Pedro Magalhães

Margens de Erro

Consequências sociais da austeridade: respostas e mais dúvidas.

Posted December 31st, 2013 at 5:54 pm4 Comments

Uma síntese muito breve, que espero que não faça demasiada injustiça a todas as respostas que fui lendo.

1. Primeiro, sobre "risco de pobreza". Se é definido com a percentagem da população que vive com um rendimento inferior a 60% da mediana, a diminuição dessa mediana tem efeito directo nessa percentagem. Hugo Mendes mostra que, se calcularmos essa percentagem para 2011 com base na mediana de 2009, teremos 21.3% em vez de 17.9%.

Podemos alargar o exercício com recurso a dados do Eurostat, com a linha de pobreza ancorada em 2008: figure 4 O panorama aqui já parece algo diferente (também porque aqui uso o risco de pobreza e não aquele indicador compósito de "risco de pobreza e exclusão social"). Aumento catastrófico na Grécia, rápido na Irlanda, aceleração em Espanha, mas aumento a ritmo semelhante em Portugal e Itália a partir de 2011 (mais depois sobre este "2011").

2. Foi um pouco a pensar nos problemas destas medidas relativas que decidi também mostrar os dados sobre "severa privação material", porque é, à primeira vista, uma medida absoluta e não relativa. Contudo, aqui, várias objecções. Henrique Lopes, em comentário no Facebook, e Rui Cerdeira Branco, em comentário ao post, falam de outros dados (consumo de proteínas, por exemplo) e das dificuldade de comparabilidade tendo em conta hábitos de consumo e necessidades diferentes. "Falta aqui uma genuina medida de pobreza absoluta, algo como uma cesta básica", diz um; "Seria por exemplo interessante fazer um estudo não com base no equipamento mas na vivência comparativa real das famílias: comparar cabazes de compra", diz outro, em consonância. Não haverá nada assim? Não sei. Pedro Romano, também no Facebook, fala de forma mais geral nos problemas quando se criam índices compósitos deste género.

3. Hugo Mendes, em comentário, chama a atenção para um problema crucial que eu desconhecia: dois dos indicadores usados para o "risco de pobreza e exclusão social" (risco de pobreza e “baixa intensidade de trabalho”) e o rácio 80/20 referem-se de facto a 2011, não a 2012. Ora isto pode fazer toda a diferença. Se voltarmos aos dados sobre "discretionary fiscal effort", por exemplo, verifica-se que 2012, o esforço português foi de 5.9%, superior ao da Grécia. Chama também a atenção para o facto de que os efeitos do desemprego de longa-duração e da perda de benefício demoram a sentir-se em termos de pobreza e privação. Ora se isso seria verdade para o "futuro" (2013), é ainda mais se, na verdade, algumas destas séries terminam realmente em 2011 e não em 2012 (confesso que me faz muita espécie que o Eurostat atribua um indicador a um ano quando na verdade ele mede o ano anterior, mas devo ser eu que não estou habituado a lidar com este tipo de dados).

4. Depois há possíveis explicações. É complicado passar às explicações quando acabamos de constatar que, no que toca ao que queremos explicar, não sabemos exactamente se estamos a ver realmente aquilo que pensamos que estamos a ver. Mas dito isto, aqui vão, sem que eu próprio tenha meios para avaliar da sua validade:

- muitos mencionam o facto das quedas de rendimento (cortes/aumentos de impostos) terem sido desenhadas para afectar os escalões mais altos enquanto que as pensões foram menos afectadas (e, para as mais baixas, aumentadas).
- emigração, apoios sociais do poder local, economia informal, reservas de poupança (João Boavida, em comentário ao post).
- esforço de consolidação mais baseado em aumento de receita (impostos e progressividade) do que em corte da despesa (Miguel Madeira, no Vento Sueste).
- cortes na FP mais pelo lado dos salários do que dos empregos (outra vez Miguel Madeira, no Vento Sueste).
Continuo a pensar que há aqui alguns elementos de surpresa, especialmente na comparação com Espanha, Itália nuns casos, e Grécia e Irlanda, noutros, mas é evidente que um diagnóstico correcto de tudo isto vai precisar de mais dados e, especialmente, mais tempo. Obrigado a todos os que decidiram escrever sobre isto.

by Pedro Magalhães

As consequências sociais da austeridade. Algumas dúvidas.

