Pedro Magalhães

Para os jornalistas do Público

O Margens de Erro é um exclusivo dos Assinantes Margens de Erro

Caros jornalistas do Público: a partir de hoje leiam o Margens de Erro em formato de e-blogue, uma mudança absolutamente revolucionária na comunicação digital. O sistema de assinaturas foi ligeiramente, vamos chamar-lhe assim, “modificado”. Assinem o Margens de Erro Digital a partir de 2,30 € e acedam a todos os conteúdos exclusivos que tenho para vocês. Por 2,30€ por semana podem ler o blogue a qualquer hora do dia e pesquisar posts antigos. Mas por 5,74€ por semana, para além do que está acima, até me podem telefonar a perguntar se eu acho que o estado do tempo previsto para esta semana tem alguma relação com a probabilidade de demissão do governo, que eu até faço de conta que a pergunta tem resposta e digo-vos tanta coisa que o artigo fica logo escrito. Nem precisam ligar a seguir para o José Adelino Maltez e podem dizer na mesma que falaram com “politólogos” porque eu falo em nome de “Pedro Magalhães” e de “Pedro Coutinho” (e se quiserem controvérsia até digo coisas contraditórias). Como vêem, 5,74€ é pouco dinheiro mas rende bastante.

Caso decidam não assinar, peço-vos que não olhem para os gráficos, não leiam análises de resultados de sondagens e não me sigam a timeline no Twitter. E ainda que retirem do lado direito da página do Público a frase “O seu Jornal do dia é lhe oferecido por:” e por baixo a publicidade do Barclaycard. Ou que escrevam “é-lhe” em vez de “é lhe”. Ou “vendido” em vez de “oferecido”. Enfim, o que acharem melhor.

Deste vosso admirador e ainda leitor,
Pedro Magalhães

P.S.- Para uma reacção realmente com graça à nova paywall do NYT, ver aqui.

5 Comments

  1. MC says:

    🙂

    Ui, a quantidade de vezes que descubro material criado pela blogoesfera e que é utilizado pelo Público, muitas vezes sem qualquer menção da fonte. Se eu que escrevo em 2 ou 3 blogues pequenos, já encontrei frases inteiras copiadas e reportagens montadas a partir do que escrevo, imagino o que fazem ao Margens de Erro.

  2. Por acaso não, sinceramente, não acontece comigo, mas percebo o comentáro.

  3. Esta mensagem é dirigida aos jornalistas porque razão? Não são os jornalistas que escrevem as frases que acompanham os anúncios publicitários, nem determinam os modelos de negócio do jornal.

  4. Caro Pedro Magalhães: A mensagem não deve ser dirigida aos jornalistas, não foram os jornalistas que decidiram fechar determinados conteúdos do PÚBLICO. A mensagem deve ser dirigida aos administradores dos órgãos de comunicação, não são aos do PÚBLICO mas aos dos outros meios que estão a fechar os conteúdos, na Europa e nos EUA.
    Caro MC: Eu nunca plagiei nada, nem ninguém, mas já muitos artigos escritos por mim plasmados em inúmeros blogues. Todos, completamente, por inteiro. Uns autores de blogues escrevem onde é que foram buscar a informação, outros, nem por isso… E ninguém me paga, nem a mim, nem ao órgão onde trabalho para copiarem ipsis verbis o fruto do meu trabalho. É a selva. BW

  5. MC says:

    Cara Bárbara Wong,

    como pode imaginar o comentário não era dirigido a si pessoalmente. Não precisa de se sentir ofendida.

    Discordo contudo da sua comparação. Um blogger que usa o trabalho do jornalista (para qual o jornalista foi pago) não está a ter nenhum lucro com isso. Ao invés, um jornalista que usa o trabalho de um blogger (para o qual não é pago), está a usar trabalho alheio para seu proveito profissional.

    Não acho errada esta colaboração, mas acrescente que é muito mais frequente um blogger cita um jornalista como fonte do que o contrário.

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