Pedro Magalhães

O eleitorado português em 2005, 11


Com todas as cautelas sobre a fiabilidade dos dados sobre o rendimento do agregado familiar tal como recolhidas em inquéritos, é curiosa a ausência de relação entre, digamos assim, a “infraestrutura” e a “superestrutura”, não sei se me faço entender.

3 Comments

  1. libertas says:

    Caro Pedro Magalhães,
    Para clarificação, pergunto se os escalões são mesmo por agregado familiar. Ie, um casal que aufira, somados os rendimentos de ambos os membros, 1501 euros está mesmo no escalão superior?

    Se assim é, parece-me que este gráfico dá pouca ou nenhuma informação. O rendimento per capita seria mais útil.

    Há alguma informação sobre a distribuição partidária por estado civil? e por nº de filhos?

    Luís Casalta

  2. Caro Luís: os inquéritos, tipicamente, pedem esta informação por escalões de rendimento total do agregado. Para calcular algo parecido com o rendimento per capita, é preciso dividir o ponto central do escalão pelo nº de membros do agregado. Temos essa informação. Obtido esta aproximação ao rendimento per capita, dividindo em tercis, ficamos com gráfico muito parecido com o que já ali está acima. A única diferença é que o PSD aparece com um eleitorado com rendimento per capita médio ligeiramente inferior ao do PS (ou seja, os agregados dos inquiridos que votaram no PSD têm dimensão ligeiramente superior aos agregados dos inquiridos que votaram PS). O resto é, no fundamental, igual.

  3. João Saro says:

    Não deixa de ser interessante o eleitorado no CDS/PP ser de extremos. É composto sobretudo pelos menores e maiores rendimentos.

    Compreensível para quem conhece a mensagem e a realidade do partido, mas para um observador exterior pode parecer estranho.

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