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Pedro Magalhães

Uma frincha

Vou fazer agora uma coisa para a qual não tenho jeito nenhum: aquilo a que se costuma chamar “análise política”. O meu negócio é outro, mas perdoem a incursão em terreno alheio. É porque há uma passagem muito curiosa num artigo de Leonete Botelho e Sofia Rodrigues no Público de hoje que não resisto comentar:

Desde há muito que a maioria e o Governo pediam um entendimento com o PS que tinha por objectivo fazer pressão à troika para ganhar vantagens nas negociações. Com isso, a maioria apresentava como argumento perante a troika um apoio reforçado no Parlamento, mas também ganhava margem para negociar matérias, como a flexibilização do défice, a coberto do PS, com o argumento de que os socialistas eram menos receptivos a medidas que implicam cortes na despesa social.

Só comprovo a minha distracção e a minha ignorância, mas confesso que não sabia nada disto. Eu sabia, por exemplo, que o Primeiro-Ministro não excluía a possibilidade de flexibilizar a meta do défice para 2014, “mas faremos tudo o que está ao nosso alcance para cumprir as metas que foram agora acordadas no sétimo exame regular“, e até já tem “prontos os diplomas que terminam os cortes de 4,3 mil milhões de euros que foram acordados para 2014”. Sabia também que o CDS considerava que “factores externos” faziam com que fosse “prudente” admitir a possibilidade de nova flexibilização das metas do défice para 2014, mas pouco mais para além de dezenas de notícias injectadas nos jornais sobre nunca claramente assumidas posições do partido e do seu líder sobre o programa de ajustamento. O que eu não sabia era que o Governo, por considerar essas metas impossíveis (ou até, quem sabe, indesejáveis), andava há muito a pedir um entendimento com o PS para, usando o PS como “desculpa” ou para mostrar base de apoio doméstico, ganhar poder negocial frente à troika para renegociar as metas acordadas.

Para além de eu ser distraído e ignorante, há também a possibilidade destes “pedidos” feitos há muito terem sido privados, ou até, que sei eu, de estarmos perante uma oportuna reconstrução da história política recente. Mas isso agora não interessa muito. O interessante é que de repente vejo, não uma “janela de oportunidade”, mas pelo menos uma pequenina frincha por onde pode passar um acordo entre os três partidos. O PS consensualiza objectivos de ajustamento mais modestos com o Governo, os nossos credores aceitam a coisa e continuam a mandar os cheques, Seguro reclama para si o mérito de “fazer ver” à maioria os seus erros passados e o PSD e o CDS evitam eleições antecipadas potencialmente catastróficas (especialmente para o segundo, se as indicações desta sondagem se confirmarem).

Contudo, a frincha continua a ser muito estreita. Se esses objectivos consensualizados incluírem “concordar com despedimentos, cortes nas pensões”, a coesão interna no PS deverá estar em risco, se José Sócrates servir de barómetro para esse efeito (e provavelmente serve). E mesmo sem contar com isso, para o PS, a equação eleitoral não é inequivocamente favorável a qualquer espécie de acordo com os partidos de governo: CDU e BE espreitam, e um ano (até menos que isso) de “salvação nacional” é muito, muito tempo. Mas a frincha está lá.

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