Pedro Magalhães

Tendências 2

Para perceber se há mudanças significativas de curto prazo, corri uma regressão linear simples com a percentagem de votos válidos no “Sim” como variável dependente e variáveis independentes “dummy” (o e 1) medindo se uma sondagem foi realizada por este ou aquele instituto e três variáveis “temporais”: “Antes de Janeiro” (sondagens realizadas entre Outubro e Dezembro); “Janeiro”; e “Fevereiro”. Eis os resultados:

A interpretação é simples: quando controlamos os efeitos do facto de diferentes sondagens terem sido realizadas por diferentes institutos, a estimativa de votos válidos no “Sim” tem vindo sempre a descer: 65% antes de Janeiro, 61% em Janeiro e 57% em Fevereiro. Esta análise está muito condicionada pelo facto de termos poucos casos (21 sondagens) e do “mix” concreto de institutos que realizaram sondagens em determinados períodos de tempo. Mas é o que se pode (ou o que sei) fazer. Os valores estimados para cada período visam apenas avaliar a existência de tendências estatisticamente significativas. E confirma-se também a Eurosondagem como “outlier”, com estimativas significativamente abaixo das dos restantes institutos ao longo do período (o que não significa uma avaliação da precisão de uns ou outros).

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