Pedro Magalhães

Gráfico actualizado

Nota: tomei as recentes duas sondagens da Eurosondagem como sendo uma única, com uma amostra de 1035, terminada anteontem.

19 Comments

  1. José Santos says:

    Isto promete.
    Ou o povo português dá uma maioria clara a alguém ou vamos ficar ingovernáveis, como a Bélgica.

  2. diogo says:

    Bom dia Pedro.
    Comparando com o último gráfico (20 de Maio, largura de banda 10%), o PSD parece estar ligeiramente mais afastado do PS.
    No entanto, não se vê uma inflexão nas curvas como, a meu ver, faria sentido – i.e. PSD a recuperar e PS a descer ou a estabilizar.
    Pode explicar? Obrigado.

  3. iv says:

    Ingovernáveis como a Bélgica, porquê? Os partidos do “arco da governação” (aqueles que prometeram respeitar o acordo com o triunvirato) juntos, tem mais de 2/3 dos lugares da assembleia qualquer que seja o resultado final.

    Pode não ser o resultado que qualquer deles deseje, mas não haverá dúvidas que o poder (e a responsabilidade) será sem dúvida deles.

  4. Nao concordo.

    Na pior das hipóteses ficamos como estávamos, o que demonstra que o pior que se podia ter feito ao Pais foi feito: criar uma crise política, quando ela Nao era necessária.

  5. Olá diogo. Estas linhas são uma sucessão de pontos onde se estima a cada momento as intenções de voto em cada partido na base da informação na vizinhança desse momento. Logo, o “afastamento” que está a ver resulta do facto de, em comparação com as sondagens anteriores, as mais recentes mostrarem mais consistentemente uma vantagem (se bem que pequena) do PSD sobre o PS do que sucedia nos gráficos anteriores, em que as sondagens no final da série não mostram uma vantagem tão consistente. Bem, pelo menos é a minha interpretação: a minha compreensão das regressões locais não é tão sólida como eu gostaria.

    Para “tendências”, eu pensaria mais em olhar para o post imediatamente acima.

  6. Há quem possa gostar da ideia, há quem possa não gostar. Neste contexto gostaria pronuncio-me como agnóstico sobre a matéria, independentemente da minha opinião como cidadão. Mas a verdade é que há muito tempo que as sondagens raramente sugerem outra coisa que não uma maioria PSD/CDS, tal como alguns leitores, com os seus modelos de previsão de deputados, têm demonstrado aqui nos comentários. Logo, talvez não seja preciso dramatizar. Se as coisas ficarem mais ou menos como estão – um “big if”, admito – é plausível que se possa formar facilmente um governo de maioria absoluta. Se esse governo consegue aplicar o plano da troika é todo um outro assunto, e muito importante. Mas “ingovernabilidade” parece-me demasiado dramático à luz daquilo que sabemos. Para drama já basta o que temos pela frente.

  7. Porque é que não usa aqui as reais intenções de voto?
    Porque isso daria uma visão mais real do que as pessoas pensam?
    Porque é que insistem em dizer, por exemplo que o PSD e o PSD estão empatados a 36% quando de facto o empate é a 17% (ultima sondagem da RTP)?
    SONDAGENS: O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO DAS INTENÇÕES DE VOTO 17% dizem que vão votar PS, e 17% PSD, mas depois dizem-nos que cada um tem 36%

  8. José Santos says:

    Para esclarecimento:
    Como as curvas do gráfico dão o PSD a descer e o PS a subir coloquei a hipótese do PS ser o partido mais votado.
    Se isto acontecer (PS ganhar as eleições), como: i) o PSD não governará se não for o mais votado e ii) PSD e CDS recusam-se a coligar com o PS, as hipóteses de governação PSD+CDS ou PSD+PS ou PS+CDS ou PS+PSD+CDS nunca aconteceriam neste caso (vitória PS).
    Pelo que a “única” solução seria o PSD ou CDS ganharem as eleições, para poderem formar governo (de coligação). Caso isto não aconteça (ie, vitória do PS) penso que poderemos ter o caso mal parado. Daí ter falado em país ingovernável.

    Sem dúvida que o mais importante e díficil (daí uma maioria poder ser útil) é a implementação do acordo com a troika. Para mostrar a dificuldade de implementação do acordo, penso que se conseguirmos implementar (pelo menos) metade do acordo, nos próximos 3 anos já vai ser muito bom para Portugal.

  9. J Eduardo Brissos: eu acho muito importante que sejam divulgados os resultados brutos, incluindo intenções de voto, de abstenção, indecisos, etc. Mas se olhar com atenção para esses resultados, vai verificar que a sua comparação seria sempre enganadora e fonte de confusão. Como comparar resultados em que uma sondagem capta 8% de indecisos e a outra 33%? Os resultados aqui apresentados são tão “reais” como os outros. A única diferença é que a base de cálculo das percentagens são os votos válidos mais brancos e nulos. Só isso.

