Pedro Magalhães

Eurosondagem, 23-26 Maio, N=(temos de falar sobre o assunto), Tel.

PSD: 33,9%
PS: 32,3%
CDS-PP: 13,4%
CDU: 7,9%
BE: 6,3%

Aqui. Eu vou ter de dedicar um post específico a este assunto mas agora não tenho tempo. A única coisa que interessa dizer para já é que quatro das cinco empresas de sondagens já estão em consenso: principais partidos muito próximos, vantagem, a existir, para o PSD.

P.S- Digo “já estão” na expectativa de que o que está a suceder seja o padrão habitual de convergência entre as sondagens nas últimas duas semanas. Mas o que se segue pode desmentir isto…

9 Comments

  1. Pedro Sousa says:

    Tomando o caso das sondagens tipo expresso/sic (em que por exemplo o PSD tem tido muito pequenas variações de subida) e dado que a média vai sendo calculada com uma acumulação de dados “passados”: não haverá a hipótese de essa subida estar a ser “disfarçada” pela técnica usada? Ou seja não devidam ser ponderados com maior importância os dados (amostras ) mais recentes?

  2. perfeitamente

    sondados os 5 dirigentes partidários

    foram unânimes em considerar

    que manifestantes em comícios partidários

    só se forem a favor

    há que ter respeitinho por quem encomenda as sondagens

    ganhe quem ganhe

    as sondagens serão eternas

    os votantes acho que vão ter que participar em sondagens na Alemanha na Suiça e no Luxembourg
    quiçá na Ostreich se os húngaros e os hunos deixarem

    A bem das sondagens

    não as façam em Faro

  3. Outra coisa que parece consensual nas sondagens é a grande quantidade de pessoas que se recusam a responder. Este tipo de comportamento é habitual em percentagens tão elevadas (mais de 30% na mais recente da Eurosondagem, mas de 50% na mais recente da Intercampus) e que significado podem ter?

  4. diogo says:

    Pedro, tenho uma dúvida quanto a esta sondagem. Não sei como a Eurosondagem distribui os indecisos, aparentemente é de forma proporcional.
    Os valores brutos apresentam 27,7 para PSD e 24,6 para o PS – diferença de 3,1%. Mas a diferença final é de 1,6%!
    Qual será o motivo?

  5. Sem dúvida. Ou os brutos não foram esses, ou a distribuição não é proporcional, ou então a diferença não pode ser 1,6. Vou tentar apurar.

  6. Ora bem. Não tenho o Expresso, mas tenho o relatório da Eurosondagem que irá aparecer na ERC.
    Resultados brutos:
    PSD: 25,7
    PS: 24,6
    CDS/PP:10,2
    CDU: 6
    BE: 4,9
    OBN: 4,6
    NS/NR: 24

    Tratando os NS/NR como abstencionistas, o que me dá:
    PSD: 33,8
    PS: 32,4
    CDS/PP: 13,4
    CDU: 7,9
    BE: 6,4
    OBN: 6,1

    Ou seja, basicamente igual – com difs de 1 décima – em relação ao divulgado. Parece-me que pode ter havido um lapso nos brutos divulgados pelo Expresso: 27,7 em vez de 25,7 para o PSD.

  7. Jo says:

    Pedro,

    Sabe dizer-me se o voto útil à esquerda é BE e o voto útil à direita é CDS-PP em distritos como Lisboa e Porto? I.e., segundo a Lei de Hondt, será que um voto nos partidos “médios” num destes distritos (mais votados) constitui mais facilmente um deputado à esquerda ou à direita, e que assim é menos “desperdiçado”?

    Se tiver disponibilidade, agradecia que me esclarecesse neste ponto, para perceber se o voto útil de PS e PSD só funciona nos distritos menos votantes ou se continua a ser “voto útil” num distrito como Lisboa…

    Espero ter sido clara!

    Obrigada,

    Joana

  8. Pinto de Sá says:

    Não sou especialista em sondagens mas sou engenheiro e gosto de matemática, pelo que estou algo divertido com este tipo de processamento da informação amostrada.
    Basicamente isto é o que chamamos um filtro de memória ilimitada, isto é, faz a média de todas as amostras, mas não as trata da mesma maneira.
    Em princípio, como faz a média de todas as sondagens, à medida que o tempo passa a estimativa fica mais robusta, visto conter uma amostra maior. Nesta perspectiva, é de esperar que as oscilações diárias vão diminuindo, dia a dia.
    Porém, ao mesmo tempo reduz o peso das amostras mais antigas, assim permitindo uma melhor adaptação a variações do sentido de voto induzidas pela própria campanha.
    O resultado não será tão bom como ter a mesma amostra total sondada no último dia, mas é talvez uma forma de sondar uma amostra com a mesma dimensão com menos recursos “fixos”, distribuindo o trabalho por 10 dias (mas com menos recursos em cada dia). Interessante…!
    Uma outra questão é a da distribuição dos indecisos. À falta de conhecimento á priori, faz sentido distribui-los proporcionalmente por todos os Partidos. Mas é evidente que existe conhecimento à priori que, parece, ninguém ainda modelou adequadamente! A experiência passada mostra que existe um prdomínio de “indecisos”, ou recusadores de resposta, que vota no PCP, quiçá por resquícios da memória da clandestinidade ou medo, e não sei se o mesmo não acontece com o CDS. De um modo geral, entretanto, penso que pelo menos parte dos “recusadores de resposta” o faz como forma de “resistência” aos sondadores, vistos como parte do “sistema”, e que portanto os seus votos tenderão mais para Partidos fora do poder – como tem sido evidente com o PCP e com o CDS, no passado.

  9. diogo says:

    Obrigado Pedro.
    Alguma coisa deveria estar errada e parecem ser os valores brutos divulgados no Expresso. Raio de lapso!

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