Pedro Magalhães

Para bushistas, clintonistas e palinistas, with love

Essas coisas do “saber perder” ou do “fair play” são tretas – como se pode ver por aqui ou por aqui – e só têm graça nos livros do P. G. Wodehouse. E o “saber ganhar” também é um atributo sobrevalorizado:

 “Nesta hora, guardo um pensamento para os adversários lusos de Barack Obama. Não os apoiantes de McCain (de que, aliás, só consegui recensear um), mas os bushistas, da primeira à última hora, e os clintonistas; a arrogância e o desdém com que trataram o candidato democrata e os seus apoiantes merecem ser recordados. Obama e os seus seguidores foram quase sempre tratados como pouco mais do que idiotas, patetas e crédulos. Os patamares de infantilismo argumentativo atingidos neste percurso conheceram exemplos notáveis – e que vão perdurar.”

“No calor da noite, esqueci-me de saudar os bloggers portugueses que acolheram a designação de Sarah Palin para candidata a VP como uma escolha «brilhante» de John McCain. É esta argúcia que lhes tem valido darem hoje opinião em tudo quanto é jornal, estação de rádio ou canal de televisão portugueses. É o chamado «circo mediático». Embora eu não esteja certo de que esta expressão contenha alguma metáfora.”

Aqui e aqui. Vale mesmo a pena ler tudo.

6 Comments

  1. JC says:

    Parabéns, Pedro, pelas suas intervenções de ontem á noite na TV. No meio daquele caos e falta de rigor informativo, foi de si vieram as únicas informações e análises relevantes.
    JC

  2. Obrigado. Teve momentos de manicómio, sim senhor.

  3. maloud says:

    A parte mais divertida foi quando o Rodrigues dos Santos lhe quis arrancar a ferros a vitória do Obama na Flórida.

  4. Anonymous says:

    ‘Obama e os seus seguidores foram quase sempre tratados como pouco mais do que idiotas, patetas e crédulos.’

    Bem visto. É isso mesmo que são. Quem apoia um candidato fabricado pela imprensa, sem programa excepto mudança, que qualificação merece?

    Já agora, acho interessante a censura prévia. Enfim, é um blog privado, cada um faz como entente…

  5. Anonymous says:

    O infantilismo argumentativo foi mutuo. A politica partidaria é mesmo assim, talvez porque se reveste muito de aspectos clubisticos.
    Lembro-em que mesmo voce disse que votaria em qualquer pessoa contra o candidato republicano, até no pato Donald, essa figura do imaginário infantil. O que mostra que era mais anti-bush que pro-obama. Creio que em Portugal, como no resto do mundo, muitos dos apoiantes de obama são apenas anti-bush. Rejeitam a presidencia americana. Porquê? Na minha opinião simplesmente porque não estão satisfeitas com o rumo dos acontecimentos.

    É, aliás fácil, fazer uma argumentação infantilizante pró ou contra qualquer candidato porque os seus programas, que são pouco mais que uma peça de markting eleitoral, são infantiloides. Felizmente nenhum candidato leva muito sério os programas que faz. São, todos eles, demagogicos e simplistas, em suma favorecem a argumentação infantilizantes dos apoiantes.

    O que me intriga é que sendo isto sistematico as pessoas não aprendam e se deixem iludir repetidamente. Talvez porque lhe falte instrução e tempo para reflectir. Mas mesmo pessoas mais instruidas comportam-se da mesmissima forma o que me leva a pensar que a adesão emocional predomina bastante sobre a adesão racional. O que predomina é a adesão clubistica. E se me lembrar das defesas que faziam os benfiquistas ao seu presidente no seu clube quando este era o vale e azevedo já nada e admira.

    Cam

  6. Anonymous says:

    Já agora, interessante era ver um mapa com os resultados das eleições não apresentando quem ganhou por estados mas sim por condados.

    Cam

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