Pedro Magalhães

House effects are in da house

Confrontando os resultados das últimas 4 sondagens com a estimação dos house effects, baseada em todas as sondagens desde 2005, é muito interessante verificar as regularidades:

1. PSD: obtém os melhores resultados com o CESOP e a Intercampus, o que corresponde ao que se deveria esperar na base da estimação dos house effects.

2. PS: obtém os melhores resultados com o CESOP e a Intercampus. Intercampus confirma house effect, mas aqui esperaríamos a Eurosondagem acima do CESOP. Mas isto pode reflectir mudança ao longo do tempo.

3. CDS-PP: obtém os melhores resultados com Aximage e Eurosondagem. Check.

4. CDU: obtém os melhores resultados com a Aximage e a Eurosondagem. Aximage check, mas esperaríamos que Intercampus desse melhor. Mas as diferenças são pequenas.

5. BE: obtém os melhores resultados com Eurosondagem e Intercampus. Intercampus confirma.

Queria relembrar que os house effects estimados não apontam para quem esteja a medir melhor cada partido. Apontam apenas para o facto de haver diferenças sistemáticas entre os institutos, tal como existem em qualquer sítio do mundo onde se façam sondagens.

P.S. – A Marktest pode vir baralhar isto um bocado. Aguardemos…

23 Comments

  1. Miguel says:

    Olá Pedro,

    Existe estas diferenças porque os diversos centros de sondagens usam métodos e critérios diferentes e, muitas vezes errados e pouco científicos.
    Se me permite um conselho, deveria rever os seus, que apresentam algumas vezes resultados algo fora da realidade de facto. A CESOP deveria ser “O Centro de Sondagens”, mas infelizmente não o é.

    Abraço,

    António Miguel Lopes

  2. Miguel says:

    Olá Pedro,

    Existe estas diferenças porque os diversos centros de sondagens usam métodos e critérios diferentes e, muitas vezes errados e pouco científicos.
    Se me permite um conselho, deveria rever os seus, que apresentam algumas vezes resultados algo fora da realidade de facto. A CESOP deveria ser “O Centro de Sondagens”, mas infelizmente não o é.

    Abraço,

    António Miguel Lopes

  3. Caro António,

    Bem, não é o “meu”, porque o meu mandato terminou há mais de um ano e agora estou em exclusividade no ICS. Para além disso, tenho de confessar que há uma coisa que me deixa sempre surpreendido: são aquelas pessoas que conseguem emitir juízos sobre “métodos errados e pouco científicos” e de depois nem uma sílaba conseguem enunciar para apoiar o que dizem.

    Vá lá: apresente um argumento informado e ajude as pessoas a perceberem o que há de errado e pouco científico nas sondagens deste ou daquele instituto. Se calhar há muitas coisas para aprender consigo.

    Abraço,
    Pedro

  4. prognósticos só no fim do jogo

    apresente um argumento informado
    qual a % de sondagens em que se utiliza o nº do móvel ao invés do fixo
    com 11 milhões de telefones móveis para talvez 3 milhões de telefones fixos

    hoje em dia há muitas residências sem telefone fixo
    especialmente em sectores depauperados economicamente

    onde o voto é muy volátil

  5. É uma boa discussão, já muitas vezes aqui tida. Vamos ver se o António quer ir por aí.

  6. Miguel says:

    Caro Pedro,

    Vou só enunciar um critério muito simples, os nossos círculos eleitorais são distritais, ou seja, correspondem aos distritos e, não há um único centro de sondagens a seguir o método eleitoral, fazem sempre por regiões e, como sabe, dentro das regiões há realidades muitos distintas.

    Abraço,

    AML

  7. Obrigado. Significa isto que as sondagens no Reino Unido ou nos Estados Unidos deveriam estratificar por círculo eleitoral? E significa isto também que o António não tem objecções a estratificação por região quando as eleições não têm círculos (presidenciais e europeias)? Ou acha que nesse caso não devia haver estratificação?

  8. Miguel says:

    Pedro,

    Todas as eleições têm estratificação, sejam elas europeias ou presidenciais, pois cada concelho tem o seu peso eleitoral dentro do seu distrito e, cada distrito tem o seu peso eleitoral dentro do país e, no limite, cada freguesia tem um peso eleitoral diferente dentro dos concelhos.
    Há sempre estratificação,ou deveria haver, mesmo que o país seja organizado administrativamente e eleitoralmente diferente.
    Talvez aí comece os problemas dos enganos nas sondagens.

    AML

  9. As eleições não têm “estratificação”. As amostras é que são estratificadas ou não: seleccionam dentro de estratos, respeitando o seu peso na população, ou seleccionam na população em geral.

  10. Miguel says:

    Certo Pedro, acho que percebeu…então porque as amostras em Portugal não são estratificadas correctamente? Afim de darem resultados correctos!

  11. António: ainda não me respondeu o que significa estratificar “correctamente”. O seu argumento era que as eleições são em base distrital e por isso devem ser estratificadas por distrito (entrevistando, por exemplo, menos de 10 pessoas em Portalegre, coisa que se afigura de enorme utilidade…). Quando lhe perguntei, seguindo o seu argumento, como devem ser eleições que não tem base distrital estratificadas, o António respondeu que todas as eleições são estratificadas, deitando fora o argumento inicial, e logo as sondagens deviam ser estratificas. Mas o que aconteceu à ideia inicial? Em que ficamos, então? O que é estratificar correctamente, para si? É que sem isso não saímos daqui.

