Pedro Magalhães

Milagres

A convergência miraculosa nos resultados das últimas sondagens antes das eleições, já antes assinalada neste blogue aqui ou aqui a propósito das eleições inglesas ou portuguesas, volta a acontecer, desta vez nos Estados Unidos. Nate Silver não está com meias medidas:

“Has the race settled down some? Perhaps in some proverbial sense it has. But I also think that pollsters peek at one another’s results, and that there’s something of a herd mentality not to be the one who falls out of line. Remember, folks, it’s these final sets of national numbers that will go down on the record for all time’s sake.”

Evidentemente.

8 Comments

  1. Mário Azevedo says:

    Sinceramente, não concordo nada com isto. Tem havido sondagens com diferenças abissais, de mais de 10 pontos, por vezes divulgadas no mesmo dia. Mas já não falta muito para sabermos a verdade. Uma coisa garanto, nunca assisti a tanta incredulidade face às sondagens. Isto sim, dava um estudo.

  2. Caro Mário Azevedo: sem dúvida que tem havido sondagens com diferenças abissais, mas o ponto não é esse. O ponto é que, tendo havido sondagens com diferenças abissais, essa diferenças diminuiram muitíssimo nos últimos. Esse, sim, é que é o ponto.

  3. “nos últimos dias”, queria ter escrito.

  4. Anonymous says:

    ui, ka nervos. primeiro o ambiente, depois a economia, agora já nem a estatística é o que era.

  5. Anonymous says:

    No caso das eleições americanas acontece que um dos candidatos ser de origem africana pode “infectar” as sondagens pois algumas das pessoas que dizem votar em Obama poderão na realidade estar a mentir para evitar serem apelidadas de racistas.

  6. Mário Azevedo says:

    se por últimos dias quer dizer ontem e anteontem, até posso concordar relativamente (embora continuem a existir diferenças de 8 pontos). mas eu assumia que se estava a referir à última semana.

  7. Luis Ruano says:

    Um pouco off-topic – Nate Silver aconselha ignorar os resultados à das sondagens à boca das urnas, apresentando uma série de razões, e indicando que elas quais elas têm sido pouco fiáveis mos Estados Unidos. A minha percepção é que as sondagens à boca da urna em Portugal tem sido mais precisas que as sondagens pré-eleitorais, embora todos nos lembremos de um ou dois casos em que falharam, como na segunda eleição de Guterres em que pelo menos uma delas previa a maioria absoluta. Há evidência que favoreçam a fiabilidade de um tipo de sondagens sobre as outras? A falta de credibilidade atribuída por este e outros blogues de sondagens (como o pollster) terá a ver com diferenças metodológicas?

  8. Luis Ruano says:

    Um pouco off-topic – Nate Silver aconselha ignorar os resultados à das sondagens à boca das urnas, apresentando uma série de razões, e indicando que elas quais elas têm sido pouco fiáveis mos Estados Unidos. A minha percepção é que as sondagens à boca da urna em Portugal tem sido mais precisas que as sondagens pré-eleitorais, embora todos nos lembremos de um ou dois casos em que falharam, como na segunda eleição de Guterres em que pelo menos uma delas previa a maioria absoluta. Há evidência que favoreçam a fiabilidade de um tipo de sondagens sobre as outras? A falta de credibilidade atribuída por este e outros blogues de sondagens (como o pollster) terá a ver com diferenças metodológicas?

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