Pedro Magalhães

Lisboa. Marktest, 31 Agosto-2 Setembro, N=502, Tel.

PS-António Costa: 43,8%
PSD/CDS-PP/PPM/MPT-Pedro Santana Lopes: 32,7%
BE-Luis Fazenda: 9,2%
CDU-Ruben de Carvalho: 7,0%
OBN: 7,3%

Estas intenções de voto (válidos + brancos) foram manifestadas por 315 inquiridos. 32% do total da amostra afirmam “não saber” em quem votariam ou não respondem.

A comparar com sondagens anteriores de Abril (esta e esta), Junho e Julho.

P.S.- Eu preferiria que o Eduardo não falasse (e que não se falasse em geral) de “previsões”. Em parte, é por não se distinguir entre “previsões” e “sondagens” que o debate sobre as sondagens Europeias teve os contornos surreais que teve. Sobre o assunto, ver um post que aqui escrevi há quase quatro anos.

P.P.S. – Parece que há dúvidas sobre como se passou nesta sondagem dos resultados brutos para a estimativa. Ora vejamos:

Resultados brutos:
PS-António Costa: 27,6%
PSD/CDS-PP/PPM/MPT-Pedro Santana Lopes: 20,6%
BE-Luis Fazenda: 5,8%
CDU-Ruben de Carvalho: 4,4%
OBN: 4,6%
Não vota: 4,6%
NS/NR: 32,4%

Se tratarmos as respostas NS/NR como abstenção, vamos obter os resultados que estão lá em cima. É prática normal. Há outras alternativas, mas esta é a mais frequentemente adoptada, aqui e na maioria dos outros países (excepto nos EUA, sistema bipartidário onde muitas vezes se redistribuem indecisos de forma equitativa por Republicanos e Democratas).

5 Comments

  1. NanBanJin says:

    Ai valha-nos Deus!…

    A ser verdade (os valores das sondagens), ainda bem que estou no exílio!…

    NBJ. Japão.

  2. Caro Pedro, sem querer entrar nos seus domínios, considero as sondagens como previsões científicas de um determinado resultado. Obedecem a regras próprias, etc. Ao titular como «previsão», não estou a “desvalorizar”. E muito menos a insinuar o que quer que seja.

  3. Olá Eduardo. Não tem a ver com desvalorizar ou insinuar. É apenas que uma sondagem não é feita para prever o que vai acontecer daqui a um mês, ou até uma semana. Para fazer previsões propriamente ditas há outros instrumentos, que inclusivamente podem usar dados de sondagens, mas que não são sondagens propriamente ditas.

  4. João Vasco says:

    É impressão minha, ou têm existido surpreendentemente poucas sondagens relativas às eleições legislativas, atendendo a que estão mesmo aí à porta?

  5. Caro Pedro Magalhães,

    Sou um mero leigo em matéria de sondagens. A sua precisão de que uma sondagem constitui uma imagem no tempo e não uma previsão é bastante oportuna, e é pena que os media não se lembrem permanentemente desse facto quando as anunciam.

    No caso de Lisboa, fico curioso em saber o que pensa da reacção da candidatura do PSD a estes resultados, que os coloca em causa com base, nomeadamente, em três questões, que são:

    a) o período em que foram realizados os trabalhos de campo(final de Agosto);

    b) tamanho da amostra, especialmente tendo em conta o número de respostas válidas;

    c) distribuição proporcional dos NS/NR pelos candidatos, resultando num aumento da distância entre as candidaturas.

    Já agora, junto o meu comentário: ao contrário do que ambas as candidaturas escolheram destacar (os resultados, no caso o PS, e o método, no caso do PSD) o dado que se afigura como mais relevante nesta sondagem é o elevado número de pessoas que admitem vir a alterar o seu sentido de voto. Torna tudo muito mais volátil, não acha?

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