Pedro Magalhães

Probabilidade de o PS ganhar as eleições, segundo MRS

“Eu próprio dizia, há quatro ou cinco dias, que achava que o PS tinha 10% de hipóteses de vitória, olhando para a evolução das sondagens, há uma semana atrás ou no começo da semana. Aumentou essas probabilidades, eu hoje já diria que tem para aí 30% ou 35% das hipóteses”, afirmou ontem Marcelo Rebelo de Sousa, no jornal das 8 da TVI.

33 Comments

  1. João says:

    na semana passada também dizia que depois do debate, se o PS nao recuperasse na primeira semana a diferença, entao “estaria tudo decidido”.. pelo que pensei que passaria de 10% para 0% a probabilidade..
    mas isso foi na já distante semana passada…

  2. José Santos says:

    Caro Dr. Pedro Magalhães:

    Mais do que um número mandado para o ar pelo MRS, seria interessante ter o valor “verdadeiro” dessa probabilidade, estimado em função dos dados de que dispõe (resultados das sondagens).

  3. vc says:

    A projecção dos resultados da Eurosondagem para o Expresso está MAL feita: os resultados, sem indecisos e segundo o método indicado na ficha técnica, daria uma vitória ao PSD com mais de 36%.

  4. vc: há uma discussão sobre isso nos comentários mais abaixo. Um valor dos resultados brutos tal como divulgados no Expresso estava errado: puseram, salvo erro, 27,7%, quando era 25,7%.

  5. arl says:

    Parece-me que o debate Sócrates/Passos Coelho se saldou por uma clara vitória de Sócrates.
    A partir daí o PS sobe e o PSD desce. O facto de os comentadores políticos quererem dar uma vitória
    a Passos Coelho no debate é o reponsável por toda esta confusão.

  6. diogo says:

    Caro arl,
    Não sei de onde tirou essa conclusão. Em nenhuma sondagem depois do debate se verifica uma subida do PS, nem significativa, nem consistente.
    Quanto ao debate, não sei quem ‘ganhou’. Para mim foi Passos. Sei é que Sócrates não ganhou, até se engasgou e gaguejou, o que não costuma acontecer. E esse facto já foi uma vitória para Passos, pois todos esperavam um passeio de Sócrates.
    De qualquer modo, duvido que o efeito do debate tenha sido grande.

  7. José Santos says:

    Segundo as minhas contas:

    – Intercampus:
    PSD: 35.8%, PS: 34.1%, Mar. Erro 95%: 3.08%
    =>Probabilidade PS ganhar: 21%

    – Eurosondagem:
    PSD: 33.7%, PS: 32.4%, Mar. Erro 95%: 4.29%
    =>Probabilidade PS ganhar: 33%

  8. Essas probabilidades não me parecem ser de o PS ganhar. São de o PS ter mais intenções de voto que o PSD no universo presumindo que a única fonte de erro é amostral. Estou a perceber bem?

  9. diogo says:

    Caro José Santos,

    Penso que o Pedro Magalhães referiu noutro post que as várias sondagens recentemente publicadas já representam uma amostra bastante significativa da população, e quase todas indicam o PSD à frente.

    Em n sondagens, só duas ou três apresentaram o PS à frente, e não foram as últimas. Por outro lado, a diferença entre os dois partidos tem estado quase sempre abaixo da margem de erro.

    Inferir daí probabilidades ‘verdadeiras’ PS vs. PSD é que deve ser difícil. Só com a matemática do Prof. Marcelo 🙂

    Pedro, por favor corrija se escrevi alguma atoarda…

  10. José Santos says:

    Caro Dr. Pedro Magalhães:
    Exacto. Foi isso que calculei.
    Para quem não é especialista na área e não tem muitos dados disponíveis é difícil fazer melhor.
    No meu entender ter mais intenções de voto (mesmo sem os erros referidos) é um bom (único?) estimador sobre quem vai ganhar as eleições.
    Do meu ponto de vista, sempre é mais científico que os números de MRS.
    É a minha modesta contribuição.

  11. António says:

    Ã ideia de um empate (técnico) entre o PS e o PSD não parece resistir ao facto de em mais de 10 sondagens independentes entre si com amostras superiores a 500 a diferença entre PSD e PS ser consistentemente superior a 1%. A probabilidade de poderem ter sido extraídas de uma urna com bolas rosa e laranja em igual quantidade é (num cálculo apressado) inferior a 0,001.

  12. José Santos says:

    Caro Diogo:
    No meu entender, inferir probabilidades ‘verdadeiras’ PS vs. PSD é acessível desde que se disponham de dados e um modelo adequado.
    Agora mandar números para o ar como MRS sem uma base sólida pode ser precipitado.

  13. António says:

    Pensando em todas as sondagens dos últimos dez dias (mais de dez sonf«dagens) que independentemente dáo consistentemente diferença entre PSD e PS igual ou superior a 1%,a probabilidade de poderem ter sido extraídas de uma urna com um número igual de bolas laranja e rosa é da ordem de 0,001. A consideração das várias sondagens, cada uma com empate técnico, permite tirar conclusões diferentes das que se obtêm sondagem a sondagem.

  14. Sim, sim, caro José Santos, era só para clarificar. É que noutros há quem faça coisas mto mais complicadas (Nate Silver no 538.com) mas não temos a história e a informação (nem eu tenho a competência) para tal.

  15. Toninho says:

    Caro José Santos,
    Fiquei curioso relativamente à forma como encontrou a probabilidade do PS ganhar. A minha questão é se determinou esses valores assumindo uma distribuição uniforme do erro ou não.
    Eu próprio fiz um cálculo assumindo uma distribuição uniforme e obtive 26,2% com os valores da Intercampus e 36% com os valores da Eurosondagem.

