Pedro Magalhães

Segunda ordem

Recordemos a referência seminal, “Nine Second-Order National Elections“, de Reif e Schmitt, sobre como se comparam eleições de primeira e segunda ordem:

1. “Lower level of participation” (p.9): tivemos 33,9% de participação (o valor oficial mais baixo de sempre em eleições europeias), porventura mais semelhante às anteriores europeias se tomarmos em conta os novos emigrantes que continuam nos cadernos como eleitores residentes no território nacional. A participação nas últimas legislativas foi de 58,1%. CHECK.

2. “Higher percentage of invalidated ballots” (p.9): 4,4% brancos e 3,1% nulos, contra 2,7% brancos e 1,4% nulos nas legislativas de 2011. CHECK.

3. “Government parties lose” (p.9): PSD e CDS têm, em conjunto, menos 12,4 pontos percentuais que nas anteriores europeias (quando estavam na oposição), menos 22,8 pontos percentuais que nas legislativas de 2011 e menos 8,3 pontos do que aquilo que as sondagens para as legislativas lhes atribuem neste momento. CHECK.

4. “Brighter prospects for small and new political parties” (p.9):
– CDU: tem 12,7%; +2,1 que nas anteriores europeias, +4,8 que nas legislativas de 2011, +1,7 do que as sondagens para as legislativas lhe atribui neste momento. CHECK.
– MPT: 7,2% dos votos, +6,5 que nas anteriores europeias, +6,8 que nas legislativas de 2011. CHECK.
– Livre: novo partido, 2,2% no país, mas 3,6% em Lisboa (distrito). CHECK.
– BE: tem 4,6% dos votos, -6,1 que nas anteriores europeias, -0,6 que nas anteriores legislativas, -2,1 do que lhe atribuem as sondagens para as legislativas. NOT CHECK.

5. “Big parties lose” (p. 17): o PS tem 31,5%, +5,0 que nas anteriores europeias e + 3,4 que nas anteriores legislativas, é certo, mas -5,9 daquilo que lhe atribuem as sondagens para as legislativas. Eu diria que isto é um CHECK também.

Reif and Schmitt win again.

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