  10. jcd says:

    Nas últimas 3 sondagens que vi, em todas elas há uma subido do PSD e uma descida do PS.

    Por curiosidade, que tipo de regressão faz a estes linhas para não se conseguir ver essa evolução?

  11. Nuno says:

    Para animar a festa recomendo a leitura da pág. nº 83 do livro do autor deste blogue ( Sondagens, Eleições e opinião pública )… Eu diria que o melhor nesta altura é não estar a frente nas sondagens!

  12. Olá jcd. Não leu os comentários acima…
    Para além disso, veja isto: http://www.itl.nist.gov/div898/handbook/pmd/section1/pmd144.htm

  13. diogo says:

    Olá Pedro, obrigado pela sua resposta.
    Depois pensei um pouco mais. Como referiu, o facto de haver muitas sondagens neste curto período acaba por alterar as linhas do gráfico, ajustando as médias imediatamente anteriores.
    Por exemplo, a subida do CDS também se suavizou, certamente devido aos 10% na sondagem da Católica.

  14. diogo says:

    Caro J Eduardo Brissos,
    Ainda mais interessante, no caso da Católica, é que pode ter resultados brutos iguais e estimativas finais diferentes, baseadas na pergunta de tendência de voto feita para redistribuir os indecisos!
    Concorde-se ou não, isso é feito de forma transparente. A Católica destaca sempre os resultados brutos, mesmo na informação resumida dada nos telejornais.

  15. diogo says:

    Caro Luís Ferreira,

    Sem querer entrar demasiado na politiquice da coisa…
    Há um ano, tendo em conta as dificuldades nacionais que já se (ante)viam, Portas propôs precisamente um acordo entre os 3 maiores partidos – sem Sócrates. Choveram impropérios…

    Nessa altura, como hoje, o problema é Sócrates. Não pelo que agora diz, mas pelas suas atitudes, especialmente, desde as legislativas de 2009. Ele quis continuar a governar como se ainda tivesse maioria absoluta.

    E quanto à ‘crise política’, no limite foi criada pela auto-demissão do PM, que a isso não era obrigado. O governo tinha o OGE 2011 aprovado, repito, o OGE 2011 aprovado. E o PEC 4, como o próprio disse, apenas tinha uns ‘ajustes’ para 2011. O principal viria a partir de 2012.
    Face à situação tão delicada do país, por todos admitida, afinal por que se demitiu Sócrates?

    Como calcula, não votaremos no mesmo partido 🙂

  16. Caro Pedro Magalhães:

    Porque não faz um post, já que é perito neste assunto, acerca das diferenças técnicas entre as diferentes empresas, mesmo em sondagens do mesmo tipo?

    Gostaria muito de ver uma comparação, dentro, claro do que é possível saber com certeza.

  17. Paulo says:

    Do not panic!
    Facto: O PSD e o CDS vão estar na maioria parlamentar que vai apoiar o próximo Governo.
    Dúvida: E o PS vai lá estar ou não?

    – PSD ganha e faz maioria com CDS: PSD/CDS
    – PSD ganha mas não faz maioria com CDS: PSD/PS/CDS (o PSD não vai deixar o CDS à solta a capitralizar o descontentamento)
    – PS ganha (com em sem maioria com CDS): PS/PSD/CDS (PSD e CDS vão jogar o jogo do “só vou se tu fores” e o PR mete-os lá os dois)

    Quanto ao programa de governo é sempre o mesmo: Mou (nem vão ter tempo para se coçar, quanto mais para alterar uma vírgula)

    Tudo o resto (com A não governo, com B tb não …)é espuma de campanha!

  18. Pedro Magalhães, obrigado pela resposta, mas se bem percebo a dificuldade que refere, e é real, não é resolvida mas apenas “contornada” com o procedimento que a mim me parece menos correcto, usar estimativas em vez de resultados brutos.

    Vejamos com os números dos posts que deixei link: No inicio de Abril numa sondagem da Católica o PS tinha 13% das intenções de votos e o PSD 16%, mas o que é dito na comunicação social é que tiveram 33% e 39%. Na sondagem mais recente da Católica PS e PSD têm 17% mas o que é anunciado é que ambos têm 36%.

    Se olharmos para as estimativas PS cresce 3% e o PSD desce 3% , o que não foi o caso, o PSD também subiu embora menos. Se usarmos os dados brutos é fácil perceber a tendência, ambos subiram, embora o PS bastante mais. E para ver isto não são precisos gráficos, regressões e sei lá que mais.

    Sem ofensa, acho que aqui se pode aplicar o dito “keep it simple, stupid”.

  19. Estou a perceber. Acho que tem razão, em parte. Seria interessante conhecer as tendências dos resultados brutos e não apenas das estimativas. Só não estou de acordo numa coisa: seriam precisas regressões 🙂 Ou seja: eu podia estimar tendências limpas de house effects exactamente como faço agora, mas usando os brutos. Nunca me ocorreu isso. Agora é tarde, que não tenho os dados…

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