Posted December 29th, 2013 at 10:30 pm4 Comments

Há dias recolhia alguns dados "macro" para cruzar com dados "micro" de inquéritos, nomeadamente num projecto sobre os determinantes das atitudes dos Europeus sobre a democracia, medidas na vaga 6 do European Social Survey. A ideia, muito simples, seria a de que em países em que as condições de vida fossem piores e mais desiguais (mais pobreza, maior desigualdade de rendimento, etc), as visões da democracia tenderiam, controlando outras coisas, a ser menos "procedimentais" (direitos, eleições) e mais substantivas (rendimento, crescimento, desempenho económico, etc). Depois darei notícias do que isto dá.

Mas entretanto, fiquei intrigado com os dados em si. Não percebo muito destes temas, mas os dados não reflectem bem o que esperava encontrar, e pode haver alguém que leia isto e possa explicar. Os países incluídos são Portugal, Espanha, Grécia, Itália, Chipre, e Irlanda (até 2011), tudo países em ajustamento orçamental, nalguns casos extremamente elevado, nomeadamente entre 2011 e 2013. Junto também a média dos 27 países da UE. O gráfico 1 compara países e anos em termos da percentagem da população que está em risco de pobreza ou exclusão social, ou seja, que:
1. Vivem com um rendimento (depois de transferências sociais) inferior a 60% da mediana.
OU
2. Vivem numa situação de grave privação material (não conseguem pagar pelo menos 4 de 9 itens essenciais de consumo).
OU
3. Vivem num lar com muito baixa intensidade de trabalho.

Eis os resultados: Figure 1 Em todos estes países, a percentagem de pessoas nestas condições começa a aumentar em 2009 (Irlanda), 2010 (Espanha, Chipre) ou 2011 (Grécia, Itália), não voltando a descer até ao ano mais recente (2012). Ou melhor: todos, não. Em Portugal não foi assim. Desde 2006, a evolução não tem tendência clara, e o valor de 2012 (cerca de 25%) é próximo do que se verificava em 2006 e está pouco acima da média dos 27 países da UE.

A figura 2 concentra-se num dos indicadores usados para estimar a percentagem de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social, o da "severa privação material". Figure 2 A história aqui é mais ou menos a mesma. Espanha distingue-se aqui por ter valores inferiores aos dos restantes países, mas mesmo assim passou de 4.1% em 2006 para 5.8% em 2012. Já Portugal chega a 2012 com uma percentagem inferior à de 2006, de 9.1% para 8.6% (ou seja, com o erro associado, não há certamente diferença significativa de 2006 para 2012).

Finalmente, desigualdade. A figura 3 mede o rácio entre entre os rendimentos obtidos pelos 20% de população mais rica e os 20% de população mais pobre. Figure 3 Portugal parte de uma situação tremenda, o mais desigual destes seis (e na verdade o mais desigual dos EU27 a seguir à Letónia). Contudo, Portugal chega a 2012 claramente menos desigual que Espanha e Grécia, e menos longe da Itália, de Chipre ou da Irlanda do que estava no início do período. Muito disso deve-se à diminuição das desigualdades de rendimento até 2010. Mas o novo aumento em 2011 e 2012, sendo real, foi menos acentuado do que em Espanha ou na Grécia.

Eu gostava muito de perceber o que estará por detrás disto. O que explica que Portugal tenha, pelo menos à luz estes indicadores, escapado ao mesmo grau de aumento da pobreza e da privação material que se verificou nos restantes países, ou que as consequências em termos de desigualdade de rendimentos tenham sido mais graves em Espanha, Grécia ou até Itália? Uma resposta óbvia seria que o esforço de consolidação orçamental em Portugal teria sido menor do que nos restantes países. Na comparação com a Grécia isso é uma resposta plausível, tendo em conta que, em média anual, entre 2011 e 2013, o "discretionary fiscal effort" grego foi de 6.1% do PIB, contra 3.3% em Portugal. Mas em Espanha foi de 3.6%, na Irlanda de 2.7% e em Itália de 1.9% (ver aqui, Tabela III.2.1).