  12. Miguel says:

    Caro Pedro, gosto do seu jogo das palavras, mas terei todo o gosto em tentar explicar-lhe, mas não com estas limitações…

  13. O “meu” jogo das palavras? “Estas limitações”? Demorou um bocadinho mas a futilidade e leviandade do seu comentário inicial ficam demonstradas.

  14. Boa tarde
    Eu acho muito interessante esta conversa técnica mas gostava de fazer uma pergunta simples.

    O Pedro ou o Miguel recordam-se de alguma sondagem da católica que atribua ao CDS um resultado superior ao resultado que o CDS obteve nas urnas?

    Eu nos ultimos 15 anos não me recordo de nenhuma.

    Nem uma em 15 anos.

    Cumprimentos

  15. Miguel says:

    Ok Pedro….se calhar a sua arrogância lhe venda os olhos…mas enfim…posso-lhe dizer que todas as sondagens que dirijo, ficam muito mais próximas da realidade das que vejo normalmente publicadas…..

  16. Miguel says:

    Caro Pedro Pestana Bastos,

    O problema do CDS nas sondagens é uma questão relevante, que entronca com a suposta troca de argumentos que estava a decorrer. Tem a ver com a amostra, a maioria dos centros de sondagens define, no meu entender, uma amostra errada que leva a resultados errados. Mas também o eleitorado do CDS, normalmente não responde que vota CDS, porque acha que é uma quebra da privacidade e, em alguns casos, têm medo de ser perseguidos. Quem faz sondagens já deparou certamente com comentários ” mas está a ligar-me da Câmara? “.

    AML

  17. A memória nestas coisas é má conselheira. Eu até lhe digo a % de sondagens feitas nos últimos 100 dias antes de cada eleição por cada instituto que deu ao CDS um resultado superior aquilo que ele acabou por ter:

    Aximage: 9.8%
    Católica: 29%
    Eurosondagem: 19,2%
    Intercampus:23%
    Marktest: 31%

    As sondagens subestimam em geral o CDS? Sim. Eu digo e escrevo isso há anos, pelo menos desde 2005. A CDU também já agora.

    Sobre as sondagens do António que ficam muito mais próximas da realidade, espero que um dia nos beneficie a todos com os seus conhecimentos.

  18. Miguel says:

    Pedro…Quem sabe um dia…haja também vontade em ouvir, em tentar perceber e, em não ver em tudo ataques…

  19. Caros Pedro e Miguel
    Obrigado pelas respostas. Infelizmente nenhum respondeu à minha pergunta que eu repito:

    O Pedro ou o Miguel recordam-se de alguma sondagem da católica que atribua ao CDS um resultado superior ao resultado que o CDS obteve nas urnas ?

    O Pedro, que tem muito mais memória e provavelmente os dados compilados ainda respondeu com uma percentagens mas se me puderem indicar uma sondagem em concreto eu agradecia. Pelo menos neste blog não encontrei nenhuma.

    Eu ajudo e dou os resultados do CDS nas urnas dos ultimos 15 anos.

    Legislativas
    2009 – 10.5%
    2005 – 7,25%
    2002 – 8,7%
    1999 – 8,3%

    Europeias
    2009 – 8,36%
    1999 – 8,2%

    São muitas eleições e dezenas de sondagens. Eu fico agradecido se me recordarem uma em concreto que a católica tenha dado ao CDS uma votação superior.

    Obrigado aos dois

  20. Neste blogue, até Maio de 2009, fui respondendo a esta e muitas outras perguntas sobre este assunto. Era uma altura em que eu, com a ingenuidade de quem nunca esteve na política, achava que estes diálogos tinham como objectivo uma discussão racional. Depois compreendi que não era o caso. Mas as respostas continuam lá.

  21. achava que estes diálogos tinham como objectivo uma discussão racional

    1º isto são frases soltas
    dificilmente se poderia fazer um diálogo estatisticamente sério

    2º obviamente em política racionalidade só com ir

    3º(entrevistando, por exemplo, menos de 10 pessoas em Portalegre, coisa que se afigura de enorme utilidade…).

    o sarcasmo também não torna as trocas de linhas mais sérias

    mas estou vendo o problema católica versus concorrência

    e vice-versa

    é esclarecedor

  22. Caro Pedro
    A pergunta que eu coloquei insere-se num dialogo que pretendo racional.
    Eu respeito e reconheco o Pedro como um dos maiores especialistas em sondagens em Portugal.
    Confesso que estranhei o facto do Pedro responder que 29% das sondagens efectuadas antes das eleições dos ultimos 15 anos atribuem um resultado ao CDS superior ao resultado em urna.
    Estranhei porque de todas as sondagens que consultei neste blogue não encontrei uma só.
    Por isso a razão da minha pergunta.

    Pode-me indicar alguma sondagem concreta da católica antes das eleições que tennha conferido ao CDS um resultado superior ao que o CDS obteve em urna`?

    Eu confesso que não encontrei nem uma.

    Obrigado

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