Pedro Magalhães

Intercampus

A Intercampus está mesmo a usar uma tracking poll no trabalho para a TVI e o Público. Em cada resultado ventilado, 60% da amostra é nova e 40% faz parte da amostra anterior. Tudo normal. Nem é a primeira vez que se faz – e já se faz há bastante tempo nas sondagens partidárias – com a diferença de que, neste caso, a renovação feita de cada vez que se ventilam resultados é maior (também porque as divulgações não são diárias). A única coisa a tomar em conta, então, é que os diferentes resultados não são de amostras completamente independentes.

6 Comments

  1. José Santos says:

    Dr Pedro Magalhães:
    Como sou leigo na matéria, questiono qual a sua opinião sobre:
    1. A técnica do “tracking poll” não provoca um atraso nas sondagens?
    Fico com a impressão que neste momento o ‘valor real’ do PS é igual ou superior ao do PSD, mas a sondagem TVI/Público provoca um atraso temporal.
    2. A sondagem TVI/Público é suficientemente equitativa na distribuição das pessoas pelo país?
    Fico com a ideia o público alvo é mais da zona norte, que é mais de direita.

  2. Olá. Se houver mudanças signficativas essa mudanças vão ser “amaciadas”, claro. Mas por outro lado, se forem persistentes, ver-se-ão reflectidas mais tarde ou mais cedo, o que, no caso de uma tracking-por ter mais regularidade- será relativamente cedo. Quando à questão regional, não tenho dados. Mas como a amostra foi estratificada com um critério territorial, isso não deverá ocorrer.
    Cumps,
    Pedro

  3. Núncio says:

    Pedro,
    da sua experiência, durante o período de pré- e campanha eleitoral, qual das metodologias tira a melhor fotografia às intenções de voto? A sondagem “pura” ou a “tracking poll”?
    Obrg.

  4. A distinção entre uma e outra não é importante desse ponto de vista. Uma extrai uma amostra nova de cada vez e outra extrai essa amostra de forma faseada. Não é esse o factor que afecte a “qualidade da fotografia”.

    A diferença é que uma tracking poll:
    1. Recolhe informação de mais frequentemente, permitindo melhor associar eventos a mudanças,
    2. Por outro lado, subestima essasmudanças de um momento para o outro ao passo que mitiga flutuações que se podem dever exclusivamente a erro amostral.
    3. Alimenta mais notícias 🙂

  5. José Santos says:

    Dr. Pedro Magalhães:
    Tinha-me esquecido:
    3. A não presença das ilhas e do resto do mundo nas sondagens, não pode modificar significativamente os resultados, visto estar-mos num empate técnico?

  6. Pode, pode e é capaz de haver surpresas, aqui nos Açores o PS tem 3 deputados e o PSD tem 2 mas a coisa esta a evoluir para que o PS perca um para o CDS-PP…

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