Serão estes indicadores insuficientes ou demasiado imperfeitos? Será 2013, sobre o qual não ainda temos dados, o ano em que veremos os efeitos sociais mais graves da austeridade em Portugal? Será a emigração que está a mitigar isto na comparação com outros países? Estarei a ver algo mal? E se não estou a ver mal, qual será a explicação?

by Pedro Magalhães

2013 no POPSTAR

Posted December 27th, 2013 at 11:33 am4 Comments

1. Depois de ter ultrapassado o PSD em intenções de voto em Setembro de 2012 (TSU), o PS iniciou o ano com cerca 5 pontos de vantagem sobre o PSD em intenções de voto (34% contra 29%). Termina o ano de 2013 com cerca de 9 pontos de vantagem (36% contra 27%). O novo impulso na intenções de voto no PS (e correspondente início de novo declínio nas intenções de voto no PSD) ocorreu no início de Maio de 2013, e coincidiu com o anúncio do pacote que incluía a convergência CGA/SS, pensão completa só aos 66 anos, 40 horas semanais na função pública e dispensa de 30 mil funcionários do Estado. Contudo, a progressão de um e o declínio de outro não foram lineares a partir daí. O PSD, que chegou a estar nos 25%, experimentou uma ligeira recuperação desde a crise política de Julho, com a demissão de Gaspar e Portas, a recusa de Passos Coelho em aceitar a demissão de Portas, e a mudança na orgânica do governo.

popstar_graph 2. A CDU consolidou o seu domínio entre os "pequenos partidos", tendo hoje mais de 5 pontos de vantagem sobre o CDS ou o BE. A este respeito, o ano tem duas partes. Na primeira metade do ano, a CDU subiu, mantendo-se estável desde Junho. Na segunda metade do ano, especialmente desde a crise política de Julho, o CDS desceu, perdendo cerca de 2 pontos. Curiosamente, o BE também desce desde essa altura.

popstar_graph-1-1 3. Os líderes dos partidos da oposição são aqueles cuja actuação é mais bem (ou menos mal) avaliada pelos eleitores. Até Julho, Portas também fazia parte desde grupo, mas a crise política puniu-o particularmente. A ligeira melhoria observada desde então não foi suficiente para que recuperasse a sua anterior posição. Pedro Passos Coelho situa-se a níveis muito baixos (3.3 numa escala de 0 a 20) e Cavaco Silva, apesar de alguma recuperação desde Julho, continua a ser o Presidente da República com pior avaliação pública desde que há dados recolhidos regularmente sobre este tema.

popstar_graph-2 4. Pedro Passos Coelho foi, de longe, o líder partidário que gerou maior buzz nas notícias online, nos blogues e no Twitter, ao que não será estranho, naturalmente, o seu cargo de Primeiro Ministro. A única concorrência que teve foi a de Paulo Portas, especialmente por altura da crise política de Julho. O domínio de Passos Coelho em termos de visibilidade é mais acentuado nas notícias e (especialmente) nos blogues do que na twittosfera, onde quer Portas quer Seguro têm comparativamente um destaque maior. Pelo contrário, na twittosfera e nos blogues, Jerónimo de Sousa, Catarina Martins e João Semedo são praticamente invisíveis, em comparação com algum buzz que, apesar de tudo, ainda vão tendo nas notícias (mas ainda assim deproporcionalmente menor em comparação com o peso eleitoral dos seus partidos).

popstar_graph-3 popstar_graph-4 popstar_graph-5 5. No início do ano, Pedro Passos Coelho concentrava as atenções negativas da twittosfera, lugar apenas brevemente contestado por António José Seguro em finais de Janeiro/inícios de Fevereiro, por altura do psicodrama à volta da disputa da liderança do PS por parte de António Costa. Desde Julho, contudo, Portas disputa com Passos Coelho a posição de líder partidário sobre o qual se fazem mais afirmações negativas no Twitter. Outra forma de ver algo parecido consiste em olhar para o rácio entre menções positivas e negativas, donde resulta, contudo, um quadro globalmente muito negativo para todos os líderes políticos excepto aqueles que são virtualmente ignorados neste meio, os do PCP e do BE.

popstar_graph-6

by Pedro Magalhães

Eurosondagem, 5-10 Dez, N=1035, Tel.

