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Pedro Magalhães

Game theory

Há para aí uma grande vontade de fazer sondagens em Lisboa, mas uma dúvida sobre quando isso começa a fazer sentido. Uma percentagem muito grande dos eleitores diz, nas sondagens a propósito das autárquicas, que a identidade do cabeça de lista é o mais importante para si. Isso pode não ser exactamente verdade – os eleitores costumam ser os piores analistas dos seus próprios comportamentos – mas não há dúvida que, pelo menos em comparação com as legislativas (onde o peso das lideranças é, mesmo assim, muito grande nas considerações dos eleitores), saber que menu concreto de candidatos existe é fulcral para que as pessoas cheguem a uma decisão qualquer.

Acresce a isto que as “pistas” habituais a que os eleitores recorrem para tomar decisões vão estar muito baralhadas nestas eleições. Julgar o trabalho do “incumbent”? Mas o “incumbent” é o PSD ou o candidato independente Carmona Rodrigues? O líder da oposição camarária passou a ser o ex-vice-líder do governo. O ex-candidato do BE quer apoiar um candidato independente, uma coligação ou correr sozinho, como independente ou com apoio do BE? Uma confusão. Vão-se fazer sondagens, e em breve. Até ao dia 1 de Julho haverá muita confusão a resolver nas cabeças dos eleitores (incluindo na minha).

Dito isto, e não sendo muito dado a estas “análises políticas” – pelo menos quando não tenho “dados” – confesso a minha total perplexidade com a actuação de Marques Mendes neste processo. Até ao dia 2 de Maio, apesar de pressionado pelas circunstâncias, Marques Mendes tinha a faca e o queijo na mão para decidir se e – mais importante – quando provocava a queda de Carmona. Decide fazê-lo no dia 2. Mas fá-lo, constata-se agora, desperdiçando completamente esse poder de iniciativa. Fá-lo sem ter assegurado um candidato forte que pudesse constranger as estratégias do PS e de Carmona. Com a bola nos pés, em vez de chutar à baliza, passa para o adversário a ver o que acontece.

Segue-se o inevitável: percebendo que o PSD andava aos papeis, o PS responde apresentando o candidato mais forte que poderia apresentar- o nº 2 do governo, caramba – diminuindo a probabilidade de que Marques Mendes conseguisse de seguida recrutar alguém de jeito disposto a arriscar o pêlo numa derrota em Lisboa. Sobra Fernando Negrão, pessoa porventura estimável – não faço ideia – mas com peso político e reconhecimento na opinião pública próximos do zero. E assim se abriu caminho para que Carmona sinta que vale a pena arriscar também. A primeira ronda do jogo – e há eleições, como, por exemplo, as legislativas de 2005, onde a primeira ronda é a última – estava perdida para o PSD.

Das duas uma: ou alguém tirou o tapete a Marques Mendes; ou Marques Mendes decidiu fazer cair a Câmara sem ter a mínima ideia do que tencionava fazer de seguida. O resultado, contudo, é o mesmo: a não ser que haja uma surpresa monumental nas eleições de Lisboa, Marques Mendes pode começar a pensar em arrumar os papeis no gabinete da S. Caetano à Lapa.

P.S.- Isto foi escrito há umas horas no pressuposto de que Carmona seria candidato. Agora, pelas 16:30, a coisa está em dúvida. Mas a perplexidade com a táctica do PSD é a mesma.

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