Pedro Magalhães

House effects

Esqueçam a questão da percentagem de intenções de voto em cada partido. Coloquem uma outra questão: qual foi a evolução ao longo do tempo para cada um? Subiu, desceu, quando? O que tenho abaixo é um gráfico que mostra a tendência para cada partido, a partir de estimativas para cada mês (e para a 1ª e 2ª metades de Maio) “limpas” de house effects. A distribuição, a ordem dos partidos no gráfico (é a dos resultados eleitorais de 2009), etc, mais uma vez repito, nada disso é importante aqui: dependendo da empresa que colocamos como categoria de referência, essas distribuições mudam. Mas a evolução de um momento para o outro é sempre igual independentemente disso.

O gráfico mostra que a grande descida do PSD ocorre de Março para Abril, e que é concomitante com uma subida do PS no mesmo período. O PSD continua a descer de Abril para a 1ª metade de Maio, e desta vez essa descida é concomitante não com uma nova subida do PS mas com uma subida do CDS-PP. Subida essa que continua quando comparamos as sondagens da 1ª metade com Maio com as mais recentes, ao passo que o PS dá sinais (ligeiros) de descida. Dito isto, a “2ª metade de Maio” é um conceito ainda vago e indeterminado, dado que temos apenas duas e o mês ainda não chegou ao fim. Mas estas estimativas usam o facto de essas duas sondagens terem sido feitas pala Intercampus e pela Aximage e tomam em conta o que isso implicou no passado.

É a primeira vez que apresento as coisas assim e isto pode não estar claro. Tentarei explicar melhor se for preciso.

2 Comments

  1. dores says:

    Da análise do gráfica resulta que a disputa eleitoral está centrada no PSD e no CDS. No entanto vamos ver se o debate eleitoral entre PPC e JS tem algum efeito.

    Impressionante a estagnação do BE e da CDU.

    Maria Ribeiro

  2. tendências…

    daqui a duas semanas logo se vê

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