Pedro Magalhães

Trocas e as autárquicas

O Trocas está a reagir, como lhe compete, às sondagens que vão saindo. Mas não só.

No dia 2 de Outubro, dia de publicação de um estudo da Eurosondagem que lhe dava a liderança clara nas intenções de voto, a probabilidade de Isaltino ganhar Oeiras passou de 35 para 94,5%. Depois disso, só uma transacção desceu abaixo dos 60% e ao final do dia de ontem, dia de divulgação de uma nova sondagem que lhe dá de novo a liderança, estava nos 98%. Agora anda pelos 85%.

Com Narciso Miranda, uma coisa potencialmente mais interessante. Durante toda a vigência do contrato, a probabilidade de NM ganhar nunca passou dos 40%. Ontem, dia de sondagem, a queda: passou para 15%, e agora anda pelos 1,3%. Digo potencialmente mais interessante porque, claro, o interesse de um mercado de previsões reside não tanto na forma como integra informação das sondagens mas também como integra outra informação. E apesar da expectativas que circulavam sobre uma possível vitória de Narciso, o Trocas nunca acreditou muito nisso. Pode ser, quem sabe, que ainda mude de ideias.

No Porto tem havido algumas oscilações sobre a probabilidade de Rui Rio ganhar com maioria absoluta. Mas a cotação não desce abaixo dos 70 desde o dia 5.

Em Lisboa, para uma vitória de Santana Lopes, apesar de algumas transacções episódicas a valores acima dos 20, a média móvel ponderada nunca ultrapassou os 11. Neste momento, a cotação está em 1.75. Com Paulo Pedroso em Almada, a cotação só por uma vez ultrapassou os 50 trocos e a média móvel nunca ultrapassou os 25. Os investidores não acreditam que PSL ou Pedroso possam ganhar as respectivas câmaras. No segundo caso sem, que eu conheça, qualquer sondagem publicada.

Finalmente, a cotação para a probabilidade de o PSD conquistar mais de 160 câmaras andou sempre por valores baixos. Mas têm estado a subir nas últimas transacções, apesar de abaixo de 50%.

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