Pedro Magalhães

Sampaio/Cavaco: as consequências da coabitação para a função de popularidade do PR (a olhómetro, para já)

Um gráfico muito simples, mostrando os saldos entre opiniões positivas e negativas para Sampaio e Cavaco nos barómetros Marktest e Eurosondagem, o primeiro entre Março de 2005 e Março de 2006 e o segundo deste então. Ambos mostram o declínio de Sampaio durante o primeiro ano de mandato do actual governo e uma recuperação final. Deste ponto de vista, é um espelho do que se passou com a popularidade do Primeiro Ministro no mesmo período.

Mas com Cavaco, a história é algo diferente. Para além de mostrar a velocidade alucinante com que Cavaco deixou de ser o “Presidente da direita” e chegou aos níveis “base” de alta popularidade de um Presidente da República, o gráfico mostra também como Cavaco é menos vulnerável ao declínio da popularidade do Primeiro Ministro desde o início de 2007. Na Marktest – onde a descida de Sócrates é mais visível – Cavaco está trendless. Na Eurosondagem, há declínio, mas ligeiro. A coabitação – ou falta dela – tem consequências.

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