Posted December 20th, 2013 at 4:45 pm4 Comments

Uma sondagem nova da Eurosondagem adicionada à base (assim como uma sondagem da Aximage de Outubro da qual só posteriormente encontrámos os resultados). Resultados da Eurosondagem:

PS: 36,5%
PSD: 26,5%
CDU: 10%
CDS-PP: 8,5%
BE: 6,5%

Deglutida e digerida pelo agregador de sondagens do POPSTAR, como fica a nossa estimativa? Pouco diferente do que era:

PS: 36,2%
PSD: 26,7%
CDU: 12%
CDS-PP: 7,4%
BE: 6,6%
Na avaliação da actuação dos líderes políticos, as nossas estimativas numa escala de 0 a 20:

Cavaco Silva: 6,3
Passos Coelho: 3,3
António José Seguro: 9,9
Paulo Portas: 6,1
Jerónimo de Sousa: 11,1
João Semedo e Catarina Martins: 9,6

by Pedro Magalhães

Marktest,19-21 Nov, N=800, Tel.

Posted December 13th, 2013 at 12:41 pm4 Comments

Nova sondagem da Marktest, com intenções de voto e avaliações da actuação dos líderes políticos. Efeitos nos nossos resultados:

Intenções de voto:
PS: 36.6% (=)
PSD: 26.9% (-0.1)
CDU: 12.8% (+0.7)
CDS-PP: 7.1% (-0.5)
BE: 6.5% (=)

Avaliação da actuação dos líderes políticos (0-20):
Jerónimo de Sousa: 11.4 (+0.2)
João Semedo e Catarina Martins: 9.6 (+0.1)
A. J. Seguro: 9 (-0.2)
Paulo Portas: 6.5 (+0.2)
Cavaco Silva: 6.2 (+0.1)
Passos Coelho: 3.4 (+0.1)

by Pedro Magalhães

POPSTAR, novo e melhorado

Posted November 26th, 2013 at 11:46 pm4 Comments

O POPSTAR tem funcionalidades novas:

1. Os gráficos podem agora ser vistos em detalhe, um de cada vez, como aqui. Isto é verdade para todos os gráficos.

2. Nos gráficos sobre buzz no Twitter, nas notícias online e nos blogues, assim como nos gráficos sobre sentimento sobre líderes políticos no Twitter, passa a ser possível escolher qual o smoother que queremos ver. Podemos ver o que tem sensibilidade média, e que é mostrado por defeito:
Screen shot 2013-11-26 at 11.38.32

O mais sensível, adequado para detectar tendências de curto prazo:
Screen shot 2013-11-26 at 12.34.01 E o menos sensível, adequado para detectar tendências de longo prazo:
Screen shot 2013-11-26 at 12.36.27

3. Há um dashboard, que mostra os resultados mais recentes de cada um dos indicadores que oferecemos e respectivas tendências. Isto inclui buzz e sentimento para líderes políticos, avaliação da actuação dos líderes políticos em sondagens, e intenções de voto. No caso do buzz e do sentimento, os indicadores e tendências mostrados dizem respeito ao smoother mais sensível.

4. O link Dados está activado, permitindo a qualquer pessoa descarregar os dados que são mostrados no POPSTAR em formato .csv.

5. Em cada gráfico, há funcionalidades de partilha no Twitter e no Facebook, assim como de exportação do gráfico para ficheiro de imagem .svg.

6. E temos uma versão completa do site em inglês.

by Pedro Magalhães

Aximage, 9 Nov., N=602, Tel.

Posted November 20th, 2013 at 3:07 am4 Comments

Aqui:
PS: 36,9%
PSD: 28,4%
CDU: 10,3%
CDS: 9,4%
BE: 6,8%

Nas nossas estimativas:
PS: 36,6% (+0,1)
PSD: 27% (+0,5)
CDU: 12,1% (-0,2)
CDS: 7,6% (+0,1)
BE: 6,5% (+0,1)

by Pedro Magalhães

European Social Survey, wave 6

Posted November 13th, 2013 at 4:27 pm4 Comments

The Public Opinion Portal already includes aggregate data for several wave 6 ESS surveys, namely for a large number of European countries included in the integrated file, edition 1.0, surveys whose fieldwork took place in late 2012/early 2013. The updated data include the following indicators, which are shown at the aggregate national level. For reasons of simplicity, links will lead you to graphs comparing Portugal with Spain, Germany and the UK, but you can add and subtract countries at will and also change graph type from line to bar to compare all countries:

