Pedro Magalhães

Hinos de campanha

Os hinos partidários e de campanha são uma tradição que se está a perder mas merece todo o nosso carinho. Infelizmente, o seu impacto no comportamento eleitoral está por explorar: mais uma lacuna na nossa investigação. Mas não faltam bons exemplos passados. Vejam este medley, por exemplo, e o irreprimível entusiasmo que se detecta na primeira fila:


Ou o hino do CDS, salvo erro por Dina:


O clássico dos clássicos, A Carvalhesa, imediatamente reconhecível (sem letra porque, já se sabe: inflexibilidade estratégica mas flexibilidade táctica):


“Está na hora”, no fundo o que seria se o saudoso Grupo de Acção Cultural – Vozes na Luta decidisse fazer uma mistura entre Ska e Kurt Weil e não soubesse cantar nem tocar instrumentos musicais:


Ou ainda “É do Costa que o nosso povo gosta (o povo merece, vota PS)”, que se comenta a si próprio:


Noto por isso com preocupação que há poucos hinos nestas presidenciais. Contudo, há pelo menos três candidatos que não desiludem:

Henrique Neto, com “Presidente Independente”:


Paulo Morais, com o breve e directo “Vota Morais”:


Sampaio da Nóvoa, nem precisa de título:


Surpreende-me que Vitorino Silva não tenha hino de campanha propriamente dito, tendo em conta este precedente:


Sei que é preciso poupar, o país não está para devaneios, queremos campanhas sérias e modestas. Mas toda a gente gosta de música e é preciso mobilizar o povo. Depois queixem-se da abstenção.

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