  16. Toninho says:

    Caro José Santos,
    Fiquei curioso relativamente à forma como encontrou a probabilidade do PS ganhar. A minha questão é se determinou esses valores assumindo uma distribuição uniforme do erro ou não.
    Eu próprio fiz um cálculo assumindo uma distribuição uniforme e obtive 26,2% com os valores da Intercampus e 36% com os valores da Eurosondagem.

  17. José Santos: parece-me também que está a usar a dimensão total da amostra, quando talvez fosse melhor usar a sub-amostra de inquiridos que declararam intenções válidas + brancos + nulos (que no quadro é a “amostra efectiva”). Intuo isso do facto de falar em 3,08% de margem de erro, quando essa é a margem máxima para uma amostra de 1015 (a amostra total). Estou a ver bem?

  18. Ainda chegamos à conclusão que os cálculos de MRS estão estatisticamente correctos. Não me espantaria assim tanto, devo dizer 🙂

  19. José Santos says:

    Caro Toninho:
    Parti do princípio (posso estar errado) que a distribuição seria normal. Esses valores foram obtidos nesse pressuposto.

    Caro Dr. Pedro Magalhães:
    Do meu modesto ponto de vista, é preferível usar um valor final ajustado por alguém, que terá seguido algum princípio para isso, do que os valores brutos que sei à partida que são menos verdadeiros que os resultados finais. (Mas aqui você é o professor e eu o aprendiz).
    A margem de erro serviu apenas para calcular a dispersão.
    (Não sei se consegui responder à questão).

  20. Não tem a ver com brutos ou estimativas, tem a ver com a dimensão da amostra. Tb não sei se me consigo explicar melhor….

  21. José Santos says:

    Pelos valores que obtive, os valores de MRS não parecem estar muito mal. Agora a forma como ele (MRS) os anuncia (sobre a forma de opinião) é que deixa muito a desejar (em vez de rigorosamente calculado).
    Por isso, estranho o motivo por que o Dr. Pedro Magalhães os colocou neste blogue (ainda por cima sob a forma de gráfico) (e com apenas dois valores subjectivos e desvios padrões subjectivos), quando habitualmente estamos habituados a ver aqui gráficos de dados concretos, com bastante rigor e ciência envolvidos. (Quando MRS chegar ao ponto de saber os valores correctos desta previsão, aí eu perguntar-lhe-ei os números do Euromilhões!)

    As minhas sucessivas intervenções nestes comentários foram no sentido de balizar se esses números (de MRS) faziam ou não sentido. E fazem. 30% é um bom número.

  22. Quando se explica perde a graça, mas estava a ser irónico, mesmo tendo muito apreço por MRS. Mas vai-se a ver e nem tinha razões para ironia…

  23. José Santos says:

    Do meu ponto de vista:
    Se aumentar indefinidamente a amostra a margem de erro vem a zero, e nesse caso, não temos probabilidades de A ou B, temos o valor correcto.
    Nesse caso, as sondagens (com dispersão) deixariam de ser um bom estimador para ver o PS ganha ou não. Assim teria de ir procurar as outras fontes de erro (mudança de opinião das pessoas até domingo, etc.) (O Dr. Pedro Magalhães saberá melhor que eu quais).

  24. Toninho says:

    Caro José Carlos,
    Obrigado. Ainda assim fico na dúvida relativamente ao método seguido. Qual foi nomeadamente o desvio padrão considerado para cada variável aleatória?

  25. et says:

    BRUXO ! LOOOOOOOOOOOOOOL !

  26. Ricardo says:

    Eu prevejo que se no dia 5 o PS ganhar as eleições então hoje tinha 100% de hipóteses de ganhar…e esta, hein?
    E prevejo também que MRS prevê que se não previr alguma margem razoável de o PS ganhar perderá um pouco a quota parte de credibilidade previsiva caso o PS venha mesmo a ganhar.
    E ainda prevejo que se se continuar a prever que o PS ainda pode ganhar as eleições isso lhe dá probabilidades acrescidas de o vir a conseguir.
    Confuso? nã…
    Giro, giro, é o gráfico do Pedro Magalhães. Melhor fora que não tivesse explicado nada…

  27. José Santos says:

    Caro Toninho:
    As médias foram os resultados das sondagens. Os desvios padrão foram: Intercampus: dp=1.57% e Eurosonagem: dp=2.19%

  28. diogo says:

    Também vi o post de Pedro Magalhães sobre o Prof. Marcelo como irónico.
    Mas vai-se a ver e se calhar até fez umas contas…
    🙂

  29. Toninho says:

    Dado que estou muito longe de ser um especialista na matéria, deixo aqui uma questão básica. Qual é o significado concreto de dizer-se que existe um intervalo de confiança de 95% com margem de erro de 3,08%, neste contexto em que podem haver 7 ou 8 opções diferentes de escolha?
    Essa margem de erro refere-se ao partido mais votado ou à soma dos erros? (desculpem a ignorância…)

  30. José Santos says:

    Caro Toninho:
    Vai ter de estudar estatistica; comece pela lei normal.

  31. hleite says:

    Como leiga, mas admirando, e considerando muito o seu blogue, faria uma pergunta muito direta. Qual a probabilidade de ps ganhar as eleições?

  32. Toninho says:

    Caro José Carlos,
    A pergunta que lhe tinha deixado era basicamente para explicar sucintamente o método seguido para o cálculo da percentagem. Continuo interessado em que indique as variáveis aleatórias que tomou e respectivos desvios padrões.

  33. Toninho says:

    Já agora quanto à questão da margem de erro já vi que quanto menor votado for um dos partidos, menor será a margem de erro, para o mesmo intervalo de confiança.

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