Support for allowing entry of immigrants of different race/ethnic group.
Support for allowing entry of immigrants of poorer countries.
Support for allowing entry of immigrants of same race/ethnic group.
Position on whether immigration enriches (or undermines) cultural life.
Position on whether immigration is good (or bad) for economy.
Position on whether immigration makes country a better (or worse) place.
Agreement with "lesbians and gays should be free to live their life as they wish".
Frequency of meeting "socially with friends, relatives or work colleagues."
Frequency of taking "part in social activities."
Perception of happinness.
Perception of health.
Satisfaction with life.
Having someone with whom one can discuss personal matters.
Religiosity.
Frequency of prayer.
Attendance of religious services.

Soon, we'll have interpersonal trust, interest in politics, and a number of other indicators. So far, a few interesting things:

1. Something's up with religiosity in Portugal. 2. Tolerance vis-à-vis gays and lesbians increasing in Catholic countries. 3. Portuguese (and Norwegians) more gregarious than Spaniards? Hum... 4. Crisis changes attitudes towards immigration in one direction in some countries, the opposite in others.

by Pedro Magalhães

Eurosondagem, 5 Nov, N=1005, Tel.

Posted November 11th, 2013 at 12:37 pm4 Comments

Nova sondagem, desta vez da Eurosondagem, medindo intenções de voto e avaliações da actuação dos líderes político-partidários. Impacto reduzido nas nossas estimativas:
PS: 36,5% (+0,2)
PSD: 26,5% (-0,4)
CDU: 12,3% (-0,4)
CDS-PP: 7,5% (+0,1)
BE: 6,4% (-0,2)

Leituras possíveis de médio prazo:
* Tendo subido continuamente nas intenções de voto até ao final de 2012, o PS esteve depois relativamente estável em torno dos 34% até Maio de 2013 ("TSU dos reformados). A partir daí, voltou a subir lentamente.
* Depois da queda de Setembro de 2012 ("TSU"), em que passou para 2º lugar nas intenções de voto, o PSD continuou a descer até Julho de 2013 ("crise política"), chegando ao seu mínimo (25%). Teve a partir daí uma ligeira recuperação, mas já voltou a perder parte do que tinha recuperado.
Screen shot 2013-11-11 at 11.39.40 * Depois da subida da CDU ao longo de quase toda a legislatura, os seus resultados estão estáveis desde Junho passado em torno dos 12%.
* Depois de ter chegado a um máximo de 9% no início do ano de 2013, o BE tem descido, especialmente desde a crise política de Julho.
* Depois de ter chegado a um máximo de 9% em Maio/Junho de 2013, o CDS tem também descido desde a crise política de Julho.
Screen shot 2013-11-11 at 11.41.53 Notas de 0 a 20: Aníbal Cavaco Silva: 6,1 (-0,1)
Pedro Passos Coelho: 3,3 (-0,3)
António José Seguro: 9,8 (=)
Jerónimo de Sousa: 10,8 (-0,2)
Paulo Portas: 6,3 (-0,2)
João Semedo e Catarina Martins: 9,5 (-0,1)

by Pedro Magalhães

Marktest, 25 Outubro, N=803, Tel.

Posted November 6th, 2013 at 11:07 am4 Comments

Uma nova sondagem com intenções de voto em legislativas e avaliação da actuação dos principais líderes políticos. As intenções de voto:
PS: 35,8%
PSD: 26,2%
CDU: 16,6%
BE: 5,5%
CDS-PP: 2,3%

A nossa estimativa, usando a informação desta e das restantes sondagens (entre parêntesis, comparação com resultados da anterior estimativa):
PS: 36,3% (=)
PSD: 26,9% (+0,1)
CDU: 12,7% (+0,7)
CDS-PP: 7,4% (-0,5)
BE: 6,6% (-0,2)

Evolução e intervalos de confiança, assim como tendências na avaliação dos líderes políticos, podem ser consultados aqui.

by Pedro Magalhães