pouco maior que a margem de erro amostral e em eleições com alta abstenção as sondagens costumam ser menos úteis como preditor. O resto não sei.

  15. MCB says:

    Caro Pedro Magalhaes

    Não entrando na avaliação quantitativa do sue estudo, no qual espero ter tempo para me dedicar nos proximos dias, há uma avaliação qualitativa que me faz questionar a qualidade dos resultados:
    1º As eleições europeias são de todas as que se realizam este ano, aquela onde os eleitores dão menos importancia;
    2º Nestas eleições o voto útil não existe. O eleitor vê-as mais como um barómetro e não como decisivas para a escolha do governo do País. No entanto a sondagem coloca 70% dos eleitores ao centro ( esquerda e direita)
    3º Quando se iniciou o trabalho de campo, havia partidos que não tinham ainda iniciado a sua campanha eleitoral;
    4º Há na sua amostra há mais de 60% dos eleitores que não sabe o dia da votação ou que tem dificulade em saber quem são so candidatos, pq provavelmente dá mais importancia ao partido vs candidato. Isto significa que a abstenção é enorme e a vontade de penalizar o partido de governo por parte de quem vai votar parece me enorme. A sua sondagem curiosamente não o reflecte!!
    5º Todas as sondagens existentes até hoje, relaizadas nos ultimos meses dão ao CDS uma votação acima dos 7% e ao PSD abaixo dos 30%. Surpreendentemente a sua sondagem inova com aquilo que parece uma transferencia de voto de uma magnitude nunca existente até hoje (o CDS teve como patamar minimo os 4% de Adriano Moreira e 4.4% com Freitas do Amaral). Estranho não é?
    Tudo isto só por si, não será suficiente para rever toda a metedologia utilizada?

  16. 1. O primeiro ponto é verdadeiro. Que relação tem ele com os resultados da sondagem?
    2. A segunda afirmação é altamente contestável. Especialmente à luz do que se sabe sobre a relação entre o comportamento eleitoral nas Europeias e o momento em que a eleição se dá no ciclo eleitoral. No post acima tem uma ligação a um texto meu sobre o assunto, que por sua vez o remete para bibliografia relevante.
    3. Por que razão o facto de o trabalho de campo ter sido iniciado quando havia partidos que não tinham a campanha deveria obrigar a “revisões metodológicas”?
    4. O facto de que há muita gente que não sabe o dia das eleições é um produto da própria sondagem. Isso serve-lhe. Mas o resto não? E por que deveria o facto de a si lhe parecer que a vontade de penalizar o governo é enorme obrigar a rever metodologias testadas?
    5. Ver post acima. E ver ligação ao lado, com base de todas as sondagens, para confirmar que a afirmação sobre os 7% é falsa.

    Espero ter sido esclarecedor.
    Cumps.

  17. Anonymous says:

    Acabo de ler no DN uma sondagem da Catolica para as legislativas

    PS-41%
    PSD-34%
    BE-12%
    PCP-7%
    CDS-2%

    É estranho que os resultados do Be-PCP-CDS-para as europeias sejam exactamente os mesmos que para as legislativas, e só no PS e no PSD haja alterações

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